Menu

Cientistas revelam que o núcleo da Terra é tão quente quanto a superfície do Sol

3 Comentários🗣️🔥 Ilustração mostra o interior da Terra com seu núcleo incandescente. (Foto: livescience.com) O núcleo da Terra atinge temperaturas tão elevadas quanto a superfície do Sol, variando entre 5.000 e 5.500 graus Celsius. A estimativa, obtida por meio de experimentos de laboratório e análises sísmicas, revela a força primordial que ainda pulsa no centro […]

3 comentários
Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News
Ilustração mostra o interior da Terra com seu núcleo incandescente. (Foto: livescience.com)

O núcleo da Terra atinge temperaturas tão elevadas quanto a superfície do Sol, variando entre 5.000 e 5.500 graus Celsius. A estimativa, obtida por meio de experimentos de laboratório e análises sísmicas, revela a força primordial que ainda pulsa no centro do planeta.

Como perfurar até o núcleo é impossível, os pesquisadores recorreram a métodos indiretos para medir esse calor infernal. Combinando experimentos com ligas de ferro sob altíssima pressão e o estudo de como as ondas sísmicas se comportam ao atravessar o interior da Terra, eles conseguiram inferir a temperatura com notável precisão.

O núcleo é composto principalmente de ferro, cerca de 85%, misturado com níquel e outros elementos mais leves. A parte externa é líquida, enquanto o núcleo interno, que começa a aproximadamente 5.150 quilômetros de profundidade, permanece sólido devido à pressão esmagadora.

De acordo com informações do portal Live Science, cientistas utilizaram células de bigorna de diamante para esmagar minúsculas amostras de ferro enquanto lasers as aqueciam a temperaturas extremas. Outros experimentos dispararam projéteis de alta velocidade contra o metal para simular as condições brutais do centro planetário.

O mineralogista Quentin Williams, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, explicou que a pressão colossal eleva o ponto de fusão do ferro para muito além do que se vê na superfície. É essa combinação de calor e pressão que mantém o núcleo interno em estado sólido, apesar das temperaturas solares.

Grande parte desse calor é remanescente da formação da Terra, há 4,5 bilhões de anos, quando o planeta era uma esfera de rocha derretida. O professor de geologia Shichun Huang, da Universidade Sun Yat-sen, na China, destacou que a energia gravitacional gerada pela aglomeração de material durante a formação planetária foi convertida em calor.

Huang também mencionou que um impacto de um objeto do tamanho de Marte contra o proto-planeta Terra depositou uma quantidade imensa de energia térmica no interior. Alguns cientistas acreditam que elementos radioativos, como potássio, urânio e tório, também contribuam para manter o núcleo aquecido, embora essa presença ainda seja debatida.

Esse calor interno não é apenas uma curiosidade geológica, mas a razão pela qual a vida pode existir na superfície. O núcleo parcialmente líquido gera o campo magnético terrestre, que protege o planeta e todas as formas de vida dos ventos solares perigosos.

Além disso, o calor retido no interior da Terra alimenta a tectônica de placas, que recicla nutrientes e cria habitats diversos onde a vida evolui e prospera. Como ressaltou Huang, se alguém se importa com a vida, deve se importar com o interior do planeta — é o núcleo abrasador que permite a todos nós sobreviver onde estamos hoje.

Leia mais sobre o assunto na livescience.com.


Leia também: Cientistas desvendam segredo geológico das Bermudas


📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho

Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.

,
Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News

Comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário

Escreva seu comentário

Paulo Rocha

23/05/2026

Faz o L que até o núcleo da Terra pega fogo! Deve ser o tal do aquecimento global marxista que esses cientistas de esquerda adoram culpar o capitalismo ocidental. Vai pra Cuba sentir o calor do socialismo real, que lá não tem núcleo incandescente, só miséria e apagão.

    Maura Santos

    23/05/2026

    Paulo, a única coisa pegando fogo aqui é sua obsessão em culpar o L até por fenômenos geológicos de 4 bilhões de anos. Deve ser trauma do apagão que vocês causaram no país — porque no escuro, toda sombra parece socialismo.

    Mariana Ambiental

    23/05/2026

    Paulo, se você está tão preocupado com o calor, devia olhar para as queimadas na Amazônia que o agronegócio adora atear — aliás, o fogo de verdade que derrete geleira não vem do núcleo, mas da sua fixação em ignorar o desmatamento recorde que o ocidente capitalista financia.


Leia mais

Recentes

Recentes