O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal, saiu em defesa da indicação de Jorge Messias, advogado-geral da União, para integrar a Corte.
O magistrado classificou como vazias e apressadas as críticas dirigidas ao nome escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, as avaliações decorrem de leitura rasa que desconsidera o currículo técnico robusto do indicado e seu compromisso histórico com os princípios democráticos e institucionais.
Gilmar Mendes destacou que Jorge Messias sempre atuou com perfil conciliador, respeitando rigorosamente a separação dos Poderes, defendendo a soberania nacional e liderando ações de responsabilização de big techs por publicações criminosas disseminadas em suas plataformas.
O decano afirmou que o indicado reúne elevado senso institucional e capacidade técnica para exercer a magistratura com equilíbrio e responsabilidade plenos. As declarações foram detalhadas pelo portal Noticia Brasil, que acompanhou a manifestação do ministro nas redes sociais.
O relator da indicação, o senador Weverton Rocha, do PDT do Maranhão, já sinalizou que apresentará parecer favorável na Comissão de Constituição e Justiça.
A sabatina de Jorge Messias está marcada para o dia 29 de abril, com a leitura do relatório prevista para o dia 15 de abril. O nome precisa alcançar pelo menos 41 votos favoráveis no plenário do Senado, em votação secreta, para confirmação. Historicamente, o Senado aprova os indicados ao Supremo Tribunal Federal, com a última rejeição registrada em 1894.
Apesar das resistências pontuais motivadas por divergências políticas e impasses formais, a candidatura de Messias conta com o apoio explícito de Gilmar Mendes, que criticou duramente o que considera vaia da imprensa baseada em impressões superficiais.
O decano sustenta que os atributos de diálogo interinstitucional demonstrados por Messias na chefia da Advocacia-Geral da União o colocam à altura do cargo e garantem condições plenas para contribuir com a Corte de forma responsável.
Um ponto de tensão remanescente refere-se à decisão monocrática proferida por Gilmar Mendes que limita ao procurador-geral da República a prerrogativa de apresentar pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal.
Em dezembro de 2025, a Advocacia-Geral da União, comandada por Jorge Messias, solicitou reconsideração ou suspensão dos efeitos dessa medida até julgamento definitivo pelo plenário. Gilmar Mendes negou o pedido, alegando urgência e plena compatibilidade com a Constituição de 1988 para preservar a independência do Judiciário.
O episódio da indicação gerou mal-estar institucional entre o Executivo e o Congresso, especialmente após críticas do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do União Brasil do Amapá, ao atraso na entrega da mensagem formal.
O atrito abriu espaço para articulações políticas destinadas a aliviar tensões entre os Poderes. Gilmar Mendes insiste que as críticas midiáticas privilegiam o debate político em detrimento da análise jurídica concreta e reafirma que Messias demonstra equilíbrio, responsabilidade e elevado senso institucional necessários ao exercício da função.
A proximidade da sabatina, no dia 29 de abril, exige que o Senado avalie os méritos técnicos do indicado acima de resistências pontuais. A defesa robusta apresentada por Gilmar Mendes reforça a narrativa de que a indicação preserva a qualidade técnica e o compromisso democrático na renovação do Supremo Tribunal Federal.
O processo segue acompanhado de perto por forças políticas que veem na aprovação de Messias mais um passo na construção de equilíbrio institucional no país.
Com informações de cartacapital.com.br.


Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!