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Exportações de carne bovina do Brasil crescem 9% em março com China na liderança

53 Comentários🗣️🔥 Carne bovina fatiada e temperada em um prato com acompanhamentos. (Foto: metropoles.com) As exportações de carne bovina in natura do Brasil registraram crescimento de 8,95% em março ante o mesmo período do ano anterior, com volume total embarcado de 233,79 mil toneladas, segundo a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo). A receita obtida com […]

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Carne bovina fatiada e temperada em um prato com acompanhamentos. (Foto: metropoles.com)

As exportações de carne bovina in natura do Brasil registraram crescimento de 8,95% em março ante o mesmo período do ano anterior, com volume total embarcado de 233,79 mil toneladas, segundo a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo).

A receita obtida com as vendas externas totalizou 1,36 bilhão de dólares. Esse montante representa um avanço de 29,14% na comparação anual.

O ritmo de março foi inferior ao observado em janeiro e fevereiro, quando as altas haviam superado 28% e 24%, respectivamente. A Abrafrigo explica o salto na receita pela valorização dos preços da carne brasileira no mercado internacional, impulsionados pelo câmbio e pelo aumento da arroba do boi gordo no país.

O desempenho atual se dá sobre uma base de comparação bastante elevada. O ano anterior registrou recordes mensais consecutivos de exportação, conforme a entidade.

No acumulado do primeiro trimestre, as exportações totais de carne bovina — incluindo industrializados e subprodutos — cresceram 10,98% em volume, alcançando 827,64 mil toneladas. A receita nesse período avançou 32,29%, chegando a 4,32 bilhões de dólares.

Para a carne bovina in natura, o crescimento trimestral atingiu 19,92% em volume. A receita subiu 37,45%, totalizando 3,98 bilhões de dólares.

O preço médio da tonelada exportada foi de 5.642 dólares, patamar que representa alta de 14,61% ante o mesmo trimestre do ano anterior.

A China se manteve como o principal destino ao comprar 325,68 mil toneladas no período, expansão de 39,35% na comparação anual. Os chineses pagaram em média 5.578 dólares por tonelada, valorização de 15% em relação ao ano anterior.

Os Estados Unidos aumentaram em 28,5% suas compras de carne bovina in natura brasileira. O volume importado atingiu 98,17 mil toneladas, com preço médio de 6 mil dólares por tonelada — alta de 25,25% ante o ano anterior.

O desempenho do setor reforça a centralidade do agronegócio para a balança comercial do país. Os dados foram divulgados pela Abrafrigo e destacados pelo portal Metrópoles.


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Lucas Moreira

01/05/2026

Engraçado ver gente pedindo canetada no preço da carne; é o gráfico perfeito do desconhecimento econômico básico. O setor traz divisas e eficiência, mas o custo Brasil e o câmbio destruído pela gastança estatal é que pesam no bolso do consumidor. Querem carne barata? Cortem impostos e parem de inflar a máquina pública em vez de demonizar quem produz.

Ana Rodrigues

01/05/2026

Pois é, fico feliz pela China, mas aqui em Curitiba o único recorde que eu vejo é o do preço na gôndola toda vez que vou fazer o rancho. O governo adora falar desses números, mas o frete caro e o imposto não deixam essa carne chegar no meu prato com um preço justo. Desse jeito o churrasco de domingo vai virar lenda urbana pra quem passa o dia todo no volante.

Márcio Torres

01/05/2026

É fascinante observar como a discussão em torno de commodities no Brasil rapidamente descamba para uma espécie de misticismo laico, onde o agronegócio é alçado à categoria de divindade provedora ou de demônio explorador. Do ponto de vista puramente materialista e estatístico, o crescimento de 8,95% nas exportações para a China apenas confirma a nossa consolidada posição de fazenda do mundo na divisão internacional do trabalho. Não há milagre aqui, apenas a lógica fria do capital buscando rentabilidade em moeda forte enquanto o consumidor doméstico, preso a uma moeda desvalorizada, assiste ao banquete alheio por uma vitrine digital, como bem pontuou Sofia García.

O problema central, que transcende a gritaria ideológica entre Estado e mercado, é a nossa deliberada escolha pela reprimarização da economia. Celebrar recordes de embarque de proteína in natura sem uma contrapartida de soberania alimentar interna é o equivalente econômico a vender os móveis da casa para pagar o jantar de um vizinho rico. Enquanto os comentaristas se perdem em querelas sobre quem carrega quem nas costas, o dado da Abrafrigo revela uma dependência estrutural perigosa: estamos subordinados ao humor da demanda chinesa e à volatilidade do câmbio. A mão invisível do mercado, tão citada pelos entusiastas da desregulamentação, parece sofrer de uma severa miopia social quando o assunto é o prato do brasileiro médio.

