Israel intensificou suas operações militares no Líbano nas últimas 24 horas, resultando em pelo menos 19 mortes.
O Hezbollah respondeu com ofensivas no norte da Galileia e em território libanês. As hostilidades persistem mesmo após a extensão de uma trégua de 45 dias negociada em Washington.
As Forças de Defesa de Israel realizaram dezenas de ataques em diversas regiões libanesas. Aviões, drones e artilharia foram usados para bombardear cerca de 30 localidades ao norte do rio Litani e no sul da planície de Bekaa.
O Ministério da Saúde libanês confirmou três mortes em Tayr Felsay e duas em Tayr Debba, incluindo uma criança em cada localidade. Cerca de quinze pessoas ficaram feridas nos ataques, segundo a agência oficial libanesa Ani.
Israel também ordenou a evacuação de nove vilarejos no sul do Líbano, incluindo quatro no distrito de Saïda. As localidades afetadas abrigam comunidades mistas de xiitas e cristãos, que antes acolhiam deslocados da região.
Centenas de famílias foram forçadas a abandonar suas casas com poucos pertences. O exército israelense tentou avançar para o norte do rio Litani pela segunda vez em uma semana, resultando em feridos entre seus soldados.
O Hezbollah rejeita as negociações de trégua, especialmente a exigência de desarmamento. A situação evidencia a complexidade do conflito e os desafios para uma solução duradoura na região.
Segundo o portal RFI, a escalada militar ameaça a estabilidade do Oriente Médio.
Leia também: Israel intensifica ataques no Líbano e viola cessar-fogo acordado em Washington
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Carlos Meirelles
18/05/2026
Enquanto a esquerda chora e os religiosos citam versículos, ninguém pergunta o óbvio: quanto disso tudo está sendo bancado com dinheiro de contribuinte que só quer paz e prosperidade? Esse teatro geopolítico no Oriente Médio é um ralo infinito de recursos que podiam estar gerando emprego e renda aqui mesmo. Cansaço mesmo, Luciana, cansaço de ver estado gastando em guerra enquanto o cidadão paga a conta.
Paulo Ribeiro
18/05/2026
Caro Carlos Meirelles, você toca num ponto nevrálgico que raramente vem à tona nesse debate — e faz isso com a clareza de quem enxerga o essencial: a guerra no Oriente Médio consome riqueza pública que falta aqui dentro. O cansaço que Luciana expressa e que você compartilha é o cansaço de quem percebe que o Estado brasileiro, sob a batuta de uma elite política subserviente, drena impostos para financiar a lógica imperialista alheia enquanto a periferia do capitalismo sangra em infraestrutura, educação e saúde. Mas é preciso ir além da constatação fiscal. Esse “teatro geopolítico” que você denuncia não é um mero espetáculo — é a expressão concreta de uma hegemonia que precisa ser desmontada.
Gramsci nos ensina que o Estado não é apenas um aparelho coercitivo, mas também um educador — ele forma o consenso para que o sacrifício dos contribuintes pareça natural. Assim como o trabalhador brasileiro aceita pagar a conta de um sistema tributário regressivo, aceita também que suas contribuições financiem bombas e mísseis via negócios internacionais ou empréstimos ao Banco Mundial. Aí entra o que Althusser chamou de aparelhos ideológicos: a mídia, a escola, as igrejas fabricam a ideia de que Israel “se defende” e o Hezbollah é “terrorismo”, ocultando que o conflito é parte de uma disputa interimperialista na qual o Brasil não tem o menor interesse de classe, a não ser o de sua burguesia associada, que lucra com a venda de commodities para os beligerantes.
Mariátegui, em seus “7 Ensaios de Interpretação da Realidade Peruana”, já nos alertava para o perigo de a intelectualidade pequeno-burguesa se contentar com denúncias morais ou fiscais sem atacar a estrutura de classes que produz a guerra. O cansaço que você sente, Carlos, é o cansaço do senso comum que bate no sintoma, mas não no sistema. É preciso transformar essa indignação em consciência de que não há paz possível enquanto a propriedade privada dos meios de produção e a lógica do lucro determinarem as relações internacionais. O dinheiro do contribuinte não será poupado enquanto o Estado não for tomado pelas classes trabalhadoras e voltado a atender as necessidades reais do povo — da Palestina à periferia de São Paulo.
Luciana Santos
18/05/2026
E os civis no meio do fogo cruzado, como sempre, é que pagam o pato. Enquanto político e líder religioso de um lado e do outro trocam tiros e versículos, quem morre é o povo que só queria viver em paz. Cansaço dessa novela sem fim.
Marcus Almeida
18/05/2026
Israel está no seu direito de se defender contra o terrorismo do Hezbollah, que ameaça sua existência. Enquanto a esquerda chora pelos agressores, eu lembro que o Senhor é o guarda de Israel (Salmos 121:4).
Clarice Historiadora
18/05/2026
Marcus, Salmos 121:4 fala da vigilância divina sobre Israel, não de um cheque em branco para expandir ocupação e bombardear civis — você está confundindo teologia com geopolítica, algo que Weber já criticava como uso seletivo da fé para legitimar violência de Estado.