O jornalista Leonardo Sakamoto criticou a declaração da desembargadora Eva do Amaral Coelho, do Tribunal de Justiça do Pará, que comparou o fim dos penduricalhos a um regime de escravidão para os magistrados.
O texto foi publicado no UOL e repercutido pelo Diário do Centro do Mundo. Sakamoto argumentou que a escravidão não é mera metáfora no Brasil, mas um crime real e persistente.
Quase 70 mil trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão desde 1995, segundo o colunista. Banalizar o termo representa desrespeito direto às vítimas desse crime.
A desembargadora Eva do Amaral Coelho recebeu R$ 91 mil líquidos em um único mês. Os dados foram citados pelo repórter Fausto Macedo, do jornal O Estado de S.Paulo.
O Pará registra o maior número de resgatados da escravidão contemporânea no país. Essa realidade torna a comparação da magistrada ainda mais inadequada.
O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino impulsionou a decisão do STF que limitou os benefícios extras. A medida apenas reforçou o teto constitucional sem impor miséria aos juízes.
Sakamoto identificou na fala da desembargadora uma lógica elitista enraizada na visão da Casa Grande. Qualquer restrição a privilégios é tratada, nessa perspectiva, como forma de opressão.
A escravidão contemporânea ainda ocorre em fazendas, carvoarias, garimpos e confecções pelo país. Trabalhadores cumprem jornadas exaustivas sob dívidas fraudulentas e condições degradantes.
O artigo 149 do Código Penal prevê pena de dois a oito anos de prisão para esse tipo de exploração. Sakamoto ironizou as queixas da magistrada sobre médicos e remédios.
O trabalhador médio brasileiro sobrevive com um salário mínimo e enfrenta filas no Sistema Único de Saúde. Se a definição da desembargadora prevalecesse, seria necessário resgatar mais de 100 milhões de pessoas.
A crítica de Sakamoto não desmerece a importância do Judiciário nem a sobrecarga dos magistrados. Ela rejeita a equiparação entre perda de privilégios e violação de direitos humanos.
O uso indevido do termo escravidão esvazia seu significado histórico e jurídico. Essa prática invisibiliza as vítimas reais do crime no país.
A distância entre o sistema de Justiça e a população não decorre da falta de penduricalhos. Ela resulta da desconexão entre quem aplica a lei e a realidade vivida pela maioria.
Leia também: Carandiru: Brasil se tornou um país onde matar pobre é considerado “legítima defesa” pela justiça
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Celio Fazendeiro
21/04/2026
Lá vem o Sakamoto pagando de moralista de novo. Essa turma adora posar de defensora dos pobres, mas vive de dinheiro público e discurso bonito. Magistrado tem que ser bem pago, sim, e quem acha que isso é privilégio nunca trabalhou de verdade.
Zizi
21/04/2026
Ô Celio, meu filho, trabalhar de verdade é dar aula com salário parcelado, não receber auxílio-moradia tendo casa própria. Moralismo é defender privilégio e chamar isso de mérito.
Clarice Historiadora
21/04/2026
Clarice (BA): É impressionante como parte da elite jurídica vive num universo paralelo. Comparar o corte de penduricalhos à escravidão é cuspir na memória de quem realmente sofreu com o cativeiro. Falta leitura básica de história e sobra corporativismo travestido de drama.
Pedro
21/04/2026
Enquanto a desembargadora reclama de perder penduricalho, a gente aqui tá fazendo conta pra ver se dá pra encher o tanque e pagar o IPVA. Queria ver essa turma passar um mês rodando com o carro no gás pra entender o que é escravidão de verdade.
Luciana
21/04/2026
Enquanto uns chamam corte de penduricalho de “escravidão”, eu aqui conto as moedas pra pagar o gás e o cartão de crédito. Difícil entender esse pessoal que vive em outro planeta e ainda se diz injustiçado.
Beto Engenheiro
21/04/2026
Esses penduricalhos são um absurdo há anos. Enquanto juiz reclama de perder extra, o povo pega ônibus lotado e ganha salário mínimo. Queria ver essa turma explicar o que é escravidão de verdade num canteiro de obra sob sol de 40 graus.
Sgt Bruno 🇧🇷
21/04/2026
Selva! Essa turma de toga tá maluca, comparando perder penduricalho com escravidão? Quer moleza, vai pra caserna carregar mochila, aí aprende o que é ralação de verdade. Comunista é que vive de mimimi, mas dessa vez quem chorou foi a elite da toga!
Francisco de Assis
21/04/2026
Calma, sargento! Até você deve concordar que tem algo errado quando juiz ganha mais que presidente e ainda reclama. O povo ralando de verdade é quem sustenta esses penduricalhos todos.
Silvia D.
21/04/2026
Comparar corte de penduricalhos à escravidão é um desrespeito com a história e com quem realmente sofreu com isso. A magistratura precisa dar exemplo de responsabilidade, não de distorção. Sakamoto está certo em reagir — é preciso colocar razão e senso de justiça acima de privilégios.
Tadeu
21/04/2026
Sinceramente, comparar corte de penduricalho com escravidão é forçar demais. O problema é que esse tipo de fala só mostra o quanto o judiciário vive numa bolha. Enquanto isso, o resto do país tá preocupado em pagar as contas e segurar a inflação.
Carlos A. Mendes
21/04/2026
É impressionante como parte do Judiciário vive em outra realidade. Chamar o corte de penduricalhos de “escravidão” é um desrespeito com quem realmente sofre. Sakamoto tá certo em apontar o absurdo — falta um pouco de noção e empatia nesse meio.
Mariana Ambiental
21/04/2026
É impressionante como parte do judiciário vive em outro planeta. Chamar o corte de penduricalhos de “escravidão” é um tapa na cara de quem trabalha duro por um salário mínimo. Sakamoto fez bem em expor esse absurdo — falta noção de classe e sobra privilégio.
Zé Trovãozinho
21/04/2026
Essa juíza deve achar que vive em outro planeta. Enquanto o povo rala pra pagar as contas, ela chama corte de privilégios de “escravidão”. É o retrato perfeito de uma elite que perdeu completamente a noção da realidade.
Maura Santos
21/04/2026
Pois é, Zé, pra essa galera, perder auxílio-moradia é tortura medieval. Enquanto isso, o povo pega busão lotado e ainda ouve que o problema do país é o pobre que “não se esforça”.