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Fiocruz vai produzir remédio contra esclerose para ampliar acesso no SUS

0 Comentários🗣️🔥 Cartelas de medicamentos com pílulas e cápsulas de diversas cores. (Foto: cartacapital.com.br) A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vai produzir no Brasil o medicamento cladribina oral, usado no tratamento da esclerose múltipla, que já é distribuído pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A produção nacional deve reduzir custos e ampliar o acesso ao tratamento […]

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Cartelas de medicamentos com pílulas e cápsulas de diversas cores. (Foto: cartacapital.com.br)

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vai produzir no Brasil o medicamento cladribina oral, usado no tratamento da esclerose múltipla, que já é distribuído pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A produção nacional deve reduzir custos e ampliar o acesso ao tratamento para pacientes com a doença.

O medicamento, com nome comercial Mavenclad, foi incorporado ao SUS para pacientes com esclerose múltipla remitente-recorrente (EMRR) altamente ativa, que apresentam surtos frequentes ou progressão rápida da doença, mesmo com terapia de base. O custo médio do tratamento para cada paciente é de quase R$ 140 mil em cinco anos, segundo dados do portal Carta Capital.

Estima-se que cerca de 3,2 mil pessoas apresentem a doença com alta atividade no Brasil. No entanto, mais de 30 mil brasileiros convivem com a esclerose múltipla do tipo remitente-recorrente, o mais comum, caracterizado por episódios de surtos intercalados com períodos de remissão.

A esclerose múltipla é uma doença crônica degenerativa que afeta o cérebro e a medula espinhal, podendo evoluir de forma lenta ou rápida. Os pacientes apresentam graus de comprometimento diversos, e em alguns casos, as consequências podem ser bastante severas, como cegueira, paralisia e perda das funções cognitivas.

A cladribina é o primeiro tratamento oral de curta duração com eficácia prolongada no controle da EMRR. Por isso, foi incluída na Lista de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial da Saúde. Estudos recentes apresentados no 39º Congresso do Comitê Europeu para Tratamento e Investigação em Esclerose Múltipla (ECTRIMS) mostraram que os pacientes que usaram o remédio tiveram a lesão neuronal reduzida em dois anos.

A parceria para a produção nacional será firmada entre o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fiocruz, a farmacêutica Merck, produtora do Mavenclad, e a indústria química-farmacêutica Nortec. Segundo a diretora de Farmanguinhos, Silvia Santos, este será o primeiro medicamento produzido pelo Instituto para o tratamento da esclerose múltipla.

“A parceria reafirma o nosso compromisso com o fortalecimento do SUS e com a promoção do acesso a tratamentos inovadores, produzidos em território nacional. É um caminho importante para a transformação de políticas públicas em cuidado real para a população”, complementou Silvia.

O Instituto da Fiocruz tem sua produção voltada para as terapias de alto valor, que tratam principalmente doenças negligenciadas. De acordo com o presidente da Fiocruz, Mario Moreira, essas parcerias estreitam os laços tecnológicos da Fundação com seus parceiros nacionais e internacionais, além de ressaltar o valor estratégico dos laboratórios públicos.

“Consolidar o Complexo Econômico e Industrial da Saúde, para garantir a sustentabilidade dos programas do SUS, gerando empregos especializados, reduzindo preços e mantendo a qualidade dos produtos”, afirmou Moreira.

A Fundação tem mais dois acordos de parceria em andamento com a Merck, envolvendo a produção de outra terapia para a esclerose, a betainterferona 1a, e de um medicamento para tratar a esquistossomose em crianças.


Leia também: Fiocruz avança com plataforma nacional de vacinas de RNA mensageiro


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