O Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) converteu em preventiva a prisão de Elenilton Pereira Bezerra, de 36 anos, acusado de assassinar sua ex-companheira, Bruna Stephanie Freitas Brandão, também de 36 anos. A decisão foi tomada durante uma audiência de custódia realizada na tarde do dia 4 de abril de 2026, garantindo que Elenilton permaneça detido até o julgamento.
O crime ocorreu na noite de 3 de abril de 2026, quando ele esfaqueou Bruna na região do pescoço com uma faca de cozinha, em um ato presenciado pelo filho do casal, uma criança de apenas 2 anos. Os fatos tiveram início quando Elenilton, morador de Caldas Novas, em Goiás, deslocou-se até o Riacho Fundo II, no Distrito Federal, para visitar o filho.
Ao chegar à residência de Bruna na noite de 3 de abril de 2026, ele se deparou com um homem que seria o atual namorado dela, o que gerou uma discussão intensa. Em meio ao conflito, Elenilton pegou uma faca na cozinha e desferiu um golpe fatal contra Bruna, fugindo em seguida com a arma do crime. Horas depois, ele foi capturado pela polícia em Samambaia, mas a faca utilizada no assassinato não foi encontrada, e o acusado se recusou a informar seu paradeiro.
Durante depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal, Elenilton afirmou que acreditava estar sendo vítima de uma emboscada e admitiu ter atacado Bruna, embora tenha negado a intenção de matá-la. No entanto, mensagens de áudio obtidas pela coluna Na Mira, do portal Metrópoles, revelam um tom agressivo do acusado, com insultos à vítima, ameaças à mãe dela e expressões de desejo de agredir o atual companheiro de Bruna.
Elenilton possui histórico criminal preocupante, com registros de ameaça e violência doméstica contra outra mulher em 2019, além de ter seu CPF vinculado a um processo de tentativa de homicídio contra outro homem, ambos os casos registrados em Caldas Novas, Goiás. Bruna Stephanie Brandão deixa três filhos, com idades de 2, 5 e 18 anos.
Conforme informações divulgadas pelo portal Metrópoles, a conversão da prisão em preventiva busca garantir a segurança pública e evitar novos episódios de violência enquanto o processo tramita na Justiça. A decisão do TJDFT reforça a seriedade com que o caso está sendo tratado pelas autoridades do Distrito Federal, que agora aguardam os desdobramentos do julgamento para definir a pena do acusado.

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