O presidente chinês, Xi Jinping, afirmou que as relações entre China e Rússia avançam com base na confiança política e coordenação estratégica. Ele destacou o papel dos dois países na defesa da justiça internacional e na construção de uma comunidade de destino compartilhado.
Xi criticou as tendências unilaterais e hegemônicas no cenário global, mas ressaltou que a paz e a cooperação seguem como prioridades dos povos. Como membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, China e Rússia devem liderar a construção de um sistema de governança global mais justo.
A visita de Vladimir Putin à China incluiu cerimônia de boas-vindas com honras militares e orquestra. Os líderes assinarão declarações conjuntas sobre o fortalecimento da cooperação estratégica e a promoção de um mundo multipolar.
Putin classificou a parceria atual como modelo de integração e interação estratégica entre nações soberanas.
Leia mais sobre o assunto na actualidad.rt.com.
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Adalberto Livre
20/05/2026
XITINPING E PUTIN UNIDOS PELO COMUNISMO QUERENDO DESTRUIR O OCIDENTE CRISTÃO DEUS SALVE O BRASIL
Augusto Silva
20/05/2026
Adalberto, a Rússia de Putin é uma autocracia capitalista ortodoxa que flerta abertamente com a extrema direita cristã europeia, e a China “comunista” é o destino de quase um terço de tudo que o Brasil exporta — se o plano é destruir o Ocidente cristão, estão fazendo um trabalho terrível. Sua teologia conspiratória ignora que o verdadeiro milagre aqui é o superávit comercial de 80 bilhões de dólares que Pequim nos garantiu no ano passado.
Eduardo Teixeira
20/05/2026
Enquanto esses dois reforçam aliança com base em política, aqui no Brasil a gente continua sendo sufocado por uma carga tributária de 33% e uma regulação que mais atrapalha do que ajuda. O protecionismo disfarçado de coordenação estratégica só fecha mercados e dificulta exportações para quem realmente produz. No fim, quem paga a conta é o setor privado.
Marta
20/05/2026
Meu filho, vamos com calma que a senhora aqui já deu aula para muito menino apressado como você e sabe que história não se conta pela metade. Você pega uma notícia sobre China e Rússia reforçando laços estratégicos num mundo em plena reorganização geopolítica e desvia o foco para a carga tributária brasileira como se estivesse fazendo uma grande denúncia, mas, me desculpe, é uma análise rasteira, típica de quem lê o mundo com a cartilha neoliberal que nos enfiaram goela abaixo desde os anos 1990. A aliança sino-russa não é um simples “protecionismo disfarçado” — é uma resposta concreta a décadas de hegemonia ocidental, de imposição de sanções unilaterais, de estrangulamento de países que ousaram não se alinhar automaticamente a Washington. Você quer comparar isso com a nossa carga tributária? Então vamos lá: o Brasil tributa pesadamente o consumo e a folha de pagamento, enquanto o andar de cima — os rentistas, os grandes conglomerados, os herdeiros — paga proporcionalmente menos imposto do que a dona de casa que compra arroz. Isso não é protecionismo, Eduardo, é injustiça fiscal histórica, construída por uma elite que sempre mamou no Estado e agora joga a conta nas costas do povo. E sabe de quem você está repetindo o discurso? Da mesma turma que chama política industrial de “intervencionismo”, mas aplaude quando o governo quebra para salvar banco.
E já que você falou em regulação que “mais atrapalha do que ajuda”, vou te contar uma historinha que talvez não tenha aprendido nas suas leituras. O “protecionismo” que você tanto despreza foi exatamente o que permitiu a industrialização dos países que hoje são potências — da Inglaterra do século XVIII com os Atos de Navegação aos Estados Unidos com Alexander Hamilton protegendo a indústria nascente, passando pela China contemporânea que usou o Estado para criar gigantes tecnológicos enquanto o Ocidente pregava o livre mercado. A Rússia, mesmo sob sanções devastadoras, está justamente fortalecendo cadeias produtivas internas e buscando novos arranjos com o Sul Global. E nós, o que fizemos? Abrimos nosso mercado de forma subserviente nos anos 90, desmontamos o parque industrial, entregamos setores estratégicos ao capital estrangeiro e, de brinde, adotamos um regime de metas de inflação que arrebentou o investimento público. O “setor privado” que você diz pagar a conta é justamente aquele formado por milhares de pequenos e médios empresários que não têm lobby em Brasília e são esmagados pelo oligopólio financeiro — e esses eu defendo. Agora, o grande capital privado? Esse sempre recebeu benesses, desonerações e perdão de dívidas do Estado que você critica. Coordenação estratégica, meu caro, é o que Lula tenta reconstruir com o Brics ampliado, com a retomada da Celac, com a busca por parceiros que não nos vejam apenas como quintal de commodities. E olhe que te digo sem perder a paciência: menino mal-educado não é quem discorda de mim, é quem repete chavão sem conhecer a história do próprio país.
O que nos sufoca não é a falta de abertura de mercados, é a falta de soberania. Enquanto China e Rússia constroem uma arquitetura financeira alternativa ao dólar, desenvolvem o Novo Banco de Desenvolvimento e fazem acordos bilaterais em moedas locais, aqui os mesmos economistas que você provavelmente lê chamavam o Mercosul de fracasso e pediam o fim da Petrobras. E o resultado está aí: toda crise externa nos derruba mais, porque nossa economia é frágil, primário-exportadora e dependente do humor do mercado financeiro global. A carga tributária é alta para quem? Para o assalariado e o pequeno empreendedor. Para os grandes, a taxa efetiva é muito menor, e a sonegação é esporte nacional das elites. Se você quer realmente defender quem produz, comece criticando a estrutura fundiária que nos condenou ao latifúndio desde as capitanias hereditárias, a desindustrialização precoce que aprofundou a reprimarização da nossa pauta exportadora e a armadilha da dívida pública que sangra o orçamento para alimentar rentista. A coordenação estratégica entre China e Rússia nos interessa sim, e muito — porque precisamos de um mundo multipolar onde o Brasil não seja capacho. Aprender a ler a geopolítica com o olhar da história te faria muito bem, Eduardo.
João Silva
20/05/2026
Eduardo, quando você reduz uma aliança que está redesenhando a ordem mundial a uma reclamação sobre carga tributária, está fazendo exatamente o que Paulo Freire chamaria de visão ingênua da realidade: a sua indignação com os 33% é legítima, mas ela ignora que o protecionismo que você critica na China e na Rússia é parte de uma estratégia de soberania que o Brasil abandonou faz tempo, e quem realmente paga essa conta não é o setor privado, é a classe trabalhadora que segue sem serviços públicos dignos enquanto o capital gira livremente.