O governo federal pressionou intensamente a Câmara dos Deputados e obteve o adiamento da votação do projeto que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.
O relator da proposta, o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), informou que o texto previsto para esta semana será apresentado apenas em maio. Essa medida permite novas rodadas de negociação sobre o conteúdo da proposta.
O Executivo defende a criação da Terrabras como empresa pública para gerir os minerais estratégicos e assegurar a soberania nacional. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), atendeu ao apelo do Planalto diante das resistências sobre a inclusão da estatal.
O impasse reflete visões distintas sobre o papel do Estado no setor mineral. Conforme reportou o portal Carta Capital, o debate opõe o desenvolvimentismo governista aos setores liberais do Congresso.
O Planalto quer maior coordenação estatal enquanto a oposição receia o crescimento da presença pública na mineração. O país detém reservas relevantes de minerais estratégicos e se destaca globalmente na produção de nióbio.
Esses recursos são indispensáveis à fabricação de baterias, turbinas eólicas, painéis solares e semicondutores. A China concentra quase metade das reservas mundiais e domina mais de 90% do refino dessa matéria-prima.
Tal posição redefine as disputas geopolíticas globais em torno do acesso a insumos críticos para a transição energética. Para o governo, a Terrabras representaria a chance de agregar valor à produção e reduzir a exportação de commodities sem processamento.
A empresa poderia ainda firmar parcerias com universidades e centros de pesquisa para impulsionar a inovação no setor. Contudo, o relator Arnaldo Jardim já sinalizou que não incluirá a criação da estatal em seu parecer.
O adiamento da votação permite que as discussões avancem com novo texto previsto para o início de maio. A controvérsia em torno da Terrabras revela as escolhas de modelo de soberania e industrialização que o país pretende seguir nas próximas décadas.
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Rubens O Pescador
23/04/2026
Ainda bem que o Lula botou o pé firme nisso. Essas tais “terras raras” são riqueza do povo, não brinquedo pra meia dúzia de empresário estrangeiro. Já vi esse filme: entregam o minério e o povo fica com o buraco. No tempo do PT, o que saía do chão virava comida e emprego, não lucro pra fora.
Pedro
23/04/2026
Enquanto eles brigam lá em Brasília por causa de minério, a gente aqui tá brigando pra encher o tanque sem estourar o bolso. Falam em riqueza do subsolo, mas a gasolina sobe toda semana e o IPVA vem pesado igual sempre. Essa tal de política estratégica podia começar ajudando quem roda o país de verdade.
Luciana
23/04/2026
Enquanto eles brigam lá em Brasília por causa dessas tais terras raras, aqui a gente continua contando moedas pra pagar o gás e o cartão de crédito. Política devia servir pra melhorar a vida real, não pra empurrar decisão de gabinete. Quero ver é ação que baixe os juros e o preço da comida.
Vanessa Silva
23/04/2026
Ainda bem que adiaram. Esse tipo de política precisa ser pensada com calma, porque o impacto sobre o território e o planejamento urbano é enorme. Não dá pra tratar terras raras como se fosse qualquer minério — é questão de soberania e desenvolvimento sustentável das cidades também.
Carlos A. Mendes
23/04/2026
Olha, não entendo muito de mineração, mas parece que o governo fez bem em segurar a votação. Essas coisas de “terras raras” envolvem muito interesse estrangeiro e lobby pesado. Melhor discutir com calma do que aprovar algo correndo e depois descobrir que entregaram o ouro — ou melhor, o nióbio — de bandeja.
Evelyn Olavo
23/04/2026
Mais um adiamento que mostra como o governo ainda tenta controlar o jogo político na base da pressão. É importante discutir as terras raras com transparência, mas empurrar a decisão pra frente só aumenta a desconfiança. O país precisa de uma política séria para esses minerais estratégicos, não de manobras de bastidor.
