O Hamas confirmou no sábado que Izz al-Din al-Haddad, comandante-chefe de sua ala armada, as Brigadas al-Qassam, foi morto em um ataque aéreo israelense na sexta-feira.
O anúncio foi feito pelo porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, em um vídeo publicado no Facebook.
Segundo fontes palestinas, centenas de palestinos compareceram ao funeral de al-Haddad no sábado, com a procissão partindo da Mesquita dos Mártires de Al-Aqsa, no centro da Cidade de Gaza. Os participantes carregaram os corpos de al-Haddad, sua esposa e filha pelas ruas, e entoaram slogans denunciando o ataque aéreo israelense.
Mais cedo no sábado, o exército israelense e a agência de segurança doméstica Shin Bet confirmaram em comunicado conjunto que al-Haddad foi morto no ataque aéreo israelense à Cidade de Gaza na sexta-feira.
Segundo o comunicado, al-Haddad foi um dos planejadores do ataque do Hamas ao sul de Israel em 7 de outubro de 2023.
Em declaração separada, o chefe militar israelense Eyal Zamir disse que as forças armadas continuarão a responsabilizar todos que participaram do ataque do Hamas de 2023. Segundo ele, não vão desistir até alcançar todos os envolvidos.
Na sexta-feira, fontes médicas palestinas relataram que pelo menos 10 pessoas foram mortas e pelo menos 50 outras ficaram feridas em um ataque aéreo israelense a um prédio de apartamentos e um veículo na Cidade de Gaza.
Al-Haddad, conhecido pelo apelido de Fantasma de al-Qassam, era considerado por Israel uma das figuras mais procuradas. Ele havia sobrevivido a várias tentativas anteriores de assassinato, segundo a mídia israelense.
O analista político palestino baseado em Gaza, Ahed Ferwana, disse à Xinhua que a morte de al-Haddad poderia ter um impacto operacional no comando de campo do grupo.
Ferwana sugeriu ainda que o momento do ataque aéreo israelense poderia estar ligado a considerações políticas domésticas em Israel, já que o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu estaria tentando fortalecer sua posição antes de uma possível dissolução do Knesset e nas próximas eleições parlamentares.
Com informações de Xinhua, mídia oficial chinesa. Análise editorial do Cafezinho.
Fonte: Xinhua


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