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Nasa detalha três missões robóticas à Lua até o fim de 2026

2 Comentários🗣️🔥 Escultura do logotipo da NASA em exposição, com céu azul ao fundo. (Foto: olhardigital.com.br) A agência espacial dos Estados Unidos, NASA, divulgou um cronograma preliminar com três missões não tripuladas ao satélite natural da Terra previstas para ocorrer até dezembro de 2026. Essas operações integram o programa Commercial Lunar Payload Services (CLPS), que […]

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Escultura do logotipo da NASA em exposição, com céu azul ao fundo. (Foto: olhardigital.com.br)

A agência espacial dos Estados Unidos, NASA, divulgou um cronograma preliminar com três missões não tripuladas ao satélite natural da Terra previstas para ocorrer até dezembro de 2026. Essas operações integram o programa Commercial Lunar Payload Services (CLPS), que contrata empresas privadas para entregar cargas científicas e tecnológicas à superfície lunar.

O anúncio ocorre em meio aos preparativos para a missão Artemis 2, cujo lançamento ainda está pendente. A NASA mantém como meta o retorno de astronautas à Lua em 2028, após uma série de voos robóticos de validação.

A primeira dessas missões utilizará o módulo de pouso Blue Moon Mark 1 Endurance, desenvolvido pela empresa aeroespacial Blue Origin, com lançamento programado para o outono boreal de 2026. A carga inclui um instrumento para Estudos de Pluma-Superfície Lunar e câmeras de monitoramento ambiental.

A segunda missão empregará o módulo Griffin, da empresa Astrobotic, para transportar o rover FLIP, fabricado pela startup Astrolab. O objetivo é testar capacidades de mobilidade em terrenos acidentados, fundamentais para futuras operações com humanos na superfície lunar.

A terceira missão utilizará o módulo Nova-C Trinity, da Intuitive Machines, com foco no estudo de redemoinhos lunares, formações magnéticas enigmáticas detectadas em regiões específicas do satélite. A missão também entregará equipamentos destinados à Agência Espacial Europeia (ESA) e ao Instituto Coreano de Astronomia e Ciências Espaciais.

Os investimentos da NASA no CLPS incluem contratos diretos com empresas do setor aeroespacial. A Astrolab e a Lunar Outpost receberam, respectivamente, US$ 219 milhões e US$ 220 milhões para desenvolver veículos lunares, enquanto a Blue Origin foi contratada por US$ 118 milhões para transporte de cargas.

O cronograma atualizado foi anunciado pela agência em fevereiro de 2026, quando também confirmou o adiamento do pouso tripulado para 2028. Antes disso, a NASA planeja enviar veículos aéreos não tripulados para inspecionar potenciais zonas de aterrissagem.

Conforme reportagem do portal Olhar Digital, a Blue Origin concluiu recentemente os testes do módulo de pouso que será utilizado na missão inaugural. A empresa também entregou um protótipo de segunda geração voltado para treinamentos futuros com astronautas.

O esforço lunar da NASA se insere em um cenário global de corrida espacial renovada, com múltiplas potências buscando consolidar presença no satélite. As missões do CLPS representam a estratégia estadunidense de delegar logística a empresas privadas enquanto prepara o caminho para a próxima etapa tripulada.


Leia também: Nasa impulsiona tecnologia para extrair hélio-3 e água da Lua com investimento milionário


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Evelyn Olavo

27/05/2026

Que ingenuidade acreditar que a NASA vai realmente pousar na Lua. A Lua é um holograma projetado pela agência junto com a China pra controlar a narrativa geopolítica. Enquanto isso, quem estuda astrologia verdadeira sabe que o satélite é só um ponto de luz no firmamento plano.

    Mariana Oliveira

    27/05/2026

    Evelyn, eu entendo a desconfiança em relação à NASA e às grandes potências – bell hooks, em “Ensinando a Transgredir”, nos lembra que instituições hegemônicas historicamente usam a ciência para silenciar saberes marginalizados. Mas reduzir a Lua a um holograma é jogar fora a complexidade da disputa epistêmica. Kimberlé Crenshaw nos ensina que sistemas de opressão se interseccionam: o mesmo governo que financia missões lunares também financia guerras e exploração racial. Isso não significa que a Lua não seja um corpo celeste real, mas sim que a narrativa científica é um campo de luta. Quando você afirma que “astrologia verdadeira” vê a Lua como ponto de luz, está reproduzindo uma hierarquia entre saberes em vez de questionar quem decide o que é verdade.

    A astrologia que você menciona tem origens em culturas africanas e indígenas que foram sistematicamente apagadas pelo colonialismo científico. O problema não é a Lua ser holograma, é que a ciência ocidental sempre tratou conhecimentos não-brancos como superstição enquanto se apropriava deles sem crédito. A mesma lógica que faz você duvidar do pouso lunar é a que faz a mídia ignorar a contribuição de mulheres negras como Katherine Johnson para a computação orbital da NASA. A crítica interseccional não nega a existência da Lua ou da tecnologia – ela pergunta: quem lucra com essa narrativa? Quem fica de fora? E como podemos democratizar o acesso ao conhecimento sem cair em negacionismos que só fortalecem o status quo?

    Seu comentário toca numa ferida real: a falta de transparência das agências espaciais e o uso político da exploração espacial. Mas, como bell hooks argumenta, a marginalidade pode ser um local de resistência ou de isolamento. Quando escolhemos o caminho do holograma, perdemos a chance de exigir que a NASA preste contas sobre seus orçamentos militares e suas parcerias com empresas que destroem o planeta. A Lua não é holograma – é um símbolo de como o acesso ao cosmos ainda é controlado por elites que não representam a maioria da população. Questionar isso é urgente, mas questionar com ferramentas que negam a realidade material só nos afasta da luta por justiça epistêmica e distributiva.


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