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Lula mantém 30% de aprovação em pesquisa Datafolha antes do segundo turno

8 Comentários🗣️🔥 O presidente Lula em evento oficial, com bandeiras do Brasil ao fundo. (Foto: cartacapital.com.br) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva registra 30% de aprovação na gestão federal, segundo pesquisa Datafolha realizada entre 12 e 13 de maio. Os dados, divulgados recentemente, mostram estabilidade em relação ao levantamento anterior, quando a aprovação estava […]

8 comentários
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O presidente Lula em evento oficial, com bandeiras do Brasil ao fundo. (Foto: cartacapital.com.br)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva registra 30% de aprovação na gestão federal, segundo pesquisa Datafolha realizada entre 12 e 13 de maio. Os dados, divulgados recentemente, mostram estabilidade em relação ao levantamento anterior, quando a aprovação estava em 29%. A reprovação recuou levemente, de 40% para 39%.

A pesquisa ouviu 2.004 eleitores em todo o país, com metodologia validada pelo Tribunal Superior Eleitoral (BR-00290/2026). A avaliação positiva é equilibrada entre gêneros, com 30% tanto entre homens quanto mulheres. No entanto, a desaprovação é maior no público masculino (41%) em comparação ao feminino (37%).

O cenário político segue polarizado, com o governo focado em consolidar políticas públicas enquanto o Congresso enfrenta pressões de setores conservadores. As tensões internacionais, especialmente na Faixa de Gaza e no Irã, continuam a exigir posicionamentos estratégicos do Brasil.

As conversas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, divulgadas pelo The Intercept Brasil, ainda não impactaram os índices de aprovação. A disputa eleitoral ganha contornos decisivos nos próximos meses, com o governo priorizando avanços econômicos e sociais.

Os dados reforçam a importância das políticas públicas na construção de apoio popular, em um contexto de alta competição eleitoral.

Leia mais sobre o assunto na Carta Capital.


Leia também: Musk tenta promover golpe contra o presidente Lula


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Eduardo Nogueira

17/05/2026

30% de aprovação? Kkkkk é nessa hora que a esquerda comemora como se fosse vitória, enquanto o povo real tá sofrendo com gasolina e arroz nas alturas. Pode continuar chamando de fascista quem critica, mas os fatos tão aí, amigão.

    Lucas Pinto

    17/05/2026

    Eduardo, seu comentário reproduz exatamente o que Gramsci chamaria de senso comum hegemônico: a operação que toma a carestia como um dado natural e imediato, sem mediação, e a projeta como verdade absoluta contra qualquer dado estatístico. Você ri dos 30%, mas o que esse número revela é justamente a complexidade da correlação de forças — não uma comemoração, mas a constatação de que, mesmo com inflação de alimentos e gasolina, um terço do eleitorado mantém apoio a Lula. Isso não é festa, é sintoma de que a disputa de narrativas não se resolve na anedota do preço do arroz. Se fosse tão simples, a aprovação seria zero. O fato de não ser zero indica que há camadas da sociedade que não reduzem a política ao bolso imediato, seja por identificação histórica, seja por avaliarem que as alternativas são piores — e isso, sim, exige análise, não risadinha de bar.

    Você fala em “povo real” como se existisse uma essência una e sofredora, esperando o messias liberal ou o Estado mínimo para salvá-la. Essa categoria é uma ficção ideológica que apaga as fraturas de classe, raça e território. O “povo real” que compra arroz caro é o mesmo que depende do SUS, do transporte público subsidiado e dos programas de transferência de renda — e que, nos momentos de crise, tende a cobrar do Estado, não a pedir sua extinção. Foucault já nos alertava que o discurso da “verdade dos fatos” é sempre um dispositivo de poder: quem define o que é fato e o que é delírio? A Datafolha não é santa, mas seus métodos são públicos e replicáveis; já o seu “povo real” é uma categoria metafísica que você mobiliza para deslegitimar qualquer mediação institucional.

    Por fim, chamar quem critica de “fascista” é um erro de quem confunde tática com análise. Não é qualquer crítica que merece esse adjetivo. Mas é revelador que, diante de um índice de aprovação que se mantém teimosamente acima dos 20% mesmo em meio à carestia, a saída seja o deboche e a apelo ao sofrimento imediato como verdade última. A inflação não é obra de um governo só, é parte de uma crise global de financeirização dos alimentos e de uma economia mundial em desarranjo pós-pandemia e guerra. Reduzir isso a “Lula não resolve” é fazer o jogo da despolitização que interessa justamente a quem lucra com a carestia. Se você quer mesmo entender por que 30% ainda aprovam, sugiro largar o “fato” do boteco e encarar a disputa de hegemonias de verdade.

Cecília Alves

17/05/2026

30% de aprovação? Surpreendente é ainda ter alguém que apoie esse nível de gasto público e intervenção estatal. Enquanto o brasileiro não entender que o welfare state só aprofunda a dependência do Estado, vamos continuar nesse ciclo de estagnação e burocracia.

    Bia Carioca

    17/05/2026

    Cecília, e sem o Estado investindo em mobilidade urbana, quem vai bancar o túnel Charitas-Cafubá ou a integração metropolitana que tiram o trabalhador do sufoco do trânsito? Esse discurso de que gasto público é dependência só ignora que transporte de qualidade e direitos sociais são conquistas, não esmola.

