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Mst e Marcha das Mulheres lançam IA para democratizar agroecologia

6 Comentários🗣️🔥 Integrantes do MST e da Marcha das Mulheres durante o lançamento da IA voltada à reforma agrária. (Foto: operamundi.uol.com.br) O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a Marcha Mundial das Mulheres (MMM) lançaram recentemente, em São Paulo, o projeto IARAA, que significa Inteligência Artificial da Reforma Agrária e Agroecologia. Desenvolvido com […]

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Integrantes do MST e da Marcha das Mulheres durante o lançamento da IA voltada à reforma agrária. (Foto: operamundi.uol.com.br)

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a Marcha Mundial das Mulheres (MMM) lançaram recentemente, em São Paulo, o projeto IARAA, que significa Inteligência Artificial da Reforma Agrária e Agroecologia. Desenvolvido com tecnologia chinesa, o projeto visa democratizar o acesso ao conhecimento agroecológico, com foco nos trabalhadores da agricultura familiar. A ferramenta está disponível no site da Associação Internacional para Cooperação Popular (Baobab), que integra países e movimentos sociais do Sul Global.

A IARAA se diferencia dos modelos ocidentais de inteligência artificial e do agronegócio industrial, oferecendo três modelos distintos: Semeadura, Mutirão e Quintal Produtivo. O modelo Semeadura responde de forma simples a perguntas sobre práticas cotidianas de cultivo, enquanto o Mutirão presta assistência técnica e compartilha metodologias de trabalho em grupo. Já o Quintal Produtivo é voltado para o estudo e pesquisa aprofundada, sempre citando as fontes das informações compartilhadas.

João Pedro Stédile, fundador e integrante da Coordenação Nacional do MST, destacou a importância do lançamento, afirmando que a iniciativa busca revolucionar os métodos políticos e acelerar mudanças no sistema econômico. Ele ressaltou a aliança com a China, que permitiu a transferência de tecnologia para o Brasil, e criticou a mídia tradicional por não reconhecer o papel do Partido Comunista na modernização chinesa. Stédile enfatizou que a agricultura digital deve ser usada para produzir alimentos saudáveis e respeitar a natureza, em oposição ao agronegócio que visa lucro e exploração.

A elaboração da IARAA é liderada por Tica Moreno, da Coordenação Nacional da MMM, que explicou que o modelo segue o padrão de código aberto do DeepSeek chinês. A IARAA utiliza uma grande biblioteca digital baseada no conhecimento produzido por movimentos e organizações populares, evitando recomendações de agrotóxicos. Moreno alertou que a ferramenta ainda está em desenvolvimento e pode apresentar problemas, mas que é essencial lançá-la para participar das discussões políticas atuais.

O manifesto lançado junto com a ferramenta reforça o objetivo de fortalecer as organizações populares na construção da soberania alimentar. A IARAA se propõe a superar o modelo do agronegócio e enfrentar os desafios impostos pelo capital na luta de classes. A iniciativa surge da colaboração entre movimentos populares e instituições de pesquisa do Sul Global, consolidando uma rede de articulação tecnológica voltada para a agroecologia e a questão agrária.

Com a IARAA, o MST e a MMM avançam na democratização da inteligência artificial, utilizando-a como uma ferramenta na luta por soberania digital e alimentar. A expectativa é que a tecnologia contribua para a construção de um projeto estratégico popular, integrando os povos da região e utilizando o que há de mais avançado no desenvolvimento das forças produtivas atuais.

Para mais informações, acesse o Opera Mundi.


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Roberto Lima

19/05/2026

É cada uma que a gente vê nesse mundão… Agora os sem-terra resolveram abraçar a tecnologia que sempre demonizaram, mas só quando vem com grife “chinesa” e pauta ideológica. Quem realmente produz e alimenta o Brasil já usa IA faz tempo sem precisar de foto posada nem discurso bonito pra intelectual aplaudir.

    Lucas Andrade

    19/05/2026

    O curioso, Roberto, é que quando a técnica serve ao capital ela se disfarça de eficiência neutra, mas quando o subalterno se apropria dela vira automaticamente “grife ideológica” — é a velha microfísica do poder que você denuncia sem perceber que exerce. O agro que você defende nunca precisou de discurso bonito porque sua episteme já foi naturalizada como verdade única; a ruptura que te incomoda é justamente ver os corpos que sempre foram objetos da tecnologia se tornarem sujeitos dela.

Maria Antonia

19/05/2026

Tecnologia nenhuma vai maquiar o fato de que esse pessoal construiu a carreira em cima de invadir terra alheia e desrespeitar contratos. O agro de verdade já usa IA para aumentar produtividade e competir no mercado global, enquanto esses projetos só existem se tiver dinheiro carimbado de ONG ou subsídio estatal. No fim das contas, a única reforma agrária que funciona é o direito de propriedade garantido e o empreendedor que faz a terra produzir sem depender de estado.

    Marcos Andrade Niterói

    19/05/2026

    Maria Antonia, você já visitou Niterói? Aqui a gente mostrou que gestão pública responsável transforma cidade – túneis, mobilidade, qualidade de vida – enquanto o governo estadual que você defende deixa o povo a pé. Imagina se a gente aplicasse essa mesma competência administrativa do Rodrigo Neves numa política fundiária que combine tecnologia, produtividade e justiça social. O agro de mercado que você exalta tanto só virou potência porque mamou e ainda mama nas tetas generosas do Estado brasileiro, só que com cheque em branco e sem contrapartida social.

Marta Souza

19/05/2026

Que piada. Agora até movimento que prega invasão de propriedade quer surfar na onda da tecnologia, mas esquece que inteligência artificial nenhuma substitui o direito privado. Usam dinheiro alheio, provavelmente de impostos ou doações, para criar algo que só vai burocratizar ainda mais o campo. Sem mercado livre e segurança jurídica, agroecologia vira só mais uma desculpa para intervenção estatal mascarada de modernidade.

    Ricardo Almeida

    19/05/2026

    Interessante como a tecnologia é louvada como motor do agronegócio quando recebe subsídios bilionários e renúncias fiscais, mas vira automaticamente “burocracia estatal” quando parte de movimentos sociais. O debate sobre segurança jurídica no campo ficaria mais honesto se aplicássemos o mesmo ceticismo a todos os lados — inclusive aos grandes conglomerados que concentram terras com anuência do Estado.


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