Para um cético, é difícil ignorar o descompasso entre o ufanismo do setor produtivo e a realidade dos indicadores socioeconômicos. A crença de que o sucesso das exportações derramará prosperidade automaticamente sobre a base da pirâmide é um mito tão infundado quanto qualquer dogma religioso. Na prática, o que vemos é a concentração de renda em um setor intensivo em terra e capital, mas proporcionalmente pouco gerador de empregos qualificados se comparado à indústria de transformação. Se não houver uma inteligência estatal que saiba tributar e redirecionar esses ganhos para o desenvolvimento tecnológico e social, continuaremos sendo apenas um grande exportador de água e nutrientes, orgulhosos de bater recordes enquanto o custo de vida corrói o que resta do poder de compra nacional.

No fim das contas, a força do setor mencionada por Ana Souza é, na verdade, a fraqueza de um projeto de nação que não consegue converter produtividade em bem-estar coletivo. É a vitória do senso comum agrário sobre a lógica do desenvolvimento industrial. Enquanto o bezerro for tratado com o zelo de um fetiche econômico e não como parte de uma estratégia de segurança alimentar, o brasileiro continuará sendo o figurante de um banquete que ele próprio produz, mas não pode pagar para participar.

Sofia García

01/05/2026

O agro tá vivendo o peak do lucro enquanto o brasileiro médio só sente o cheiro da picanha via Wi-Fi. É muito fácil postar recorde de exportação pra China quando o preço no mercado local é puro delulismo. Essa briga nos comentários tá mais saturada que filtro de 2012, ninguém merece.

Beatriz Lima

01/05/2026

É sempre o mesmo roteiro previsível: a Abrafrigo solta um dado e os comentários viram um Fla-Flu entre o agro é pop e o povo passa fome. Sinceramente, essa dicotomia já cansou. Enquanto a Maria defende o produtor como se fosse acionista majoritária de frigorífico e a Maura tenta ressuscitar debates sobre o papel do Estado, ninguém parece querer olhar para o elefante – ou melhor, para o boi – na sala. O crescimento de quase 9 por cento nas exportações de março mostra uma pujança logística inegável, mas o fato de a China continuar ditando o ritmo é um sinal de alerta que ninguém aqui quis pontuar. Somos reféns de um único comprador que tem o poder de derrubar preços na canetada, e quem sobra nessa história é o consumidor doméstico, que fica com o que o câmbio permite sobrar.

O argumento da Ana sobre o peso do câmbio faz sentido, mas falta ceticismo nessa análise técnica. Não é apenas uma questão de dólar alto; é uma escolha deliberada de modelo econômico. Se o boi é cotado em Chicago e a arroba segue o ritmo global, o churrasco do brasileiro médio aqui em Belo Horizonte vira variável de ajuste. Chamar o Estado de carrapato, como fez a Maria, enquanto o setor utiliza infraestrutura pública e crédito subsidiado para escoar essas 233 mil toneladas, chega a ser um sarcasmo involuntário. O setor privado é mestre em pregar o livre mercado para exportar, mas adora uma intervenção estatal quando o gargalo logístico aperta ou quando precisa de socorro em crises sanitárias.

O que me incomoda é esse descolamento da realidade: comemoramos recordes de volume como se isso fosse sinônimo de desenvolvimento socioeconômico automático. Volume não é valor agregado. Estamos exportando proteína bruta e importando inflação de alimentos. O João e a Samara apelam para a ética e para a fé, o que é compreensível diante do preço da gôndola, mas a matemática do frigorífico não lê a Bíblia nem se comove com sermão. Ela lê margem líquida. Enquanto não houver uma política que entenda que a segurança alimentar interna não pode ser jogada às traças em nome do superávit comercial, vamos continuar nesse ciclo: o PIB sorri no papel, o grande empresário comemora em dólar e a gente fica aqui discutindo ideologia rasa, tentando entender por que o país que alimenta o mundo não consegue estabilizar o preço do próprio prato.

Ana Souza

01/05/2026

Os dados da Abrafrigo confirmam a força do setor lá fora, mas essa discussão entre recordes de exportação e o preço na gôndola exige olhar para além da ideologia. O peso do câmbio e os gargalos logísticos influenciam o mercado interno tanto quanto as políticas públicas ou a produtividade do campo. No fim, o equilíbrio entre abastecer o mundo e garantir o acesso local é o nosso maior desafio técnico.

Maria Silva

01/05/2026

Ô Samara, para de querer repartir o bezerro dos outros antes mesmo de ele desmamar. O produtor rala no sol quente pra carregar esse país nas costas, enquanto o Estado é igual carrapato que só sabe sugar e atrapalhar quem trabalha. Se o preço tá alto, a culpa é dessa politicalha que derrete o nosso dinheiro, não de quem faz a boiada crescer apesar do governo.

