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Crânio de estegossauro na Espanha redefine evolução global dos dinossauros

0 Comentários🗣️🔥 Crânio de estegossauro de 150 milhões de anos descoberto na Espanha. (Foto: sciencedaily.com) Paleontólogos da Fundação Conjunto Paleontológico de Teruel-Dinópolis, na Espanha, anunciaram a descoberta de um crânio excepcionalmente preservado de estegossauro na jazida de Riodeva, província de Teruel. O fóssil pertence à espécie Dacentrurus armatus, dinossauro herbívoro que viveu há cerca de […]

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Crânio de estegossauro de 150 milhões de anos descoberto na Espanha. (Foto: sciencedaily.com)

Paleontólogos da Fundação Conjunto Paleontológico de Teruel-Dinópolis, na Espanha, anunciaram a descoberta de um crânio excepcionalmente preservado de estegossauro na jazida de Riodeva, província de Teruel. O fóssil pertence à espécie Dacentrurus armatus, dinossauro herbívoro que viveu há cerca de 150 milhões de anos, durante o Jurássico Superior.

A raridade do achado está na preservação quase intacta do crânio, estrutura normalmente frágil e rara em fósseis. Este é o primeiro exemplar completo de estegossauro encontrado na Europa, oferecendo dados inéditos sobre a biologia desses répteis pré-históricos.

Sergio Sánchez Fenollosa, pesquisador da Fundação Dinópolis e coautor do estudo, afirmou que a análise revelou características anatômicas desconhecidas até então. Segundo ele, o crânio permite reavaliar a evolução e adaptação dos estegossauros, desafiando classificações taxonômicas antigas.

Os dados coletados em Riodeva levaram à criação de um novo grupo filogenético, o Neostegosauria, que agrupa espécies de médio e grande porte. Esse agrupamento inclui populações que habitaram África, Europa e América do Norte no Jurássico, além de linhagens asiáticas que persistiram até o início do Cretáceo.

Alberto Cobos, diretor-gerente da Fundação Dinópolis, classificou a descoberta como um marco científico. Ele destacou que a jazida ‘Están de Colón’ continua sendo uma referência global para estudos paleontológicos, com potencial para transformar a compreensão da evolução.

Além do crânio adulto, foram encontrados fragmentos de esqueletos juvenis, ocorrência rara em sítios paleontológicos. Essa diversidade de estágios de desenvolvimento permite estudar o crescimento dos dinossauros desde a fase inicial até a maturidade.

Os resultados foram publicados na revista Vertebrate Zoology, sob o título ‘Novas perspectivas sobre a filogenia e evolução do crânio de dinossauros estegossauros’. O estudo consolida Teruel como um dos principais centros mundiais para pesquisa pré-histórica.

As escavações e análises foram financiadas pelo Governo de Aragão, Ministério da Ciência da Espanha e pelo Fundo de Investimentos de Teruel, reforçando o compromisso público com a ciência e preservação do patrimônio regional.

Leia mais sobre o assunto na sciencedaily.com.


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