As potências imperialistas tentam preservar uma ordem internacional baseada na guerra, nas sanções e no saqueio dos povos, mas as forças da resistência estão demonstrando que esse domínio não é invencível. Da Palestina a Cuba, passando por Irã, Venezuela, Iêmen e Líbano, os movimentos de libertação nacional e as organizações populares estão alterando o equilíbrio mundial e abrindo uma nova etapa histórica.
A avaliação é do movimento Masar Badil – Rota Revolucionária Alternativa Palestina, publicada pelo portal Resumen Latinoamericano. A análise enfatiza que a contradição principal da atualidade opõe dois campos bem definidos: o imperialista, liderado pelos Estados Unidos e pela OTAN, e o da resistência, composto por forças revolucionárias, movimentos de libertação e povos que se recusam a aceitar a subordinação.
Segundo o texto, a agressão permanente contra o Irã não decorre de uma política específica, mas da existência de um Estado que preserva sua capacidade de decisão soberana e rejeita o esquema de dominação regional imposto por Washington. Da mesma forma, Cuba segue submetida a um bloqueio criminoso há mais de seis décadas como castigo por ter escolhido um caminho independente.
A Venezuela também enfrenta tentativas contínuas de controle sobre seus recursos estratégicos, enquanto a Bolívia vê as forças populares resistindo a reiteradas investidas de ingerência externa. Ainda assim, nenhuma luta expressa com tanta clareza essa contradição como a causa palestina, descrita na análise como a ponta de lança da resistência ao colonialismo e ao imperialismo contemporâneos.
A guerra genocida conduzida pelo regime sionista contra o povo palestino, longe de esmagar a resistência, provocou uma mobilização internacional sem precedentes e reforçou a centralidade da Palestina na consciência de milhões de pessoas. A resistência em Gaza, apesar da descomunal superioridade militar do inimigo, alterou os cálculos estratégicos e se tornou referência para os povos do mundo.
O artigo destaca que as principais forças que enfrentam o sionismo e o imperialismo têm nomes e trajetórias concretas: Hezbollah no Líbano, Hamas e Jihad Islâmica na Palestina, e Ansarallah no Iêmen, entre outras organizações do eixo da resistência. São essas forças que sofrem bombardeios, bloqueios e campanhas de criminalização, mas também as que impediram que os planos imperialistas se consumassem plenamente.
Um dos fenômenos mais relevantes dos últimos anos é justamente o fortalecimento da coordenação entre esses movimentos, que superaram divisões históricas e passaram a atuar com uma visão estratégica integrada. Eles compreenderam que a defesa de Cuba, Venezuela ou Bolívia integra a mesma batalha global contra a hegemonia imperialista, o que tem permitido avanços em formas de cooperação que antes pareciam impossíveis.
Desde sua fundação em Madri, o Masar Badil defende essa perspectiva de articulação ampla, insistindo na necessidade de construir um front internacional de resistência frente ao imperialismo e ao sionismo. A análise conclui que a solidariedade simbólica já não basta e que a magnitude da ofensiva imperialista exige coordenação política, organizativa e popular em nível global, unindo movimentos de libertação, sindicatos combativos, organizações de mulheres e juventudes.
Embora as potências imperialistas ainda disponham de imensos recursos econômicos, militares e midiáticos, elas já não conseguem impor sua vontade com a mesma facilidade de décadas anteriores. As resistências demonstraram capacidade de modificar os cálculos do adversário, alterar os equilíbrios regionais e questionar as bases de uma ordem que parecia imutável, contribuindo para transformar o rumo da história.
Com informações de RESUMENLATINOAMERICANO.