A União Europeia enfrenta uma situação alarmante com os níveis de armazenamento de gás natural atingindo mínimos históricos, conforme relatado pela gigante estatal russa Gazprom. Nos últimos dias, a taxa de enchimento dos depósitos subterrâneos de gás na Europa foi a mais baixa já registrada, segundo dados da associação Gas Infrastructure Europe (GIE).
Este cenário é uma consequência direta das tensões geopolíticas decorrentes do ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, que resultou em uma crise energética global e no aumento dos preços. A situação no Estreito de Ormuz, uma rota vital para o comércio de gás natural liquefeito (GNL), permanece instável, mesmo após um cessar-fogo frágil estabelecido em abril. Antes do conflito, o estreito era responsável por cerca de 20% do comércio global de GNL, com grande parte destinada aos mercados europeu e asiático.
Além do impacto direto do conflito no Oriente Médio, as condições climáticas adversas, com temperaturas excepcionalmente baixas na Europa Ocidental, também contribuíram para a redução dos níveis de estoque de gás. A Gazprom destacou que as taxas de enchimento dos depósitos foram as mais baixas já registradas em um período recente.
Paralelamente, o Instituto de Economia Energética e Análise Financeira (IEEFA) relatou um aumento acentuado nas importações de gás natural liquefeito russo pela União Europeia, com um crescimento de cerca de 16% no primeiro trimestre do ano. Bélgica, França e Espanha foram os principais importadores, apesar dos esforços do bloco para eliminar gradualmente os combustíveis fósseis russos até 2027.
As hostilidades no Oriente Médio também complicaram os esforços da União Europeia para diversificar suas fontes de importação de energia, tornando-a ainda mais dependente do GNL americano e russo. Autoridades russas indicaram disposição para cortar laços energéticos com a UE e buscar mercados emergentes mais confiáveis. Moscou argumenta que a política da União Europeia, que considera ser impulsionada por uma postura ideológica anti-Rússia, pode levar à desindustrialização do bloco.
Para mais detalhes, consulte o relatório completo no portal da RT.
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