O Governo do Irã anunciou o fechamento do estreito de Ormuz em resposta às violações do memorando de entendimento (MoU) por parte dos Estados Unidos e de Israel. Segundo o comunicado do Quartel-General Central Khatam al-Anbia, a medida é uma retaliação às ações dos EUA, que teriam desrespeitado o primeiro artigo do acordo pós-guerra, e às contínuas violações do cessar-fogo por Israel no sul do Líbano.
O memorando, assinado digitalmente pelo presidente iraniano Masoud Pezeshkian e pelo presidente dos EUA, Donald Trump, tinha como objetivo encerrar a guerra imposta pelos EUA e Israel contra a República Islâmica do Irã e criar um caminho para um acordo final abrangente. O primeiro artigo do acordo previa a cessação imediata e permanente das operações militares entre Irã, EUA e seus aliados, incluindo o respeito à integridade territorial do Líbano.
O Quartel-General Central Khatam al-Anbia destacou que o fechamento do estreito é apenas a primeira resposta à quebra de confiança pelos adversários. Caso as agressões continuem, novas medidas serão adotadas para forçar o cumprimento dos compromissos assumidos.
O acordo, conhecido como Memorando de Islamabad, foi assinado em 18 de junho de 2026 e previa, além do fim das hostilidades, a remoção de restrições econômicas e marítimas impostas ao Irã. Washington comprometeu-se a levantar restrições sobre exportações de petróleo, transações bancárias, seguros, transporte e acesso a ativos congelados, bem como a remover o bloqueio naval conforme cronograma acordado. Em contrapartida, o Irã se comprometeu a garantir a navegação comercial segura no Golfo Pérsico e no estreito de Ormuz, coordenando futuros arranjos marítimos com Omã e outros estados litorâneos da região, em conformidade com o direito internacional.
O fechamento do estreito de Ormuz, um dos mais importantes corredores de transporte de petróleo do mundo, aprofunda as tensões geopolíticas na região e expõe as consequências das agressões do eixo EUA-Israel sobre a estabilidade do comércio global de energia. Mais informações podem ser encontradas no portal Mehr News.
Com informações de EN.