    Maura Santos

    01/05/2026

    Ai Maria, menos, né? Esse papinho de Estado carrapato é uma piada vindo de quem esquece rapidinho que foi a gestão da sua turma que deixou o povo no escuro com aquele apagão vergonhoso. O agro não carrega nada sozinho se não tiver investimento público em infraestrutura, coisa que vocês só lembram que existe quando precisam de socorro.

João Batista

01/05/2026

Enquanto os frigoríficos celebram o lucro em dólar, o povo da minha terra continua dividindo o osso porque a carne virou artigo de luxo. A Samara tocou na ferida: não existe glória sem partilha, e Deus não se agrada de mesa farta cercada de gente com fome. É o tempo de lembrar que ai daqueles que entesouram riquezas injustas enquanto o trabalhador padece.

Carlos Mendes

01/05/2026

Impressionante como ainda tem gente pedindo ferrovia estatal, como se o governo não tivesse drenado bilhões em propinas e obras inacabadas de norte a sul nas últimas décadas. O agro cresce 9% apesar do Estado, enfrentando um Custo Brasil que consome quase 35% do PIB para sustentar burocratas e esquemas de corrupção que mancham ambos os lados do espectro político. Menos interferência e mais liberdade é o único caminho para que essa riqueza chegue à ponta, sem passar pelo pedágio imoral de Brasília.

    Samara Oliveira

    01/05/2026

    Carlos, a corrupção é uma chaga que dói, mas a maior imoralidade é ver o agro batendo recordes enquanto o povo aqui no Pará mal consegue comprar carne no mercado. Menos Estado para quem já tem tudo significa o abandono total para os pequenos, e a Bíblia nos ensina que a autoridade deve existir para promover a justiça e proteger os mais vulneráveis. Essa riqueza não pode servir apenas ao bezerro de ouro do mercado enquanto o nosso povo padece de fome.

Bia Carioca

01/05/2026

Esse lucro recorde do agro tinha que ser revertido agora em investimento pesado na nossa malha ferroviária estatal. O Paulo Gestor tocou no ponto: sem trilhos, a gente continua refém de uma logística cara e ineficiente que encarece a vida de todo mundo. É o tipo de projeto de infraestrutura que o Rodrigo Neves pauta bem, mas que a gente precisa garantir que sirva ao povo e não apenas aos interesses dos setores mais conservadores.

Silvia Ramos

01/05/2026

É triste ver tanta amargura e falta de gratidão por um setor que é a mão de Deus sustentando o nosso país. O trabalhador é digno do seu fruto e não podemos permitir que essa inveja ideológica tente diminuir quem traz prosperidade para as nossas famílias. Que o Senhor continue abençoando a nossa terra e protegendo os produtores de todo esse mal.

Paulo Gestor RJ

01/05/2026

O crescimento do volume é um bom indicador de gestão comercial, mas precisamos de investimentos pesados em ferrovias para garantir que esse escoamento seja eficiente e menos custoso. Sem uma infraestrutura de transporte sólida, o lucro do setor acaba sendo drenado pela logística precária.

Marina Costa

01/05/2026

Enquanto a esquerda imoral destila seu veneno contra quem produz, o agronegócio segue sendo o braço forte que Deus usa para sustentar este país. A Bíblia ensina que o trabalhador é digno do seu salário e não aceitaremos esse discurso de inveja que só tenta destruir os valores da família e da propriedade. Louvo a Deus por essa fartura, pois ela vem do suor de mãos honestas e não de ideologias que só trazem miséria.

    Célia Carmo

    01/05/2026

    Fartura no rabo dos seus patrões latifundiários e osso na mesa do povo é o seu plano divino, alienada? #AgroMata #CapitalismoGenocida

Ana Paula Conserva

01/05/2026

O agronegócio é o orgulho do Brasil e o sustento de muitas famílias que prezam pela ordem e pelo trabalho honesto. É preciso celebrar esse crescimento, mas sempre com vigilância para que nossa soberania e valores não fiquem reféns de regimes que pensam diferente de nós. Que Deus continue abençoando nossa terra para que essa fartura chegue também com preço justo à mesa de todo cidadão de bem.

    Luizinho 16

    01/05/2026

    Papo reto, fofa, essa sua fartura é só pro latifundiário encher o rabo de dólar enquanto o povo morre de fome nesse capitalismo genocida que você chama de ordem.

Ana Costa

01/05/2026

O avanço de 8,95% no volume é um dado positivo para a balança comercial, porém é preciso observar que a receita nem sempre acompanha o mesmo ritmo devido à oscilação dos preços internacionais da tonelada. O setor sustenta o PIB, todavia o consumidor doméstico ainda não percebe esse alívio direto no varejo, o que demanda uma análise mais técnica e menos ideológica sobre a oferta interna.

Mariana Costa

01/05/2026

É impressionante como um dado econômico vira palco para teorias tão distantes da realidade. O crescimento nas exportações é vital para a nossa balança comercial, mas o desafio real é garantir que esse sucesso lá fora não resulte em preços proibitivos para o brasileiro. Equilíbrio e diversificação de parceiros deveriam ser a prioridade, para além de brigas ideológicas.

