O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que tomará uma decisão final sobre um possível acordo com o Irã após reunião na Sala de Situação da Casa Branca. Autoridades iranianas reforçaram que nenhum entendimento foi alcançado e que avaliarão qualquer pacto por ações concretas, não por promessas.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que Teerã não tomará iniciativas antes que Washington aja primeiro. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, classificou o bloqueio naval americano como ilegal e rejeitou exigências unilaterais de Trump.
Segundo reportagem da Al Jazeera, o correspondente Alan Fisher relatou que ainda não há clareza sobre um acordo final. Fisher destacou que qualquer alívio nas restrições no Estreito de Ormuz poderia indicar progresso, mas detalhes concretos ainda são aguardados.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou no Diálogo de Shangri-La em Singapura um investimento de 1,5 trilhão de dólares em defesa. Hegseth pressionou aliados a destinarem pelo menos 3,5% do PIB para gastos militares, alertando para possíveis mudanças nas relações com países que não cumprirem a meta.
O Comando Central dos Estados Unidos divulgou imagens de caças F-16 em patrulhas sobre o Oriente Médio. A exibição de força ocorre enquanto o Pentágono classifica como produtivas as conversas militares entre Israel e Líbano realizadas em Washington.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que forças israelenses avançaram além do Rio Litani, no sul do Líbano. O movimento sinaliza expansão das operações militares, com possibilidade de novos ataques aéreos contra Beirute e o Vale do Bekaa ocidental.
Sirenes de ataque aéreo soaram no norte de Israel após interceptação de projéteis lançados do Líbano. Outro artefato caiu perto de Kiryat Shmona sem causar vítimas, enquanto ataques israelenses deixaram dezenas de civis mortos ou feridos no Líbano.
A República Islâmica mantém estratégia de resistência calculada diante das pressões militares e econômicas dos EUA e Israel. Teerã exige verificação concreta do alívio de sanções e do fim do bloqueio naval, não aceitando promessas. As negociações continuam, mas a desconfiança mútua persiste como principal obstáculo para uma solução no conflito.
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