O Distrito Federal intensifica a vacinação contra o sarampo diante do preocupante aumento de casos confirmados nas Américas.
Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), mais de 14.800 casos da doença foram registrados ao longo de 2025 em 13 países do continente, com saldo de 29 mortes.
Canadá, México, Estados Unidos e o próprio país aparecem entre as nações que notificaram ocorrências.
O alerta epidemiológico emitido em fevereiro pela entidade reforça que a cobertura vacinal com duas doses da tríplice viral ainda se encontra abaixo da meta de 95% — considerada essencial para interromper a circulação do vírus altamente contagioso.
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal orienta que pessoas entre um e 29 anos, assim como profissionais de saúde de qualquer idade, devem receber duas doses da vacina. Adultos de 30 a 59 anos necessitam de ao menos uma dose para completar o esquema básico.
A imunização está disponível em mais de cem salas de vacina da rede pública do Distrito Federal.
A Sala do Viajante, instalada no Hospital Regional da Asa Norte, oferece ainda orientações específicas para cidadãos que pretendem viajar ao exterior e podem se expor ao risco de importação do vírus.
A preocupação ganhou contornos concretos em março de 2025, quando o Distrito Federal registrou um caso de sarampo após quatro anos sem notificações — período em que a doença era considerada eliminada localmente.
A cobertura vacinal da tríplice viral no Distrito Federal ainda não alcançou os patamares recomendados pelo Programa Nacional de Imunizações.
Na faixa etária de 12 meses a dois anos, a primeira dose atinge cerca de 85,6% enquanto a segunda dose fica em 81,2% — ambos os índices abaixo dos 95% mínimos necessários.
Em âmbito continental, a OPAS registrou leve avanço na cobertura vacinal durante 2024, com a primeira dose subindo de 87% para 89% e a segunda dose passando de 76% para 79%.
Apenas 33% dos países das Américas atingiram a meta de 95% na primeira dose, e somente 20% conseguiram o mesmo patamar na segunda dose.
As autoridades sanitárias do Distrito Federal destacam que a manutenção do esquema vacinal completo representa a principal barreira para que casos importados não se transformem em surtos locais.
Populações vulneráveis, como crianças nos primeiros meses de vida e indivíduos sem histórico vacinal comprovado, enfrentam risco elevado diante da circulação do vírus.
A Secretaria de Saúde mantém vigilância ativa para identificar rapidamente casos suspeitos e reforça a disponibilidade de doses em toda a rede pública.
Especialistas lembram que o sarampo exige altíssimos níveis de imunidade coletiva para ser contido e que quedas na cobertura criam brechas para o retorno da doença.
O esforço atual busca recuperar coberturas adequadas e proteger o status de eliminação conquistado anteriormente no território.
As recomendações incluem a atualização imediata do cartão vacinal por parte de quem ainda não completou o esquema previsto para sua faixa etária.
A integração entre serviços de atenção primária, vigilância epidemiológica e comunicação pública tem sido priorizada para responder ao cenário continental de persistência do sarampo.
Dados da OPAS indicam que o continente vive momento de risco elevado, que exige resposta coordenada das autoridades locais.
Com informações de metropoles.com.
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