Evelyn Olavo

01/05/2026

É patético ver mentes ordinárias debatendo estatísticas enquanto ignoram as emanações vibracionais do Grande Alinhamento Geopolítico da Terra Plana. A China não compra proteína, ela absorve a vitalidade telúrica do Brasil para alimentar a hegemonia espiritual do Oriente, conforme a lei do domínio natural que vocês não têm capacidade de entender. Vocês discutem o bife na mesa, mas os iniciados já percebem o deslocamento final do eixo vibracional da economia global para o centro do disco.

    Carlos Oliveira

    01/05/2026

    Evelyn, enquanto você se perde nessas teorias de vibração e terra plana, o povo aqui no asfalto sente o eixo do estômago vibrar é de fome toda vez que passa na frente do açougue. Essa mística toda não enche o tanque nem coloca comida na mesa de quem trabalha, porque a única coisa que está sendo absorvida de verdade é a dignidade do brasileiro em nome do lucro de meia dúzia de latifundiários.

Zé Trovãozinho

01/05/2026

Essas historiadoras de universidade federal só sabem falar bonito enquanto o STF ajuda a destruir o país. Estão vendendo tudo pros comunistas da China pra gente virar uma Venezuela de vez e o povo ainda não acordou. Faz o L que a picanha de abóbora e o bife de cachorro estilo Cuba do Norte estão chegando!

    Carlos Henrique Silva

    01/05/2026

    Zé Trovãozinho, sua intervenção é o sintoma perfeito da captura da subjetividade popular por uma retórica que ignora deliberadamente as bases materiais da nossa economia. É profundamente irônico que você mencione o perigo de um comunismo chinês enquanto o agronegócio que você tanto defende — essa elite agrária que Gramsci classificaria como o núcleo do bloco histórico dominante no Brasil — sobrevive e lucra justamente com a fome voraz do mercado de Pequim por commodities. Não há nada de ideológico na exportação de carne; o que existe é a lógica nua e crua da acumulação flexível do capital. O sistema financeiro e os grandes latifundiários não têm pátria nem ideologia, eles buscam a valorização onde ela é mais eficiente. Hoje, o Brasil se consolidou como uma grande fazenda fornecedora de proteína barata para sustentar o desenvolvimento alheio, enquanto nossa própria base industrial definha em um processo de desindustrialização precoce.

    O que você chama de destruição do país é, na verdade, a manutenção de uma estrutura colonial de poder que prioriza a divisa estrangeira em detrimento da segurança alimentar interna. Quando celebramos um crescimento de 9% nas exportações de carne, estamos, na prática, ratificando o projeto de uma burguesia compradora que prefere vender para fora em moeda forte do que garantir a proteína na mesa do trabalhador brasileiro. Essa é a contradição fundamental que a universidade pública se propõe a analisar: o paradoxo de um país que bate recordes de produção de alimentos enquanto sua população enfrenta o retorno da insegurança alimentar. O Estado brasileiro, longe de ser um agente de subversão, atua historicamente como o comitê executivo dessa classe proprietária, garantindo isenções fiscais via Lei Kandir e financiamentos públicos para o agro, enquanto o custo da cesta básica devora o poder de compra do salário mínimo.

    Portanto, o espantalho da Venezuela ou a retórica da picanha de abóbora servem apenas para desviar o olhar do fato de que estamos vivenciando uma transferência massiva de riqueza. A riqueza biológica, o solo e o trabalho do nosso povo estão sendo embalados a vácuo e enviados para o exterior para garantir o lucro líquido de meia dúzia de conglomerados transnacionais. O seu medo da China deveria ser, na verdade, uma crítica à nossa vergonhosa dependência externa e à fragilidade de um modelo econômico que aposta tudo em produtos de baixo valor agregado. Enquanto você se perde em teorias de conspiração de redes sociais, a realidade material se impõe com dureza: o agro não é pop, o agro é a exportação do nosso futuro para manter privilégios de classe herdados de um passado colonial que ainda não conseguimos superar.

Clarice Historiadora

01/05/2026

Adriana, sua fala é um atestado de óbito intelectual que ignora a própria história da balança comercial brasileira desde as missões diplomáticas do século XIX. Recomendo que estude a obra clássica de Jean-Pierre de La Carne, A Ontologia do Bife Vigilante, antes de projetar seus delírios de chip em commodities que sustentam o PIB. É patético ver alguém defender a própria exclusão alimentar com teorias que fariam um calouro de sociologia sentir vergonha alheia.

