A escola de samba Portela anunciou a morte de Noca da Portela, aos 93 anos, uma das figuras mais emblemáticas do samba carioca. O cantor e compositor estava internado em um hospital de São Cristóvão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, e não resistiu após complicações de saúde.
A agremiação de Madureira expressou seu pesar através de uma nota publicada no Instagram, destacando o legado deixado por Noca para o samba e a música popular brasileira. Segundo o portal Metrópoles, a escola ressaltou a importância do compositor em sua história, lembrando sua chegada à agremiação na década de 1960, quando foi levado por Paulinho da Viola.
Noca integrou o lendário Trio ABC da Portela, ao lado de Picolino e Colombo, formação que marcou época no samba de raiz. Entre suas obras mais celebradas está “Portela Querida”, defendida por Elza Soares, além do samba-enredo “O Homem de Pacoval”, que levou a escola à avenida em 1976.
Com sete vitórias em disputas de samba-enredo, Noca se consolidou como um dos maiores vencedores da história da Portela. Entre suas composições vitoriosas estão “Recordar é viver” (1985), “Gosto que me enrosco” (1995), “Os olhos da noite” (1998) e “ImaginaRIO, 450 Janeiros de uma Cidade Surreal” (2015).
Além de suas contribuições como compositor, Noca da Portela foi membro respeitado da Velha Guarda Show da agremiação, contribuindo com centenas de sambas ao longo de décadas. Sua figura se tornou reverenciada no Carnaval carioca, representando a tradição e a resistência cultural das escolas de samba do Rio de Janeiro.
A Portela se solidarizou com familiares, amigos, parceiros de composição e admiradores do artista. A escola destacou o impacto duradouro de sua obra e a importância de seu legado para toda a comunidade do samba brasileiro.
Leia também: Morre Noca da Portela, lenda do samba carioca, aos 93 anos
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Paulo Rocha
18/05/2026
Grande perda pra cultura brasileira. Enquanto a esquerda corta verba e quer apagar nossos símbolos, esses mestres vão se despedindo sem o reconhecimento que merecem. Brasil precisa de mais Noca e menos doutrinação ideológica. Descanse em paz, mestre.
Francisco de Assis
18/05/2026
Paulo, companheiro, com todo respeito, mas o legado do Noca é fruto da cultura popular que os governos do PT sempre apoiaram com políticas de base, não com esse discurso de “apagar símbolos” que a turma do ódio inventa por aí. Quem estudou samba sabe que a verdadeira doutrinação é tentar tirar do povo o direito de fazer arte com consciência social. Descanse em paz, mestre Noca, e viva a cultura que alimenta a alma do Brasil.
Jeferson da Silva
18/05/2026
Paulo, cortar verba da cultura não é coisa de esquerda não: foi o governo que você apoiou que congelou gastos por 20 anos e deixou o MinC de joelhos. Noca da Portela fez samba de luta, de trabalhador, não de patrão — então para de usar a morte de um mestre pra vender discurso que desmonta direito de quem põe a comida na mesa.
Major Ricardo Silva
18/05/2026
Que tristeza. O Noca da Portela representava a verdadeira cultura popular brasileira, sem apologia a ideologia de gênero ou militância barata. Enquanto a esquerda tenta destruir nossos valores, esses gigantes do samba se vão sem o devido respeito. Descanse em paz, mestre.
Mariana Alves
18/05/2026
Lamento, major, que sua homenagem a Noca da Portela precise vir acompanhada de um desserviço à compreensão histórica do samba. Reduzir a obra de um gigante a uma suposta pureza apolítica é, no mínimo, um contrassenso para quem estuda a fundo a cultura popular brasileira. O samba nasceu nos morros, nos subúrbios e nas senzalas, como a recusa organizada de um povo que teimava em existir apesar da violência do Estado e da exploração capitalista. Noca, como tantos outros compositores da Portela, não fazia arte “de salão” — ele cantava o cotidiano do trabalhador, as dores do amor e as ironias da vida sob um sistema que, desde sempre, marginaliza e silencia. Chamar isso de “verdadeira cultura popular” e ao mesmo tempo atacar a luta por reconhecimento de gênero e diversidade é uma operação ideológica tão grosseira quanto a tentativa de sequestrar o legado negro do samba para uma agenda que, historicamente, esteve do lado oposto dos interesses das classes subalternas.
A “militância barata” que você condena é, na verdade, a mesma coragem que Noca e seus pares tiveram ao denunciar, em versos e melodias, a hipocrisia de uma sociedade que os queria calados e folclorizados. A esquerda, major, não destrói valores — ela desnuda as contradições de valores construídos sobre a exploração e a exclusão. Se a cultura popular é viva, ela se reinventa e acolhe novas lutas, como as feministas, antirracistas e LGBTQIA+. Apostar numa suposta “neutralidade” artística é fazer coro com o mesmo conservadorismo que, nos anos 1930 e 1940, tentou embranquecer o samba e higienizar os desfiles das escolas. Portanto, ao chorar a partida de Noca, evitemos transformá-lo numa bandeira de um pretenso passado sem conflitos — o passado real da Portela é de resistência, e essa resistência não cabe em caixas reacionárias.
Maura Santos
18/05/2026
Major, bonita homenagem, mas pena que a extrema-direita que o senhor defende vive cortando verba da cultura e deixando a arte popular no apagão. Noca merecia respeito, não discurso de quem quer apagar a história do samba.