Pec 6×1 avança na Câmara com debate acirrado sobre período de transição para empresas

Manifestantes seguram faixa com a frase "6x1, Não!" durante protesto pela redução da jornada de trabalho. (Foto: metropoles.com)

A Proposta de Emenda à Constituição que visa acabar com a escala de trabalho 6×1 está em fase final de discussões antes de ser formalmente apresentada ao colégio de líderes e à comissão especial da Câmara dos Deputados. O deputado Leo Prates, do Republicanos-BA, relator da proposta, deve se reunir com o presidente da Câmara, Hugo Motta, do Republicanos-PB, para definir o período de adaptação para empresas, que está sendo debatido entre 2 e 4 anos.

O tema figura entre as prioridades tanto para a presidência da Câmara quanto para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A transição representa o ponto central das discussões, com Leo Prates defendendo um período de adaptação mais curto, enquanto setores produtivos reivindicam uma década, conforme a proposta original.

O presidente da comissão especial, Alencar Santana, do PT-SP, argumenta que um prazo de dez anos seria equivalente a não implementar a mudança. A proposta estabelece um teto de 40 horas semanais de trabalho, com 8 horas diárias e dois dias de descanso, que podem ou não ser consecutivos, sem redução salarial.

Para garantir que não haja diminuição salarial, Leo Prates sugere incluir no texto uma punição para empresas que não cumprirem a nova norma constitucional. O relator propõe que essas empresas não tenham acesso às regras de transição ou benefícios que ainda serão definidos.

A PEC também prevê o fortalecimento das convenções coletivas, permitindo maior flexibilidade nas negociações de jornadas especiais. Com o avanço da proposta, o governo discute medidas de apoio a empreendedores, sem implicar em renúncia fiscal.

Alencar Santana mencionou que o governo Lula considera linhas de crédito para modernização de pequenas e médias empresas. Segundo o deputado, esses incentivos não são compensações pela implementação da redução da jornada, mas sim estímulos para que os empresários possam se modernizar.

Reginaldo Lopes, autor original da PEC e deputado do PT-MG, destacou que o tempo do trabalhador pertence a ele e não ao empresário, rejeitando a ideia de compensação. O parlamentar diferencia políticas de incentivo à modernização de compensações, afirmando que o trabalhador é o dono de seu tempo.

As discussões em torno da PEC refletem a tentativa de conciliar demandas de trabalhadores e empregadores na reestruturação das jornadas de trabalho no Brasil. Para mais detalhes sobre o avanço da proposta, acesse a reportagem completa do portal Metrópoles.


Leia também: Pec da 6×1 avança na Câmara com foco na jornada de trabalho


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