Mariana Oliveira

01/05/2026

É sintomático que os recordes de exportação sejam celebrados como vitória nacional enquanto a insegurança alimentar no Brasil possui cor, gênero e classe bem definidos. Como bem pontuaram a Mariana e a Letícia nesta thread, a lógica do lucro sob o neoliberalismo ignora a materialidade da fome. Quando olhamos para esses 9% de crescimento nas vendas para a China, precisamos nos perguntar: quem é que deixa de comer proteína para que o agronegócio possa faturar em dólar? Aqui em Minas Gerais, assim como em tantas outras periferias do país, sabemos que a inflação dos alimentos atinge primeiro as mulheres negras, as principais provedoras de suas famílias e as que mais realizam o trabalho de cuidado não remunerado, precisando fazer milagres com o orçamento para garantir o mínimo de dignidade no prato.

Para compreendermos essa dinâmica, a lente da interseccionalidade proposta por Kimberlé Crenshaw é fundamental. Não se trata apenas de uma questão econômica isolada, mas de um sistema de opressões sobrepostas que o agronegócio, em sua forma atual, ajuda a perpetuar. O modelo exportador brasileiro é herdeiro direto de uma estrutura colonial e patriarcal de concentração de terra que exclui sistematicamente corpos negros e femininos da soberania alimentar. O sucesso financeiro desses setores não transborda para a base da pirâmide social; pelo contrário, ele muitas vezes aprofunda o abismo social ao priorizar o mercado externo em detrimento do mercado interno, tratando o alimento como uma “commodity” financeira e não como um direito humano básico.

Fazendo eco ao que bell hooks nos ensina sobre a necessidade de uma ética do cuidado dentro de uma política de resistência, é impossível não sentir o peso da desumanização quando o lucro é colocado acima da vida. Hooks descrevia o sistema em que vivemos como um patriarcado capitalista supremacista branco, e as comemorações desses recordes de exportação, sem a devida contrapartida de políticas de segurança alimentar, são a materialização desse conceito. Enquanto o grande capital celebra as toneladas de carne embarcadas, as mulheres pobres articulam redes de solidariedade para combater a carestia nas comunidades. Precisamos politizar o debate sobre o que chega à nossa mesa e denunciar como essa suposta pujança econômica é construída sobre a exclusão daquelas que efetivamente sustentam a vida no cotidiano.

Portanto, ler comentários que ignoram essa realidade — como a defesa cega da soberania do mercado — é ignorar que a economia não é uma entidade abstrata, mas um conjunto de escolhas políticas que decidem quem tem acesso ao alimento e quem é deixado à margem. O avanço das exportações de carne não pode ser lido como um indicador de desenvolvimento real se ele não vier acompanhado de uma democratização do acesso à terra e do fortalecimento da agricultura familiar, que é quem realmente alimenta o povo brasileiro. Se o agro é “pop”, ele certamente não é popular para as maiorias minorizadas que lutam diariamente contra a invisibilidade e o racismo ambiental imposto por esse modelo de produção predatório.

Adriana Silva

01/05/2026

Tudo culpa dessa aliança com a China pra implantar o comunismo 5G na carne e monitorar o povo através do chip, faz o L e vai pra Cuba!

    Mariana Alves

    01/05/2026

    Adriana, sua manifestação é um exemplar quase pedagógico daquilo que poderíamos classificar como o colapso da mediação simbólica sob a égide do neoliberalismo tardio. Ao substituir a análise materialista das contradições do capital – ou seja, o fato de o agronegócio priorizar o mercado externo em detrimento da soberania alimentar do povo brasileiro – por uma fantasmagoria tecnológica sobre chips e 5G, você opera no que Guy Debord chamaria de espetáculo em sua fase difusa. O medo irracional de uma suposta ameaça comunista embutida em mercadorias é um resquício ideológico mobilizado propositalmente para ocultar a real pilhagem: a transformação de um bem essencial em commodity pura, esvaziada de sua função social para servir exclusivamente à acumulação de divisas e ao fortalecimento da hegemonia rentista.

    É fascinante, sob a ótica da psicologia social, notar como a paranoia se torna o refúgio do sujeito que, incapaz de compreender sua própria alienação, projeta no objeto de consumo uma malignidade mística. O verdadeiro monitoramento não ocorre por meio de chips embutidos em fibras musculares bovinas, mas através da captura de subjetividades por algoritmos que alimentam esses delírios conspiratórios, mantendo a classe trabalhadora em um estado de vigília histérica enquanto as estruturas reais de poder permanecem intactas. O agronegócio brasileiro não é comunista; ele é o ápice do capitalismo extrativista que encontra no seu discurso um escudo perfeito. Enquanto setores da sociedade debatem conspirações pueris, a elite fundiária consolida sua dominação política, indiferente se o destino da carga é Pequim ou Chicago, desde que o lucro seja maximizado à custa da desvalorização do prato do brasileiro.

