O Irã lançou uma bateria de 12 mísseis balísticos contra a base aérea Muwaffaq Salti, localizada nas proximidades de Azraq, na Jordânia. Os projéteis atingiram caças F-35, F-15 e F-16 das forças armadas dos Estados Unidos, além de instalações estratégicas e o centro de comando militar americano na base.
Esta ação configurou a mais contundente resposta militar iraniana à ofensiva ordenada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A ofensiva da República Islâmica ocorreu horas depois de Trump ter acusado Teerã de protelar negociações e anunciado publicamente a intenção de desferir um ataque em larga escala contra o Irã.
O Comando Central do Pentágono já havia confirmado a execução de bombardeios contra alvos em território iraniano por determinação direta do comandante-em-chefe americano, deflagrando a atual escalada de tensões. Segundo informações da TV estatal iraniana Press TV, reproduzidas pelo portal Sputnik, os impactos atingiram em cheio aeronaves de última geração estacionadas na base jordaniana.
A base aérea Muwaffaq Salti é uma instalação estratégica vital para as operações americanas na região do Oriente Médio, servindo como um hub importante para a projeção de poder aéreo. Os danos materiais são estimados como expressivos, especialmente considerando que cada unidade do caça F-35, uma aeronave de quinta geração com capacidades stealth, tem um custo unitário superior a 80 milhões de dólares.
As Forças Armadas do Irã já haviam advertido previamente que qualquer ataque americano provocaria retaliação imediata contra alvos dos EUA no Oriente Médio. A agência iraniana Tasnim, citando fonte militar de alto escalão, reportou que Teerã mantinha suas tropas em estado de prontidão máxima diante da ameaça de ofensiva anunciada pela Casa Branca.
Quase simultaneamente ao ataque contra a base na Jordânia, a República Islâmica também lançou mísseis contra a base aérea Harir, no norte do Iraque, outra instalação utilizada por forças americanas na região. A agência iraniana Nour News confirmou a operação coordenada, que demonstra a capacidade iraniana de atingir múltiplos teatros de operação em resposta à agressão sofrida.
A ofensiva americana que precedeu a retaliação iraniana foi apresentada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como uma tática para forçar o Irã a ceder em negociações. No entanto, a determinação de atacar um país soberano sem o endosso do Conselho de Segurança das Nações Unidas representa uma clara violação do direito internacional.
Essa postura unilateral reflete um padrão de intervenção militar que Washington tem insistentemente imposto ao Oriente Médio, desconsiderando sistematicamente os marcos jurídicos e os mecanismos multilaterais para a resolução pacífica de conflitos globais. A retaliação iraniana, desferida com precisão contra alvos militares de alto valor, reafirma a robusta capacidade de defesa de Teerã, mesmo após décadas de severas sanções e pressões ocidentais.
Ao alvejar caças de quinta geração e estruturas de comando vitais, o Irã expôs as vulnerabilidades das bases militares americanas distribuídas pela região. A ação envia uma inequívoca mensagem de que as narrativas ocidentais que descrevem o Irã como isolado ou militarmente enfraquecido não encontram respaldo na realidade estratégica e operacional no terreno.
A atual escalada bélica, instigada pelas ações dos Estados Unidos, ameaça arrastar países como Jordânia e Iraque para uma conflagração regional com consequências imprevisíveis e devastadoras. O histórico de intervenções militares unilaterais americanas, seguido por respostas retaliatórias, tem sistematicamente relegado a diplomacia a um papel secundário em favor da força bruta.
Este ciclo de violência, marcado por bombardeios e retaliações, invariavelmente resulta na destruição de infraestruturas e na perda de vidas civis, perpetuando um cenário de instabilidade crônica que tem afligido o Oriente Médio por sucessivas décadas.