A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou uma emergência de saúde pública de importância internacional devido ao surto de ebola na República Democrática do Congo (RDC). A situação se agravou com a confirmação de um caso em Goma, cidade sob controle da milícia M23, que recebe apoio de Ruanda.
Até o momento, a RDC registrou 88 mortes e 336 casos suspeitos da febre hemorrágica altamente contagiosa, conforme os Centros Africanos para o Controle e a Prevenção de Doenças. A transmissão do vírus ocorre por fluidos corporais ou exposição ao sangue de uma pessoa infectada, sendo contagiosa após a manifestação dos sintomas.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, expressou preocupação com a situação, afirmando que a epidemia constitui uma emergência de saúde pública de importância internacional. No entanto, ele ressaltou que ainda não cumpre os critérios de emergência pandêmica, sendo a pandemia o nível máximo de alerta da organização.
O caso em Goma foi confirmado em laboratório e envolve a esposa de um homem que morreu de ebola em Bunia. Ela viajou para Goma já infectada, aumentando o temor de uma propagação mais intensa do vírus. Jean-Jacques Muyembe, diretor do Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica congolês, destacou a gravidade da situação.
Goma, sob controle do grupo antigovernamental M23, representa um desafio adicional para o controle do surto. A cidade é um importante centro de transporte e sua localização estratégica pode facilitar a disseminação do vírus para outras regiões.
Segundo o portal Carta Capital, a OMS está mobilizando esforços para conter o surto e evitar uma crise de saúde pública ainda maior. A colaboração internacional será crucial para apoiar as autoridades congolesas na contenção do ebola.
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