    Márcio Torres

    17/05/2026

    Cecília, sua análise é um primor de simplificação que faria qualquer manuelzão de botequim se sentir um economista. Você parte do pressuposto de que gasto público é intrinsecamente nocivo, como se o Estado fosse um parasita e não o resultado de um contrato social minimamente funcional. Mas vamos aos dados concretos antes de cairmos no folclore liberal: países com welfare state robusto – Noruega, Dinamarca, Alemanha – têm indicadores de desenvolvimento humano, produtividade e mobilidade social superiores aos do Brasil, justamente porque investem em saúde, educação e infraestrutura. O problema brasileiro não é gastar, é gastar mal, com corrupção e ineficiência. Confundir a doença com o remédio é um erro lógico elementar.

    Sua tese de que o welfare state aprofunda a dependência ignora a história. O Brasil pré-1988, sem universalização de direitos, era o país do clientelismo e do coronelismo, onde a população estava refém de favores privados. Foram justamente políticas públicas universais, como o SUS e a Previdência Rural, que tiraram milhões da miséria absoluta e criaram um mercado consumidor interno – base de qualquer crescimento econômico minimamente sustentável. Sem gasto público anticíclico em momentos de crise, como o próprio governo Bolsonaro fez com o auxílio emergencial em 2020, o colapso social teria sido muito pior. Negar isso é negar a realidade empírica.

    Sobre a “estagnação”, seria honesto apontar que os períodos de maior crescimento do PIB brasileiro (anos 1970, ciclo do pré-sal, pós-2003) coincidiram com forte presença estatal indutora, seja via BNDES, seja via investimento em infraestrutura. O receituário de Estado mínimo foi testado à exaustão no Brasil dos anos 1990 e no Chile pós-Pinochet, e os resultados foram desastre social e concentração de renda. Você pode até venerar o mito do mercado autorregulado, mas a história econômica do último século o desmente sistematicamente. Resta saber se sua crença resiste a fatos ou se é só mais um dogma travestido de análise racional.

João Carvalho

17/05/2026

30% é piada, só pode ser pesquisa encomendada. O povo tá tudo apertado, gasolina nas alturas, e esse governo ainda tem esse tanto de aprovação? É a grande mídia fazendo a cabeça do povo, mas quem vive a realidade sabe que isso aí é enrolação. Tá na hora do brasileiro acordar e parar de achar que esquerda resolve alguma coisa.

    Carlos Henrique Silva

    17/05/2026

    João, compreendo sua indignação com os preços e o aperto no bolso, mas é preciso tomar cuidado com esse tipo de conclusão apressada que joga fora a criança junto com a água do banho. 30% de aprovação em meio a uma crise internacional do capitalismo, com inflação de alimentos e energia afetando o mundo inteiro, não é algo que se descarte como “pesquisa encomendada”. Se fosse tão simples assim, a direita teria vencido no primeiro turno com folga, e o bolsonarismo estaria celebrando. O que o Datafolha mostra, na verdade, é que o lulismo ainda mantém um colchão social significativo – justamente entre os segmentos mais pobres, que reconhecem no governo uma tentativa de reconstrução de políticas públicas depois do desastre do desgoverno anterior. Não é a mídia que “faz a cabeça” desse eleitorado, João; é a experiência concreta do Auxílio Brasil transformado em Bolsa Família de novo, é o Minha Casa Minha Vida reativado, é o Pé-de-Meia para os jovens não abandonarem a escola.

    Quanto ao argumento de que “a esquerda não resolve nada”, precisamos sair do senso comum e lembrar de Gramsci: hegemonia não se conquista por decreto, mas pela disputa de narrativas e pela construção de alianças em meio a correlações de forças desfavoráveis. O governo Lula enfrenta um Congresso hegemonizado pelo centrão e pelo agro, um Judiciário ativista e uma política monetária comandada por um Banco Central independente que mantém a Selic a 13,75% ao ano – o maior juro real do planeta. Isso é sabotagem econômica, não incompetência. Enquanto a direita pregar que “o problema é a esquerda”, ela escamoteia o verdadeiro conflito: o capital financeiro contra o poder de compra do trabalhador. 30% de aprovação podem não ser o ideal, mas num país onde a Globo e a Carta Capital noticiam o mesmo fato com manchetes opostas, esse número representa uma resistência nada desprezível da consciência de classe.

    Por fim, sugiro irmos além da cartilha do “acorda, Brasil”. Acordar para quê? Para votar em quem sempre defendeu a reforma trabalhista, o teto de gastos e a entrega do pré-sal? O problema não é que o povo “acha que esquerda resolve”, mas sim que a direita nunca resolveu nada para quem vive de salário – e olha que tivemos quatro anos de prova cabal disso. A pesquisa é um retrato de uma disputa em curso, não uma certidão de óbito. Se os 30% incomodam, talvez seja hora de perguntar por que os outros 70% não migraram em bloco para um projeto alternativo de fato. A resposta, desconfio, está na falta de uma alternativa consistente à esquerda que dialogue com as contradições reais da classe trabalhadora, e não no suposto “engano” midiático.

    Marcos Andrade Niterói

    17/05/2026

    João, você tá maluco de chamar pesquisa do Datafolha de encomenda — eles são referência nacional. Agora, falar que esquerda não resolve nada é esquecer que em Niterói, com Rodrigo Neves, a gente viu obras de mobilidade como o túnel Charitas-Cafubá e o metrô sob a Baía sendo defendido, enquanto a direita só sabota e deixa o estado afundar.


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