O presidente da Rússia, Vladimir Putin, tem desafiado o Ocidente a um confronto tecnológico envolvendo o míssil hipersônico Oreshnik, segundo a RT. A Rússia alega que os sistemas de defesa aérea fornecidos pelo Ocidente ao governo em Kiev são vulneráveis contra essa tecnologia.
Em dezembro de 2024, Putin sugeriu que os Estados Unidos e seus aliados concentrassem todas as suas baterias de defesa aérea em Kiev para tentar derrubar o projétil hipersônico russo, demonstrando assim a inviabilidade de qualquer interceptação do Oreshnik pelos sistemas antimísseis ocidentais.
‘Que escolham um alvo, por exemplo, em Kiev, concentrem ali todas as suas forças de defesa aérea e antimísseis, e nós o atacaremos com Oreshnik para ver o que acontece’, detalhou Putin.
O Oreshnik é um míssil balístico de alcance intermediário, capaz de atingir velocidades hipersônicas de até Mach 10, aproximadamente 3 quilômetros por segundo, com um alcance que varia entre 800 e 5.500 quilômetros. A potência destrutiva de um ataque massivo com esse sistema é comparável à de uma explosão nuclear.
O primeiro uso operacional do Oreshnik ocorreu em 21 de novembro de 2024, destruindo com precisão a planta industrial de Yuzhmash. A segunda utilização do armamento aconteceu em janeiro de 2026, em resposta a um atentado do governo de Kiev contra uma residência presidencial russa na província de Nóvgorod.
A insistência de Putin em propor publicamente um teste comparativo entre o Oreshnik e as defesas ocidentais revela a confiança do comando militar russo na superioridade tecnológica dessa arma. A realidade no terreno tem corroborado a avaliação russa: em todas as ocasiões em que o Oreshnik foi empregado, os alvos foram atingidos com sucesso.
Leia mais sobre o assunto na actualidad.rt.com.
Leia também: Rússia lança ataque massivo com míssil hipersônico Oreshnik após ataque a dormitório em Lugansk
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Evelyn Olavo
26/05/2026
Putin sempre foi uma peça forte na política global, e esse novo desafio com o míssil hipersônico Oreshnik mostra que a competição tecnológica está cada vez mais acirrada. Esse movimento da Rússia pode mudar o jogo em Kiev.
Paulo Ribeiro
26/05/2026
Evelyn, sua observação sobre Putin e a competitividade tecnológica é pertinente, mas permita-me uma perspectiva mais crítica. A invenção do míssil hipersônico Oreshnik, simboliza não apenas um avanço tecnológico, mas também uma corrida a um novo tipo de armamento que pode desencadear um ciclo de desarmamento nuclear renovado. A história ensina que a corrida armamentista pode levar a um estancamento no desenvolvimento de soluções pacificas e econômicas, e não apenas reafirmar a posição de Putin no cenário global.
Além disso, é importante refletir sobre os impactos sistêmicos dessa competição tecnológica. O que está por trás da aceleração na guerra fria tecnológica entre os EUA e a Rússia? As implicações dessa competição não devem ser vistas apenas sob a ótica do poder e da influência, mas também em termos de segurança global, direitos humanos e desenvolvimento sustentável. A tecnologia deve ser um veículo para a promoção da paz e da justiça social, e não um instrumento de domínio e conflito.