Miriam
23/04/2026
Ainda bem que adiaram. Esse tipo de projeto precisa ser discutido com calma, com base técnica e transparência, não no atropelo. Política pública séria se faz com planejamento, não com gritaria de bancada.
Lurdinha Deus Acima de Todos
23/04/2026
Ih minha gente, isso aí é o sinal do fim dos tempos 😱🙏 tão mexendo até nas terras raras agora, misericórdia 🇧🇷🇺🇸
Celio Fazendeiro
23/04/2026
Mais um empurrãozinho do governo pra travar o que interessa ao país. Enquanto ficam de politicagem, o Brasil deixa de explorar riquezas que poderiam gerar emprego e desenvolvimento. Parece que preferem ver tudo parado e o povo dependendo de esmola.
Fernando O.
23/04/2026
Pelo menos adiaram pra discutir direito. Esse tema de terras raras envolve bilhões e não dá pra votar no atropelo. O problema é que sempre que o governo interfere, os bolsonaristas já gritam “comunismo” sem nem entender o que está em jogo. Vamos olhar pros números e pros impactos reais antes de surtar.
Sgt Bruno 🇧🇷
23/04/2026
Mais uma manobra desses comunistas pra travar o progresso do Brasil! Terra rara é riqueza nacional, tem que explorar e gerar emprego, não ficar de frescura ideológica. Selva!
Tadeu
23/04/2026
Sinceramente, pouco me importa se adiaram ou não essa votação. O que eu quero saber é se isso vai impactar as bolsas ou o câmbio, porque o resto é só barulho político. Se for mais incerteza, já sei que vem volatilidade por aí.
Silvia D.
23/04/2026
Espero que nesse adiamento o governo aproveite para avaliar com rigor os impactos ambientais e de saúde pública da extração dessas terras raras. Não dá pra discutir mineração estratégica sem pensar na contaminação, nas populações afetadas e na sustentabilidade do processo. Ciência e responsabilidade precisam andar juntas.
Beto Engenheiro
23/04/2026
Enquanto ficam adiando, o país continua perdendo tempo e investimento. Esses minerais são estratégicos, podiam estar gerando emprego e infraestrutura pesada. Política demais, obra de menos — e o Brasil continua patinando.
Eduardo C.
23/04/2026
Antes de opinar, quero ver números concretos: quanto o Brasil realmente ganha hoje com a exploração de terras raras e qual seria o impacto econômico da nova política? Falar em “minerais estratégicos” sem dados é só retórica. Vamos trabalhar com percentuais e projeções sérias, não com slogans.
Rick Ancap
23/04/2026
Mais um dia normal do Estado travando quem quer produzir e fingindo que entende de mercado.
Mariana Ambiental
23/04/2026
Rick, “produzir” às custas de destruir ecossistemas e comunidades não é liberdade de mercado, é extrativismo travestido de eficiência. O Estado deveria, no mínimo, impedir que meia dúzia de corporações transforme o país em buraco de mineração.
Zé Trovãozinho
22/04/2026
Mais uma manobra do governo pra segurar o que não consegue resolver. Falam em “estratégia nacional”, mas o que se vê é o velho toma-lá-dá-cá pra manter o controle. Caminhamos pra virar a Cuba do Norte, com o STF e o Planalto mandando até nas pedras do chão.
Jeferson da Silva
23/04/2026
Zé Trovãozinho, Cuba do Norte é o pesadelo de quem nunca pisou num chão de fábrica, meu caro. Enquanto o governo tenta garantir que nossas riquezas não sejam entregues de bandeja, tem gente preferindo bater palma pra gringo e patrão.
Karina Libertária
22/04/2026
Mais uma vez o governo metendo o bedelho onde não devia! Em vez de deixar o mercado funcionar e atrair investimento de fora, ficam empurrando tudo com a barriga. Aqui em Miami o pessoal investe em mineração séria, com transparência e resultados, não com essa enrolation toda.