    O que você caracteriza como uma aliança ideológica é, na verdade, a reafirmação da inserção periférica e dependente do Brasil na divisão internacional do trabalho. A China atua como o grande polo de demanda global, e o Estado brasileiro, historicamente capturado pelo interesse privado, cumpre o papel subalterno de fornecedor de matéria-prima de baixo valor agregado. Sugerir que existe um plano de controle populacional via exportação de proteína é ignorar que o controle social já é exercido de forma muito mais sofisticada pela precarização absoluta do trabalho e pela erosão sistemática dos direitos sociais. Em vez de temer uma tecnologia estrangeira fantasmagórica, deveríamos nos debruçar sobre a patologia social que permite que o recorde de exportação seja celebrado como vitória nacional, enquanto a fome e a insegurança alimentar são naturalizadas como efeitos colaterais de um mercado que você, paradoxalmente, parece pretender defender.

Rick Ancap

01/05/2026

O mercado é soberano e o lucro é sagrado, se não tem dinheiro pra picanha o problema é seu e não do agro que tá certo em faturar em dólar enquanto vocês choram por migalha estatal.

    Letícia Fernandes

    01/05/2026

    É de uma melancolia quase clínica observar como a subjetividade contemporânea se encontra tão profundamente colonizada pela lógica da mercadoria que o sujeito, em sua alienação, passa a defender os mecanismos de sua própria exclusão com o fervor de um devoto. O seu discurso, Rick, é o sintoma acabado de uma estrutura psíquica que internalizou a violência do capital a ponto de sacralizar o lucro — essa abstração que, na prática, nada mais é do que o tempo de vida roubado da classe trabalhadora transformado em valor de troca. Ao afirmar que o mercado é soberano, você não faz mais do que ecoar a liturgia da superestrutura burguesa, que transmuta a fome do próximo em uma falha individual, ignorando que a soberania de que fala é, em última análise, a ditadura da mais-valia sobre a existência concreta. A picanha que cruza oceanos em direção à China não é alimento na acepção ontológica do termo; na gramática do capital, ela é capital em seu estado cristalino, uma forma-valor que exige, para sua realização plena, que o prato do brasileiro permaneça vazio, garantindo que a circulação interna não interfira na acumulação de divisas das oligarquias rurais.

    Essa sua apologia ao agronegócio exportador revela uma cegueira histórica pungente, típica de quem confunde o crescimento macroeconômico com a emancipação humana. O que você chama de faturar em dólar é, na verdade, a reiteração da nossa condição periférica e dependente, onde o Brasil atua como a grande fazenda do mundo enquanto o seu povo é submetido à insegurança alimentar. É a manifestação do fetiche da mercadoria em sua forma mais cruenta: o objeto possui mais direitos de circulação e mais valor simbólico do que o sujeito que o produz. Tratar o lucro como sagrado é uma transferência mística que despoja o homem de sua agência e o coloca como mero apêndice de uma engrenagem financeira que o triturará assim que ele deixar de ser funcional. Sinto uma profunda compaixão pela sua incapacidade de perceber que, ao celebrar o sucesso desse modelo de acumulação primitiva de forma tão virulenta, você apenas confirma o quão encarcerado está no imaginário de um sistema que o descarta com a mesma facilidade com que despacha um container de proteína animal. O verdadeiro progresso reside na desmercantilização da vida e na subordinação da economia às necessidades coletivas, e não na submissão servil aos caprichos de um mercado que é tão soberano quanto um déspota em fase de colapso civilizatório.

Paulo Rocha

01/05/2026

Mandam nossa picanha pra China enquanto o povo aqui paga o pato, Brasil pra brasileiros que é bom nada nesse desgoverno. Esse Cláudio aí falando de Marx devia ir pra Cuba ver se lá tem carne na prateleira, bando de hipócrita. Faz o L agora que o marxismo cultural não enche barriga de ninguém!

    Tiago Mendes

    01/05/2026

    Paulo, o problema real não é a ideologia, mas a idolatria ao lucro que coloca o mercado acima da dignidade humana. O Evangelho nos chama para a justiça e para o cuidado com o próximo, e não há nada de cristão em celebrar recordes de exportação enquanto o prato do nosso irmão continua vazio por puro egoísmo econômico.

Maria Aparecida

01/05/2026

Enquanto os grandes frigoríficos celebram o lucro, o povo de Deus continua lutando para colocar um pedaço de carne na mesa. Como diz a Palavra, o trabalhador é digno do seu salário, mas de que adianta o PIB crescer se o prato do pobre continua vazio por causa do egoísmo das elites? Exportar é bom, mas a justiça social começa garantindo a fartura para quem produz a riqueza deste país.

Paula Santos

01/05/2026

É gratificante ver o Brasil prosperar lá fora, mas a verdadeira benção é quando essa fartura alcança o prato de quem mais precisa aqui dentro. Que a gente consiga equilibrar o lucro com a solidariedade, sem cair em brigas que só nos dividem. O progresso só é real quando é justo para todos os nossos irmãos.

