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BRICS avança na criação de sistema de pagamentos próprio e desafia hegemonia do dólar

0 Comentários🗣️🔥 Um sistema capaz de processar 20 mil transações por segundo, sem passar pelo dólar. O BRICS Pay já está disponível para download e os primeiros testes entre Brasil, Rússia e China estão previstos para 2026 — com infraestrutura completa projetada para 2030. Segundo especialistas, esse sistema pode aumentar o comércio entre os países […]

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Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 06/04/2026 04:55

Um sistema capaz de processar 20 mil transações por segundo, sem passar pelo dólar. O BRICS Pay já está disponível para download e os primeiros testes entre Brasil, Rússia e China estão previstos para 2026 — com infraestrutura completa projetada para 2030. Segundo especialistas, esse sistema pode aumentar o comércio entre os países do bloco em até 10% ao ano e adicionar 3% ao PIB de cada membro.

O BRICS Pay, uma plataforma digital baseada em blockchain, já foi lançada e está disponível em lojas de aplicativos. Inspirada no modelo do Pix brasileiro, a plataforma visa conectar os sistemas de pagamentos dos países do bloco, permitindo transações rápidas e seguras sem a necessidade de intermediários. Testes piloto envolvendo Brasil, Rússia e China estão previstos para 2026, com a meta de integrar moedas digitais de bancos centrais, como o Drex brasileiro e o yuan digital, até o final do mesmo ano.

O projeto do BRICS vai além de um simples aplicativo. A infraestrutura completa de pagamentos, que pode estar operando entre 2029 e 2030, é projetada para processar até 20 mil transações por segundo, segundo o Conselho Empresarial do bloco. A tecnologia utiliza blockchain e registros distribuídos (DLT), permitindo que as transações sejam verificadas simultaneamente em diversos pontos da rede, sem depender de um centro de controle único.

O Brasil desempenha um papel estratégico nesse projeto, com o sucesso do Pix servindo de modelo para a arquitetura do BRICS Pay. O presidente Lula tem sido um defensor da proposta, argumentando que o bloco deve buscar autonomia financeira sem depender do sistema ocidental. Desde 2023, o Novo Banco de Desenvolvimento, presidido por Dilma Rousseff e sediado em Xangai, coordena as inovações de pagamento entre os países do BRICS.

Uma das questões em debate é a criação de uma unidade de conta própria para o sistema de pagamentos do BRICS. Especialistas discutem modelos que incluem a integração das moedas digitais de bancos centrais, uma moeda lastreada em commodities como ouro e petróleo, ou uma unidade de conta semelhante aos Direitos Especiais de Saque do FMI. O consenso é que o Novo Banco de Desenvolvimento pode desempenhar um papel central nesse processo, atuando como centro de compensação e, eventualmente, emissor de uma moeda digital do bloco.

Para o Brasil, a oportunidade é significativa. Além de exportar a tecnologia do Pix via BRICS Pay, o país se posiciona como articulador de uma nova ordem financeira que pode reduzir custos de transação e proteger contra sanções. Com uma infraestrutura financeira independente, o BRICS busca reescrever as regras do dinheiro global, oferecendo uma alternativa ao sistema dominado pelo dólar. Segundo a TV Brics, o movimento é concreto e, se consolidado, pode transformar o comércio internacional para quase metade da economia do planeta.

E daí? A construção de um sistema de pagamentos próprio pelo BRICS não é apenas um desafio à hegemonia do dólar, mas também um passo significativo para redefinir o equilíbrio econômico global. Para o Brasil, isso representa uma oportunidade de inovação tecnológica e de liderança em uma nova ordem financeira, potencialmente reduzindo custos de transação e aumentando a resiliência econômica frente a sanções internacionais.

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