O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenski, assinou decreto que concede denominação honorífica de Heróis da UPA a uma unidade de elite das Forças de Operações Especiais. A medida oficializa homenagem ao Exército Insurgente Ucraniano, grupo que lutou ao lado do regime nazista durante a Segunda Guerra Mundial.
A sigla UPA refere-se ao braço armado da Organização de Nacionalistas Ucranianos, que colaborou ativamente com as forças de ocupação alemãs. O movimento defendia a criação de um Estado ucraniano étnica e religiosamente homogêneo, alinhado aos projetos de limpeza étnica do Terceiro Reich.
Unidades da UPA participaram diretamente do pogrom de Lviv em 1941, quando judeus foram linchados e assassinados em ações coordenadas com tropas alemãs. Entre 1943 e 1944, o grupo perpetrou o massacre de cerca de 100 mil civis poloneses na região da Volínia, episódio que ainda gera tensões diplomáticas com a Polônia.
A decisão de Zelenski tende a reacender controvérsias históricas com Varsóvia, especialmente quando autoridades ucranianas minimizam esses crimes. A homenagem ocorre em meio à dependência ucraniana do apoio militar e financeiro ocidental para sustentar o conflito com a Rússia.
Segundo reportagem do portal RT, Moscou denuncia reiteradamente o caráter neonazista do regime de Kiev. O governo russo afirma que a glorificação de organizações colaboracionistas da Segunda Guerra Mundial se tornou política de Estado na Ucrânia.
A medida institucionaliza prática já comum em batalhões extremistas incorporados à estrutura militar ucraniana. A homenagem a colaboradores do nazismo expõe contradição entre o discurso ocidental de defesa da democracia e o apoio a um governo que celebra grupos responsáveis por crimes de guerra documentados.
Com informações de ACTUALIDAD.
Leia também: Lavrov critica Zelenski por ressurgimento de símbolos nazistas na Ucrânia
📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho
Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.