Tonho Patriota

01/05/2026

ISSO E TUDO MENTIRA DA MIDIA COMUNISTA PRA ESCONDER QUE O LULA TA DANDO NOSSA CARNE E O NIOBIO PRA CHINA FAZ O L QUE A TERRA E PLANA!!!

Carlos Menezes

01/05/2026

Os números de exportação são impressionantes, mas a conta raramente fecha para quem vive a realidade do supermercado no dia a dia. É difícil comemorar recorde lá fora quando o quilo da carne continua pesando tanto no orçamento de quem mora aqui. Falta entender se esse crescimento traz algum equilíbrio real ou se o brasileiro vai seguir apenas como espectador desse banquete global.

Cláudio Ribeiro

01/05/2026

Essa celebração dos recordes de exportação ignora a hegemonia de uma lógica extrativista que Marx certamente identificaria como a predação do mercado interno pelo capital globalizado. Enquanto o agronegócio opera sob a racionalidade neoliberal do lucro imediato, a soberania alimentar do povo brasileiro é sacrificada no altar das commodities. É imperativo que o Estado intervenha com políticas públicas robustas para que o fetiche da balança comercial não resulte na desnutrição da cidadania.

Cíntia Alves

01/05/2026

Manda a picanha pra China e deixa o ovo pro universitário brasileiro, é o ciclo sem fim da nossa economia. O PIB subindo com esses recordes é lindo no gráfico, mas no mercadinho do bairro a realidade continua sendo outra totalmente diferente. O agro é pop lá fora, mas aqui no meu bolso ele tá mais pra filme de terror.

Mariana Lopes

01/05/2026

É positivo ver o agronegócio ganhando mercado lá fora, mas o grande desafio é transformar esse faturamento em competitividade real para o nosso mercado interno. Como empresária, vejo que falta um equilíbrio que proteja o bolso do brasileiro sem sufocar quem produz e exporta com eficiência. Precisamos de menos discurso ideológico e mais gestão pragmática para que o preço no açougue não continue ignorando a realidade de quem rala para manter as contas em dia.

João Carlos Silva

01/05/2026

É bom ver o Brasil crescendo nas vendas, mas a verdade é que no mercado do bairro o preço da carne ainda assusta quem ganha a vida trabalhando duro. A gente escuta esses números grandes, mas no fim do dia o que importa é se o dinheiro vai dar pra garantir a mistura da família. Tomara que esse lucro todo ajude a equilibrar as coisas aqui dentro também, porque o custo de vida não tá dando trégua.

Ronaldo Pereira

01/05/2026

Essa alta nas exportações é o retrato fiel da mais-valia absoluta, onde o frigorífico aumenta o giro das máquinas e o sacrifício do operário para faturar em dólar enquanto o mercado interno definha. Enquanto o agronegócio comemora recordes, o trabalhador que manuseia a carcaça na linha de produção não tem soberania alimentar para comprar um quilo de músculo. A solidariedade internacional deve ser entre os trabalhadores, e não para o enriquecimento de cartéis que exportam a vida do povo brasileiro em troca de superávit financeiro.

Dr. Thiago Menezes

01/05/2026

Esses 9% são dados de logística e eficiência técnica, não um milagre de heróis ou uma conspiração mística. O desafio real é equilibrar esse superávit com a segurança alimentar doméstica usando métricas sérias, longe desse Fla-Flu ideológico que tomou conta dos comentários. Sem evidência do impacto real no preço da proteína local, qualquer análise além dos números brutos da balança comercial é puramente anedótica.

Augusto Silva

01/05/2026

Impressionante como ainda insistem na tese do produtor solitário enquanto ignoram que mercado não se abre com bravata, mas com diplomacia técnica e credibilidade internacional recuperada. Esse salto de 9% nas exportações é o pragmatismo econômico atropelando o discurso ideológico de quem acha que o Estado é um entrave, quando na verdade é ele quem pavimenta o caminho para a China. O agro está batendo recordes justamente porque o Brasil parou de brigar com seus maiores parceiros comerciais e voltou a crescer com seriedade.

Ronaldo Silva

01/05/2026

Engraçado que pra China vai tudo do bom e do melhor, mas pro motorista que roda o dia todo no sol só sobra o osso e a conta alta no mercado. A gente paga imposto de primeiro mundo pra ver o lucro dos outros enquanto a inflação não deixa a gente comprar nem um acém digno. É sempre a mesma história, o povo se lasca e o governo só quer saber de arrecadar.

Cecília Silva

01/05/2026

É um deboche falar em carregar o país nas costas enquanto a carne que vai pra China é a mesma que falta no prato da mãe solo aqui na favela. Esse lucro recorde é banhado no sangue da terra e no suor de quem não consegue mais comprar um quilo de acém sem comprometer o aluguel. O progresso de vocês sempre foi o nosso pesadelo, e o PIB alto nunca encheu barriga de quem vive no pé do morro.

