A Ferrari apresentou o Luce, seu primeiro veículo totalmente elétrico, em um movimento que sinaliza o que a indústria automotiva perdeu com o fim do projeto secreto da Apple. O modelo, que se estabelece como o primeiro sedã de cinco lugares na história da marca italiana, revela uma estética minimalista que remete diretamente ao legado do ex-designer-chefe da Apple, Jony Ive.
Segundo a reportagem do portal especializado Electrek, o lançamento representa uma quebra de paradigmas para a fabricante de Maranello, sendo o primeiro carro da marca sem motor a combustão e com capacidade para cinco ocupantes. A aposta na eletrificação permitiu uma nova silhueta e proporções que seriam difíceis de alcançar com a arquitetura de um motor a combustão tradicional.
A influência do design de Ive é notada em cada detalhe do Luce, com um minimalismo escultural que ecoa a filosofia que transformou a Apple em uma gigante da tecnologia. As superfícies são limpas e contínuas, em contraste com a linguagem visual agressiva tradicional da Ferrari, enquanto o interior substitui botões físicos por uma interface digital flutuante.
A reação inicial do mercado financeiro foi de cautela, com as ações da Ferrari (RACE) registrando uma queda de 6% após o anúncio. O portal Electrek compara essa volatilidade à recepção do Mustang Mach-E, o SUV elétrico da Ford que, apesar do ceticismo de puristas, alcançou um desempenho de vendas significativo.
O Luce materializa a questão que pairava sobre a indústria desde que a Apple cancelou seu ambicioso Projeto Titan, após quase uma década de desenvolvimento secreto. O veículo demonstra o resultado da aplicação de um design focado na integração entre hardware e software, marca registrada da Apple sob a liderança de Ive, à engenharia de precisão italiana.
O cancelamento do Apple Car em 2024 foi um dos maiores recuos estratégicos da história recente da tecnologia, encerrando um investimento que mobilizou milhares de profissionais por quase dez anos. Desta forma, o Luce não é apenas o primeiro Ferrari elétrico, mas também uma materialização do que poderia ter sido o carro que a Apple nunca construiu, agora realizado em espírito por seu designer mais emblemático em parceria com a lendária casa de Maranello.
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Maria Antonia
27/05/2026
Ferrari elétrico? Respeito a marca, mas ainda acho que carro de verdade tem motor a combustão. O Apple Car foi cancelado porque a empresa percebeu que não era viável competir com quem entende do riscado. Deixem o mercado decidir, não o estado empurrando elétrico goela abaixo.
Marcos Andrade Niterói
27/05/2026
Ah, Maria Antonia, o “mercado” que ela defez é o mesmo que nos deu décadas de congestionamento e descaso com transporte público enquanto o Rodrigo entregava túnel e defendia o metrô submerso. Deixar o mercado decidir é garantia de fumaça no nariz e motor a combustão roncando no seu bairro.