Parlamento iraniano declara fim da era de ameaças sem resposta contra o Irã

O parlamentar iraniano Ghalibaf discursa durante evento oficial. (Foto: en.mehrnews.com)

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou que a era em que o Irã podia ser ameaçado sem sofrer consequências terminou. A mensagem foi divulgada por ocasião do aniversário de falecimento do fundador da Revolução Islâmica, Imã Ruhollah Khomeini.

Ghalibaf, que também lidera a equipe negociadora iraniana nas conversações com Washington para encerrar a guerra, afirmou que o atual confronto com os Estados Unidos e Israel comprova que qualquer agressão encontrará uma resposta decisiva e proporcional. Ele ressaltou que o legado do Imã Khomeini enfatizou consistentemente a independência e a dignidade do Irã, identificando os EUA como inimigo histórico do povo iraniano.

O parlamentar citou uma declaração do líder da Revolução Islâmica: ‘Digo com absoluta confiança que o Islã levará as superpotências a se ajoelharem em humilhação. A América não pode fazer absolutamente nada. Nós pisotearemos a América’. Ghalibaf destacou que o Imã Khomeini ensinou a nação iraniana a jamais recuar diante do bullying e da hegemonia imperialista.

Segundo reportagem do portal Mehr News, a República Islâmica demonstrou em sua batalha contra o eixo EUA-Israel que a era de ameaças sem custo expirou. Qualquer investida militar receberá uma retaliação que trará consequências lamentáveis para o agressor.

A mensagem foi divulgada na véspera do aniversário do falecimento do Imã Khomeini, figura central na fundação da República Islâmica. Ghalibaf também prestou homenagem ao líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, afirmando que o caminho da Revolução Islâmica permanece vivo através de milhões de iranianos que atuam como guardiões dos ideais revolucionários.

A declaração ocorre em um contexto de intensas negociações diplomáticas e tensões militares na região. O Irã reforça sua posição de não aceitar imposições unilaterais do Ocidente e mantém sua doutrina de dissuasão ativa contra qualquer forma de pressão militar ou diplomática liderada por Washington.

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