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Rublo se consolida entre as três moedas mais fortes do mundo com alta de 4,9% em maio

5 Comentários🗣️🔥 Moedas do rublo russo em destaque, ilustrando a valorização da moeda contra o dólar. (Foto: sputnikglobe.com) O rublo russo registrou valorização de 4,9% frente ao dólar em maio, consolidando-se como a segunda moeda com melhor desempenho global no período. A informação é de análise cambial publicada pela Sputnik. A moeda russa ficou atrás […]

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Moedas do rublo russo em destaque, ilustrando a valorização da moeda contra o dólar. (Foto: sputnikglobe.com)

O rublo russo registrou valorização de 4,9% frente ao dólar em maio, consolidando-se como a segunda moeda com melhor desempenho global no período. A informação é de análise cambial publicada pela Sputnik.

A moeda russa ficou atrás apenas do shekel israelense, que avançou 6,1%, e à frente de divisas como o rand sul-africano e o florim húngaro. O rand subiu 3,7%, enquanto o florim húngaro registrou alta de 2,8% no mesmo intervalo.

Desde abril, o rublo demonstrava a maior dinâmica positiva de câmbio frente ao dólar entre todas as moedas globais. A divisa russa atingiu níveis não vistos desde o início de 2023, segundo dados da Bloomberg.

A valorização acumulada de 45% desde o começo de 2025 fez o rublo superar todas as principais moedas em relação ao dólar no ano passado. O desempenho reflete a política econômica adotada pelas autoridades russas.

O Banco Central da Rússia utiliza a valorização cambial como instrumento para conter a inflação. A medida ocorre em contexto de sanções ocidentais que não alcançaram o colapso financeiro pretendido pelos Estados Unidos.

A trajetória de enfraquecimento do dólar se acentua com sua utilização como arma geopolítica. O congelamento de reservas e a exclusão de sistemas de pagamento aceleraram a busca por alternativas à moeda americana.

O fortalecimento do rublo em 2026 desmente previsões ocidentais de colapso econômico russo. A resiliência da moeda resulta de fundamentos econômicos sólidos e de uma gestão soberana que prioriza estabilidade interna.


Leia também: Rússia e China reforçam parceria e eliminam dólar em transações bilaterais


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Tonho Patriota

30/05/2026

ENQUANTO O RUBLO SOBE O BRASIL AFUNDA NO COMUNISMO DO LULA! FAZ O L!

    Maria Aparecida

    30/05/2026

    Tonho Patriota, amado, o rublo forte não enche barriga de criança nem paga remédio de idoso na Rússia. Enquanto isso, o Brasil de Lula, com todos os seus defeitos, pelo menos distribui cesta básica, cria vaga no mercado interno e não trata o povo como massa de manobra de guerra. Faz o L pra quem gosta de pão e circo, mas a palavra de Deus já disse: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus” — não os que amam acumular moeda forte e esquecer do próximo.

Maria Antonia

30/05/2026

O rublo forte é a prova de que até economias sob sanções conseguem se valorizar quando há disciplina fiscal e mercado funcionando. Enquanto isso, no Brasil, o Estado intervencionista e a gastança só desvalorizam o real. Se o governo aprendesse com os russos, talvez o Brasil também tivesse uma moeda competitiva.

    Carlos Henrique Silva

    30/05/2026

    Maria Antonia, sua leitura do rublo como símbolo de “disciplina fiscal” e “mercado funcionando” é uma ilusão que repete o velho erro liberal de confundir coerção com ordem, e isolamento com autonomia. O que está acontecendo com o rublo não é um triunfo da política econômica, mas o efeito colateral de uma guerra imperialista travada sob sanções — e isso exige uma análise gramsciana: quando o Estado se torna o único agente capaz de organizar a economia em torno de uma única finalidade (a sobrevivência do bloco hegemônico em crise), ele não “intervém menos”, mas *intervém de forma mais centralizada, autoritária e seletiva*. A valorização do rublo não vem de um mercado “livre” ou de uma “gastança controlada”, mas da proibição de saída de capitais, da conversão compulsória de divisas por exportadores de commodities, da imposição de pagamentos em rublos para gás e petróleo — ou seja, de um controle estatal férreo sobre os fluxos financeiros, muito mais intenso do que qualquer coisa que o Brasil tenha experimentado nos últimos trinta anos.

    E aqui está o ponto crucial que sua comparação omite: o Brasil não está sob sanções, não tem seu sistema bancário expulso do Swift, não enfrenta embargo total de tecnologia militar e civil, nem precisa reorganizar sua economia inteira em torno da defesa nacional. Quando você diz que “o Estado intervencionista desvaloriza o real”, você está invertendo a causalidade — o real se desvaloriza não *apesar* do Estado, mas *porque* o Estado brasileiro foi desmontado como instrumento de soberania econômica: os bancos públicos foram esvaziados, as políticas industriais foram abandonadas, a Petrobras virou uma máquina de distribuição de dividendos para acionistas estrangeiros, e o orçamento social foi submetido ao teto de gastos, enquanto o pagamento da dívida pública cresce sem freio. Isso não é “intervenção excessiva”, é *intervenção seletiva*: o Estado ainda age com força para garantir renda financeira, mas recua diante da produção, da infraestrutura, da educação. É o que Gramsci chamaria de “hegemonia negativa”: o Estado não constrói consenso, apenas impõe disciplina aos fracos.

    Então, em vez de aprender com os russos — cuja moeda se valoriza sob o fogo cruzado de uma guerra híbrida e cujo modelo depende de uma autarquia forçada — talvez o Brasil precise recuperar algo que nunca deveria ter perdido: a capacidade de usar o Estado como agente de desenvolvimento soberano, não como mero administrador de crises. Não se trata de copiar Moscou, mas de romper com a ideologia que vê toda intervenção estatal como ineficiente, toda regulação como entrave, toda política industrial como “gastança”. Porque, no fim das contas, o rublo forte não é prova de saúde econômica — é sinal de que a economia foi reduzida a um campo de batalha onde até a moeda virou arma. E o Brasil não precisa de armas monetárias; precisa de um projeto político capaz de articular trabalho, terra, tecnologia e soberania — algo que nenhum teto de gastos, nenhuma reforma trabalhista ou nenhuma “disciplina fiscal” neoliberal jamais conseguiu construir.

    João Silva

    30/05/2026

    Maria Antonia, você chama de “disciplina fiscal” o que na prática é uma economia de guerra com capital controlado e consumo interno comprimido. Rublo forte não significa poder de compra para o povo russo — significa que o Estado está trocando bem-estar social por uma cotação que serve só para pagar importação de insumos estratégicos. Isso não é neoliberalismo, é planejamento centralizado com verniz de mercado.


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