São Paulo registra aquecimento urbano acelerado, com elevação de 2,4 graus Celsius nas temperaturas máximas desde o início do século XX. Dados apresentados pelo professor Humberto Ribeiro da Rocha, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP), mostram que o aumento supera em mais de 100% a média global de 1,2 grau Celsius indicada pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).
As temperaturas mínimas noturnas também subiram 2,8 graus no mesmo período, segundo análise do portal Metrópoles. O estudo utilizou imagens de satélite do programa Landsat, da agência espacial norte-americana NASA, para avaliar 70 municípios paulistas entre 2013 e 2023.
Em áreas densamente urbanizadas da Grande São Paulo, a temperatura da superfície pode ultrapassar 50 graus Celsius nos meses mais quentes. Já regiões com cobertura vegetal e corpos d’água mantêm temperaturas máximas em torno de 25 graus, gerando uma diferença de até 12 graus entre bairros vizinhos.
O fenômeno não se restringe à capital, afetando também cidades do interior. A região nordeste do estado apresenta altas concentrações de calor devido ao cultivo extensivo de cana-de-açúcar, que reduz a capacidade de resfriamento natural do solo.
O impacto térmico é crítico em moradias populares, conforme monitorado pelo projeto municipal Sampa Adapta. Durante ondas de calor, sensores registraram temperaturas internas de até 30 graus Celsius durante a madrugada, agravando riscos à saúde pública.
A falta de isolamento térmico nas construções intensifica o desconforto. Para mitigar o problema, pesquisadores do IAG-USP defendem soluções baseadas na natureza, como o replantio de árvores e a criação de áreas verdes urbanas.
Experimentos na região metropolitana demonstraram que a revegetação pode reduzir a temperatura local em até 7 graus. Os cientistas destacam que essas medidas são essenciais para garantir segurança hídrica e térmica nos centros urbanos brasileiros.
Leia mais sobre o assunto na metropoles.com.
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Eduardo Nogueira
17/05/2026
Enquanto isso a USP gastando rios de dinheiro pra descobrir que São Paulo é quente. Incrível. Mas claro, a culpa é do asfalto, não do agronejo e do comunismo do Haddad. Fecha o leque e vai plantar bananeira na Paulista.
Bia Carioca
17/05/2026
Ah, Eduardo, o problema não é a USP constatar que São Paulo virou uma chapa de fogão — o problema é o modelo que prioriza carro, asfalto e especulação imobiliária em vez de transporte público de qualidade e áreas verdes. Se tu acha que Haddad é comunista por plantar ciclovia, imagina o que diria de uma ligação Niterói-Rio de trem de verdade?
Sgt Bruno 🇧🇷
17/05/2026
Selva! Esse estudo da USP é a mesma tática de sempre: transformar o clima em desculpa pra implantar agenda comunista. Enquanto isso, o cidadão de bem continua sofrendo com o calor enquanto eles gastam dinheiro público com pesquisa inútil. Comunistas na lata de lixo!
Mariana Ambiental
17/05/2026
Sgt Bruno, se estudar o aquecimento da própria cidade onde a gente vive é “agenda comunista”, então termômetro também virou instrumento de subversão? A pesquisa só mostrou o óbvio: São Paulo esquenta mais porque foi desenhada pra lucro, não pra gente. Negar ciência não esfria o asfalto.
Mateus Silva
17/05/2026
Maria Silva, respeito seu otimismo, mas “plantar uma árvore no quintal” não enfrenta a lógica de classe que transforma cada metro quadrado de São Paulo em ativo financeiro. Enquanto o capital imobiliário ditar o adensamento sem áreas verdes para maximizar o lucro, o termômetro continuará subindo para quem não pode fugir para o litoral nos fins de semana.
Maria Silva
17/05/2026
É preocupante ver esses números, mas não adianta só culpar governo ou prefeitura. Cada um de nós precisa fazer sua parte, seja plantando uma árvore no quintal ou cobrando planejamento urbano com bom senso. O calor que estamos sentindo é reflexo de décadas de descaso de todos os lados.
João Carvalho
17/05/2026
Pois é, mais uma dessas pesquisas de universidade federal que só serve pra encher o saco do trabalhador. O calor em São Paulo é culpa desse tanto de prédio e asfalto que meteram sem planejar nada. Enquanto isso, o dinheiro do contribuinte vai todo pra mamata e a gente derretendo dentro do ônibus. Cadê as obras de verdade, em vez de esquentar a cabeça do povo com esses estudos?
João Augusto
17/05/2026
João, você tem razão ao apontar que asfalto e concreto agravam o calor, mas o problema é mais profundo: essa ilha de calor paulistana não é fruto do acaso, mas sim de um modelo de urbanização que priorizou o capital imobiliário em detrimento de áreas verdes e do transporte público de qualidade. A pesquisa da USP, longe de ser “mamata”, é justamente o diagnóstico que Gramsci chamaria de ferramenta para desvelar as contradições do desenvolvimento desigual — sem ele, as “obras de verdade” que você cobra continuarão sendo paliativos para uma lógica que nos sufoca.