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Câmera de 108 MP em celulares baratos não cumpre promessa de qualidade, revela teste

0 Comentários🗣️🔥 Três modelos de smartphones com câmeras traseiras e frontais em destaque. (Foto: canaltech.com.br) Durante anos, fabricantes de smartphones competiram pelo número de megapixels, prometendo assim fotos de qualidade superior. No entanto, um teste prático realizado pelo Canaltech com três modelos populares demonstrou que a contagem de megapixels não é o fator determinante para […]

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Três modelos de smartphones com câmeras traseiras e frontais em destaque. (Foto: canaltech.com.br)

Durante anos, fabricantes de smartphones competiram pelo número de megapixels, prometendo assim fotos de qualidade superior. No entanto, um teste prático realizado pelo Canaltech com três modelos populares demonstrou que a contagem de megapixels não é o fator determinante para a qualidade das imagens.

Os aparelhos analisados foram o Moto G60, o Samsung Galaxy A73 e o Poco X5 Pro, todos equipados com sensores principais de 108 MP. Durante o dia e com boa iluminação, os três conseguiram entregar fotos detalhadas e utilizáveis para redes sociais e uso casual, mas as diferenças em relação aos flagships atuais ficaram evidentes nos cenários noturnos.

O Galaxy A73 apresentou o desempenho mais equilibrado entre os três, beneficiando-se da estabilização eletrônica e de um processamento mais refinado da Samsung, que garantiu boa faixa dinâmica e cores consistentes. Já o Poco X5 Pro apostou em um visual mais impactante, com saturação elevada e HDR agressivo, o que agrada nas redes sociais, mas frequentemente sacrifica a naturalidade das cenas.

O Moto G60, por sua vez, revelou os maiores limites técnicos: apesar de ainda gerar imagens detalhadas sob luz abundante, o processamento da Motorola mostrou-se defasado, resultando em fotos lavadas e HDR inconsistente. À noite, o aparelho sofreu com foco impreciso e cores artificiais, evidenciando que os megapixels não compensam as limitações físicas de um sensor mais antigo.

O teste noturno foi o ponto de virada que deixou clara a distância entre os intermediários de 108 MP e os celulares premium modernos. Nenhum dos três modelos conseguiu rivalizar com flagships recentes em baixa luz, já que ruídos, perda de textura e suavização excessiva se tornaram inevitáveis, mesmo com processamento agressivo.

A explicação está na evolução da fotografia computacional e no tamanho físico dos sensores, que cresceu significativamente nos tops de linha atuais. Hoje, muitos celulares flagship trabalham com sensores de 50 MP ou menos, mas capturam mais luz e aplicam algoritmos muito superiores, gerando imagens mais limpas e naturais do que os 108 MP dos intermediários antigos.

Isso significa que a câmera de 108 MP nesses aparelhos ainda presta, mas com ressalvas importantes. Para o consumidor que prioriza fotografia noturna ou resultados mais consistentes, a evolução das câmeras modernas se faz sentir de forma incontornável, independentemente do número estampado na ficha técnica.

Leia mais sobre o assunto na canaltech.com.br.


Leia também: Xiaomi apresenta lente removível para Smartphones que promete eliminar câmeras digitais


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