Um asteroide recém-descoberto, batizado como 2026 GD, realizou uma passagem próxima da Terra na noite do dia 9 de abril de 2026, a uma distância de aproximadamente 250 mil quilômetros, o que corresponde a pouco mais da metade da distância entre o nosso planeta e a Lua.
A informação foi divulgada pelo portal Olhar Digital em sua cobertura sobre o evento. Detectado apenas três dias antes de sua aproximação, o asteroide viajou a uma velocidade de 45 mil quilômetros por hora, conforme dados da NASA.
Embora a distância seja considerada pequena em termos astronômicos, não há risco de impacto com a Terra. A Agência Espacial Europeia (ESA) incluiu o 2026 GD em sua Lista de Risco, mas esclareceu que a probabilidade de colisão é mínima, estimada em 1 em 124.378 para possíveis aproximações entre 2082 e 2124.
Especialistas apontam que, mesmo em um cenário hipotético de colisão, a atmosfera terrestre funcionaria como barreira natural, desintegrando a maior parte de objetos de pequeno porte antes de atingirem a superfície.
Com um diâmetro de cerca de 16 metros, o asteroide também passou próximo da Lua, a uma distância de 163.750 quilômetros de sua superfície, por volta das 21h12 do dia 9 de abril de 2026. Após essa aproximação, o 2026 GD segue sua trajetória em uma órbita elíptica de 644 dias, cruzando a órbita de Marte antes de retornar em direção ao Sol.
Seu próximo encontro notável será com Vênus, previsto para julho de 2031, a uma distância equivalente a 25 vezes a que separa a Terra da Lua.
O 2026 GD é um dos mais de 41 mil asteroides próximos da Terra sob monitoramento contínuo por astrônomos ao redor do mundo. Esse número tende a crescer com os avanços tecnológicos em observação espacial. Um exemplo é o Observatório Vera Rubin, localizado no Chile, que já identificou cerca de dois mil novos corpos celestes no Sistema Solar durante sua fase de testes.
A expectativa é que, ao entrar em operação plena, o equipamento amplie significativamente a capacidade de detecção e acompanhamento de objetos que se aproximam do planeta, contribuindo para a segurança espacial e para o avanço do conhecimento científico.


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