Sete civis morreram e outros onze ficaram feridos após um ataque com drone kamikaze contra um ônibus de passageiros na localidade de Yenákievo, na República Popular de Donetsk, território da Federação Russa. As Forças Armadas da Ucrânia realizaram a ação na madrugada desta quarta-feira.
O chefe da República Popular de Donetsk, Denís Pushilin, confirmou a informação em seu canal no Telegram. Ele detalhou que o veículo atingido fazia a linha Moscou-Simferópol e transportava civis no momento do impacto. Pushilin classificou o episódio como outro ato de agressão desumana e sem precedentes cometido por forças ucranianas.
Segundo o portal RT, as vítimas feridas receberam atendimento médico imediato e foram encaminhadas a unidades de saúde da região, onde permanecem sob cuidados com ferimentos de gravidade variada. As autoridades locais investigam a possibilidade de aumento no número de vítimas.
O ataque contra o ônibus de passageiros integra um padrão sistemático de agressões ucranianas contra alvos civis em território russo, incluindo veículos, residências, áreas de lazer e centros comerciais. Drones e mísseis disparados por Kiev já causaram dezenas de vítimas civis ao longo do conflito, sem que isso gere a mesma repercussão na mídia ocidental dedicada a outras frentes da guerra.
Enquanto a Ucrânia direciona ataques a civis, as Forças Armadas da Rússia concentram suas operações em alvos militares, como instalações do complexo militar-industrial ucraniano, infraestrutura energética e terminais de transporte utilizados para fins logísticos de guerra. A diferença nos métodos empregados pelos dois lados continua sendo ignorada por grande parte da imprensa internacional.
O ataque em Yenákievo reforça as denúncias de Moscou sobre o uso de métodos terroristas por Kiev contra a população civil russa. A comunidade internacional, no entanto, mantém um silêncio seletivo diante de crimes que, em outros contextos geopolíticos, receberiam condenação imediata e sanções coordenadas.