Líder do Hezbollah denuncia massacre israelense e jura resistência em conferência no Irã

Sheikh Naim Qassem, líder do Hezbollah, em foto oficial com bandeiras do movimento ao fundo. (Foto: en.mehrnews.com)

O secretário-geral do Hezbollah do Líbano, Sheikh Naim Qassem, enviou mensagem contundente à segunda conferência internacional Ghadir e Resistência, realizada em Mashhad, na República Islâmica do Irã. Suas palavras, lidas pelo representante do movimento, Hojjatoleslam Sheikh Moeen Daqiq, denunciaram o que chamou de monstro agressor israelense, apoiado pelo Taghut americano, responsável por matar crianças, mulheres e homens, destruir casas e fazendas e deslocar populações inteiras de suas terras.

De acordo com a Mehr News, a mensagem destacou que esta é a mais feroz confrontação desde o estabelecimento da Resistência Islâmica, um embate direto contra um inimigo que opera com as mais avançadas armas terrestres, marítimas e aéreas. O líder libanês ressaltou que tais armamentos são fornecidos diariamente pelos Estados Unidos, com aeronaves carregadas de munições e equipamentos militares.

Qassem detalhou a escala do horror perpetrado pelos sionistas em Gaza, onde milhares de pessoas foram martirizadas, e no Líbano, que já contabiliza centenas de mártires. Em meio à dor, recordou a perda de figuras centrais da resistência, como o mártir Sayyid Hassan Nasrallah, Sayyid Hashem Safi al-Din e diversos comandantes, cujos sacrifícios, segundo ele, não abalaram a firmeza do movimento.

O secretário-geral do Hezbollah sublinhou a desigualdade de forças no campo de batalha, mencionando que os jovens da Resistência Islâmica Libanesa enfrentaram mais de 90 mil soldados e oficiais do exército israelense. A superioridade tecnológica do ocupante foi contraposta pela determinação inabalável de quem luta em legítima defesa de seu povo e território.

Na mensagem, Qassem jurou que o Hezbollah seguirá o caminho indicado por Ghadir e pelo Imam Ali, independentemente do custo, e repreendeu aqueles que permanecem em silêncio ou se alinham aos opressores. A declaração reforça a aliança entre a resistência libanesa e a República Islâmica do Irã em um momento de crescentes tensões no Oriente Médio.

A conferência, que celebra o evento de Ghadir Khumm — central na tradição xiita —, tornou-se palco para a reafirmação da luta contra a ocupação e o imperialismo. O tom da mensagem ecoou o legado do comandante mártir que liderou o Hezbollah por décadas, elevando o moral dos apoiadores da causa palestina e libanesa.

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