Marcos Conservador
22/04/2026
Mais uma manobra desse governo que acha que pode empurrar tudo com a barriga. Quando não é pauta ideológica, é interferência política. Vão acabar travando o país com essa mania de controlar até o subsolo em nome de “estratégia nacional”.
Zizi
22/04/2026
Ô Marcos, meu filho, você chama de “manobra” o que em qualquer país minimamente soberano se chama de planejamento estratégico. O Brasil tem um dos maiores potenciais do mundo em terras raras, esses minérios que hoje são o ouro do século XXI, fundamentais pra tecnologia, energia limpa e defesa. Deixar isso ser explorado sem critério, por empresas estrangeiras ou grupos privados que só pensam em lucro imediato, é entregar de bandeja nossa soberania econômica. O governo Lula está certo em querer discutir com calma e garantir que essa riqueza sirva ao povo brasileiro — e não apenas a meia dúzia de acionistas lá de fora.
Essa pressa que você defende, Marcos, é a mesma que entregou a Vale, a Eletrobras e o pré-sal, sempre com o discurso de “não travar o país”. O resultado a gente viu: lucro recorde pra multinacional e miséria nas cidades mineradoras, como Brumadinho e Mariana. Não é controle pelo controle, é responsabilidade. O subsolo não é um cofre particular, é patrimônio nacional. E quando o Estado se omite, quem assume são os mesmos meninos mal-educados do mercado, que adoram privatizar o lucro e socializar o prejuízo.
Então, antes de chamar de interferência, pense: quem está interferindo em quê? O governo eleito está apenas exercendo seu dever de proteger o interesse coletivo. Interferência é quando o capital estrangeiro dita as regras, e o povo paga a conta. O Brasil precisa de soberania, não de submissão. E isso, meu caro, é lição básica de história que a gente aprende quando abre o livro — não quando repete o discurso pronto da Faria Lima.
Clarice Historiadora
22/04/2026
Marcos, “empurrar com a barriga” foi exatamente o que fizeram nos anos de entrega do patrimônio nacional a preço de banana. O controle sobre terras raras é questão de soberania — não é ideologia, é aprender com a história que vocês insistem em esquecer.
Tonho Patriota
22/04/2026
TÁ VENDO? FAZ O L AÍ QUE O NÍOBIO VAI PRA CHINA, COMUNISTA!
Renato Professor
22/04/2026
Tonho, o que vai pra China é o lucro de quem nunca pagou imposto aqui. O nióbio continua no chão brasileiro, esperando que alguém entenda a diferença entre soberania mineral e meme de WhatsApp.
Maura Santos
22/04/2026
Tonho, respira e lembra que quem quase entregou a Amazônia e o pré-sal pros gringos foi teu mito do apagão, não o L. Aqui a gente fala de soberania, não de meme de zap.
Adalberto Livre
22/04/2026
ESSA TURMA DO LULA NÃO DEIXA NADA ANDAR, SÓ EMPURRA COM A BARRIGA E CULPA O CAPITALISMO!!!
Rubens O Pescador
22/04/2026
Ô Adalberto, empurrar com a barriga era quando o povo passava fome e o governo fingia que tava tudo bem. Hoje pelo menos tem arroz, feijão e salário subindo de novo, coisa que o tal “capitalismo livre” nunca garantiu.
Augusto Silva
22/04/2026
Adalberto, o governo não está empurrando nada — está evitando que o Brasil entregue de bandeja suas riquezas estratégicas. Pressa pra quê? Só quem lucra com a correria é o capital estrangeiro.
Alice T.
22/04/2026
Adalberto, engraçado você falar em “deixar andar” quando quem quer passar o trator é justamente o lobby bilionário das mineradoras. O governo tá tentando evitar que o Brasil vire só exportador de buraco e destruição ambiental.
Francisco de Assis
22/04/2026
Adalberto, minha gente, o que não anda é a cabeça de quem acha que soberania nacional é atraso. O governo tá segurando pra garantir que o Brasil não entregue suas riquezas de mão beijada. Isso é pensar grande, não empurrar com a barriga.