Belo Horizonte supera São Paulo e ocupa 27ª posição no ranking mundial de congestionamento

Trânsito congestionado em uma das vias de Belo Horizonte, com carros e ônibus parados. (Foto: metropoles.com)

A capital mineira figura entre as cidades com os piores índices de trânsito do planeta, ocupando a 27ª posição no ranking global de congestionamento. Segundo o portal Metrópoles, o TomTom Traffic Index revela que Belo Horizonte superou São Paulo, registrando um índice de congestionamento de 58,6% contra 58,5% da capital paulista.

Os motoristas que circulam pelas vias de Belo Horizonte perdem, em média, 130 horas por ano presos no trânsito, o que equivale a mais de cinco dias inteiros. A velocidade média nas ruas e avenidas da cidade é de apenas 21,3 km/h, número que evidencia a gravidade do problema de mobilidade enfrentado pela metrópole mineira.

Nos horários de pico, entre 7h e 9h pela manhã e entre 17h e 19h no final da tarde, a situação se deteriora drasticamente. O congestionamento pode atingir 97% no período matutino e chegar a 103% no fim do dia, quando milhares de trabalhadores tentam retornar às suas residências simultaneamente.

No cenário nacional, Recife lidera como a capital brasileira com o pior trânsito, ocupando a 15ª posição mundial no levantamento. Porto Alegre aparece em seguida, com Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro completando o quinteto das capitais mais congestionadas do país.

No panorama global, a Cidade do México ocupa o topo do ranking como a metrópole com o pior trânsito do mundo. Bengaluru, na Índia, aparece na segunda colocação, seguida por Dublin, capital da Irlanda, que completa o pódio das cidades mais congestionadas do planeta.

Os dados do levantamento reforçam os desafios estruturais de mobilidade urbana enfrentados por Belo Horizonte, que opera em patamar semelhante ao de grandes metrópoles internacionais. A perda de tempo no trânsito impacta diretamente a produtividade econômica, eleva os níveis de estresse dos motoristas e contribui para a poluição atmosférica.

Especialistas em mobilidade urbana apontam que o estudo da TomTom funciona como um diagnóstico preciso da situação crítica do transporte nas grandes cidades brasileiras. A necessidade de investimentos robustos em transporte público, expansão da malha viária e implementação de soluções inteligentes de mobilidade na capital mineira se torna cada vez mais evidente.


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