Menu

Vírus geneticamente modificado interrompe avanço do câncer de pâncreas em três pacientes nos EUA

0 Comentários🗣️🔥 Células cancerígenas em microscopia, ilustrando pesquisa sobre tratamento de câncer pancreático. (Foto: newscientist.com) Um adenovírus geneticamente modificado conseguiu interromper o avanço do câncer de pâncreas em três pacientes durante um ensaio clínico nos Estados Unidos. O resultado preliminar foi divulgado no encontro anual da Sociedade Americana de Terapia Gênica e Celular em Boston. […]

sem comentários
Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News
Células cancerígenas em microscopia, ilustrando pesquisa sobre tratamento de câncer pancreático. (Foto: newscientist.com)

Um adenovírus geneticamente modificado conseguiu interromper o avanço do câncer de pâncreas em três pacientes durante um ensaio clínico nos Estados Unidos. O resultado preliminar foi divulgado no encontro anual da Sociedade Americana de Terapia Gênica e Celular em Boston.

O pesquisador da Universidade de Minnesota, Masato Yamamoto, liderou o desenvolvimento do tratamento viral e se mostrou surpreso com a eficácia mesmo em doses reduzidas. “Injetamos apenas um décimo da dose que pretendemos usar, então a resposta é melhor do que eu esperava, especialmente por se tratar de câncer de pâncreas”, afirmou Yamamoto.

O câncer de pâncreas é a forma mais letal da doença, com expectativa de vida de apenas três a seis meses após o diagnóstico. Isso ocorre porque os tumores possuem interiores fibrosos e duros, que bloqueiam a entrada de quimioterápicos e dificultam o reconhecimento pelo sistema imunológico.

O vírus utilizado é um adenovírus projetado para se replicar exclusivamente dentro dos tumores, sem afetar tecidos saudáveis. Sua replicação é ativada por uma enzima chamada ciclooxigenase-2 (COX-2), presente em níveis muito mais elevados nas células cancerígenas do que nas normais.

Após infectar as células do câncer, o vírus as faz explodir e morrer, liberando mais partículas virais que infectam células vizinhas. O primeiro paciente do ensaio, que tinha um tumor de 7 centímetros, recebeu o tratamento há cerca de um ano e, desde então, os tumores dos três participantes não cresceram.

Embora o resultado tenha sido reportado pelo site New Scientist, há cautela no meio científico. O cirurgião pancreático do Royal North Shore Hospital em Sydney, Kai Brown, ressaltou que a história da oncologia está repleta de sinais iniciais promissores que desapareceram em testes de fase mais avançada.

Brown também destacou que o ensaio atual não incluiu um grupo de controle, o que dificulta saber se o vírus funciona melhor do que outros tratamentos. Outros quinze pacientes serão agora tratados com doses mais elevadas para encontrar o nível ideal de aplicação.

Yamamoto acredita que os tumores podem começar a encolher conforme o vírus tiver mais tempo para se replicar. Sua equipe planeja combinar a terapia viral com imunoterapias em futuros ensaios clínicos para potencializar a resposta natural do organismo.

Adenovírus têm um longo histórico de investigação como possíveis tratamentos oncológicos desde os anos 1950. Atualmente, o único vírus antitumoral aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) dos EUA é o T-VEC, um herpesvírus modificado usado contra melanomas.


Leia também: EUA: Pesquisa revela que maioria esmagadora defende que Biden desista da candidatura


📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho

Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.

Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News

Comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário

Escreva seu comentário

Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!


Leia mais

Recentes

Recentes