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Cabo Verde enfrenta eleições decisivas em meio a tensões políticas

0 Comentários🗣️🔥 Eleitor deposita seu voto em urna durante as eleições em Cabo Verde. (Foto: cartacapital.com.br) Cabo Verde está em um momento decisivo com as eleições para o Parlamento e o cargo de primeiro-ministro. O atual chefe de governo, Ulisses Correia e Silva, do partido de direita Movimento para a Democracia (MpD), enfrenta o desafio […]

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Eleitor deposita seu voto em urna durante as eleições em Cabo Verde. (Foto: cartacapital.com.br)

Cabo Verde está em um momento decisivo com as eleições para o Parlamento e o cargo de primeiro-ministro. O atual chefe de governo, Ulisses Correia e Silva, do partido de direita Movimento para a Democracia (MpD), enfrenta o desafio do candidato de centro-esquerda Francisco Carvalho, prefeito da capital, Praia. Este pleito ocorre em um contexto significativo, marcando 50 anos de independência nacional, celebrados em 2025.

Com mais de 400 mil eleitores registrados, a eleição é considerada crucial para o futuro do país. As pesquisas indicam uma disputa acirrada, com vantagem para o governista MpD, mas o alto índice de indecisos e a abstenção podem ser fatores determinantes. Segundo a Carta Capital, a campanha eleitoral foi marcada por tensões, com o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) acusando o MpD de usar recursos estatais para impulsionar sua candidatura.

O MpD, por sua vez, criticou Francisco Carvalho por contornar a legislação eleitoral, que proíbe prefeitos em exercício de concorrerem a cargos legislativos sem renunciar. Carvalho nomeou um substituto temporário na prefeitura, o que gerou controvérsia. As propostas dos dois partidos são bastante distintas: o MpD foca na continuidade do crescimento econômico, prometendo aumentar o salário médio em 30% e reforçar a segurança pública. Já o PAICV defende uma plataforma social, propondo ensino superior gratuito e melhorias no transporte inter-ilhas.

Apesar das acusações mútuas, o período pré-eleitoral transcorreu de forma pacífica. Para garantir a transparência, a União Africana e a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao) enviaram cerca de 160 observadores internacionais para monitorar a votação. A ilha de Santiago, principal do arquipélago, será um ponto focal, elegendo 33 dos 72 parlamentares. Já os eleitores no exterior, que representam 17% do eleitorado, têm direito a eleger apenas seis deputados.


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