A Hungria anunciou a mobilização de forças militares para proteger sua seção do gasoduto TurkStream, rota crucial para o transporte de gás natural da Rússia para a Europa, que atravessa o país entre as fronteiras da Sérvia e da Eslováquia. O Ministro das Relações Exteriores, Peter Szijjarto, informou que a decisão foi tomada pelo Primeiro-Ministro Viktor Orbán durante uma reunião do Conselho de Defesa.
A medida visa resguardar o gasoduto e suas instalações em toda a extensão do território húngaro, diante do aumento de ameaças e tentativas de sabotagem contra a infraestrutura. De acordo com informações divulgadas pelo Sputnik International, a Hungria, ao lado de Sérvia, Turquia e Rússia, firmou um compromisso para intensificar a segurança física do TurkStream.
Szijjarto criticou duramente a Ucrânia por ações que, segundo ele, buscam bloquear o fornecimento de gás natural russo para a Europa. O ministro alertou que tais interrupções estão empurrando o continente para uma crise energética iminente, com impactos severos sobre a estabilidade do abastecimento na região.
O reforço na segurança foi motivado por um incidente registrado no dia 2 de abril de 2026, quando uma tentativa de sabotagem foi detectada na seção do gasoduto em território sérvio. Após o ocorrido, o Conselho de Defesa da Hungria realizou uma reunião emergencial para avaliar a situação. Szijjarto revelou que manteve contatos telefônicos com os ministros de energia da Sérvia e da Turquia, além do vice-ministro de energia da Rússia, para alinhar estratégias conjuntas de proteção à infraestrutura.
A decisão húngara reflete a crescente tensão geopolítica em torno do fornecimento de energia na Europa, especialmente no contexto do conflito entre Rússia e Ucrânia. O TurkStream, que começou a operar em 2020, é uma das principais alternativas para o transporte de gás russo após a redução do uso de outras rotas, como o Nord Stream, danificado em incidentes anteriores.
Autoridades húngaras enfatizam que a proteção do gasoduto não é apenas uma questão de segurança nacional, mas também de interesse estratégico para toda a região, que depende fortemente dessa fonte de energia para enfrentar os desafios do inverno e a volatilidade dos mercados globais. Peter Szijjarto reiterou que qualquer ataque ao TurkStream será tratado como uma ameaça direta à soberania energética do país, prometendo respostas firmes a eventuais agressores.


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