A NASA revelou os veículos robóticos que construirão a primeira base lunar permanente no polo sul da Lua. O anúncio ocorreu em webconferência e integra o programa Artemis, sucessor das missões Apollo.
Segundo o Olhar Digital, o administrador-chefe da agência, Jared Isaacman, apresentou os projetos ao lado de Lori Glaze e Carlos García-Galán. A estratégia marca a transição de missões pontuais para uma presença humana contínua no satélite.
A base servirá para pesquisas científicas, testes tecnológicos e como ponto de partida para viagens a Marte. A construção será dividida em etapas, começando com missões robóticas e pousos automáticos antes da chegada de astronautas.
O módulo Blue Moon Mark I, desenvolvido pela Blue Origin, transportará cargas sem tripulação. O veículo, também chamado de Endurance, levará equipamentos, suprimentos e partes da infraestrutura da base.
Testes recentes em câmara de vácuo simularam condições extremas do espaço. A missão inaugural do módulo está prevista para o segundo semestre deste ano, reduzindo riscos para futuras missões tripuladas.
O Mark I também realizará experimentos científicos durante a descida. Câmeras estudarão o impacto dos motores no solo lunar, enquanto feixes de laser auxiliarão na localização precisa de naves em órbita.
O FLEX Rover, da Astrolab, operará de forma autônoma ou com dois astronautas. Projetado para ambientes hostis, o veículo continuará trabalhando mesmo sem tripulação, transportando equipamentos entre missões.
A NASA espera que robôs como o FLEX reduzam tarefas repetitivas e perigosas. O polo sul lunar, alvo da base, possui gelo em crateras permanentemente sombreadas, recurso estratégico para água e combustível.
O Pegasus LTV, da Lunar Outpost, concorre como rover oficial das missões Artemis. Desenvolvido para terrenos acidentados, o veículo enfrentará regiões próximas às crateras do polo sul.
A primeira fase da base incluirá 25 missões robóticas e 21 pousos automáticos. Drones lunares, satélites de comunicação e sistemas de energia sustentarão operações durante as longas noites lunares.
O setor privado terá papel central no projeto, seguindo modelo de parceria semelhante ao da Estação Espacial Internacional. Empresas comerciais realizarão transporte e abastecimento, reduzindo custos operacionais.
A construção da base lunar representa um passo estratégico para futuras viagens a Marte. Missões robóticas e testes tecnológicos precederão a habitação permanente do satélite.
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