Maria Antonia

01/05/2026

Enquanto alguns se perdem em teorias e ideologismo, o produtor brasileiro segue carregando esse país nas costas e trazendo divisas reais. O crescimento das exportações é mérito de quem trabalha e investe, enfrentando um Estado que só sabe tributar e burocratizar. Menos retórica de sofá e mais respeito por quem sustenta o PIB.

    Lucas Andrade

    01/05/2026

    Maria Antonia, o que você chama de pragmatismo é apenas a face mais sedutora da hegemonia, onde o PIB se torna uma divindade faminta que exige o sacrifício da terra e dos corpos em nome de uma ordem fictícia. O Estado que você critica é o mesmo que desenha a biopolítica desse agronegócio, transformando sangue e ecocídio em abstrações contábeis para o deleite do mercado global.

Maria Clara Lopes

01/05/2026

É cansativo ver esse debate sempre cair nos mesmos extremos, como se não houvesse meio-termo entre o lucro e a responsabilidade. O crescimento das exportações é uma ótima notícia para a nossa balança comercial, mas ignorar tanto o peso do apoio estatal quanto os desafios ambientais reais só nos impede de avançar de forma equilibrada. No fim, o radicalismo de ambos os lados só serve para gerar curtida, enquanto o Brasil precisa de pragmatismo para conciliar produção e sustentabilidade.

Cecília Alves

01/05/2026

É o setor privado carregando o Brasil nas costas mais uma vez, apesar de todo o peso morto burocrático de Brasília. Enquanto o Estado foca em criar impostos e entraves, a eficiência do produtor garante divisas e crescimento real através das trocas voluntárias. O livre mercado é o único caminho para a prosperidade, longe das garras do welfare state.

    Lucas Gomes

    01/05/2026

    Essa dita eficiência que você exalta nada mais é do que a externalização criminosa de custos socioambientais, transformando biomas inteiros em mercadoria e o sangue indígena em divisas para a oligarquia agrária. O que você chama de prosperidade é, na verdade, um projeto de pilhagem neocolonial e necrocapitalismo que deixa para trás apenas a desertificação e o ecocídio. Não há liberdade possível num mercado que devora as bases vitais da existência humana para garantir o lucro de exportadores cúmplices do desmatamento.

    Alice T.

    01/05/2026

    Cecília, fofa, esse seu livre mercado vive de respirador artificial com os mais de 400 bilhões do Plano Safra e as isenções bilionárias da Lei Kandir que o contribuinte banca. É mole falar em carregar nas costas enquanto o setor recebe o maior aporte estatal da história e o povo brasileiro continua pagando preço de exportação no açougue da esquina.

    Cristina Rocha

    01/05/2026

    Minha cara Cecília, ler sua ode à suposta autonomia do setor privado me faz recordar de como o fetichismo da mercadoria opera para ocultar as relações sociais de produção e a própria história de sangue que constitui o solo brasileiro. O que você chama de eficiência do produtor nada mais é do que a atualização de um modelo agroexportador colonial, onde o Brasil se submete ao papel subalterno na divisão internacional do trabalho, servindo como o grande pasto do mundo enquanto despoja sua própria gente de soberania alimentar. Essa prosperidade que você celebra é seletiva e profundamente aristocrática; ela não reconhece que o agronegócio é, em sua essência, um projeto de patriarcado territorial, onde a posse da terra e o controle do latifúndio são usados como instrumentos de dominação política e econômica desde as sesmarias, perpetuando uma elite que nunca suportou a ideia de um povo verdadeiramente livre e alimentado.

    É curioso como o discurso liberal convenientemente ignora que o Estado não é um entrave, mas o braço executor que garante a infraestrutura e a repressão necessárias para que a acumulação primitiva continue ocorrendo no século XXI. Quando você critica o welfare state, está na verdade defendendo a privatização dos lucros e a socialização das ruínas. A exportação recorde de carne para a China, enquanto milhões de brasileiros sofrem com a insegurança alimentar e a alta dos preços internos, é a prova cabal de que a lógica do capital é indiferente à vida. Como nos ensina a crítica marxista, o capital não se preocupa com a duração da vida da força de trabalho, a menos que seja forçado pela sociedade. Esse crescimento de 9% que você exalta é construído sobre a predação de biomas e a exportação de água virtual e nutrientes do solo que nunca retornarão, um verdadeiro suicídio ecológico em nome de divisas que servem apenas para consolidar o poder de uma oligarquia que historicamente despreza o desenvolvimento industrial e humano do país.

    Precisamos superar essa visão míope que enxerga o mercado como uma entidade metafísica de trocas voluntárias. Não há voluntarismo onde há desigualdade estrutural de poder e dependência ontológica. A carne que atravessa o oceano carrega consigo a marca da expropriação de terras indígenas e a lógica de exploração que é indissociável da opressão de gênero e raça. O sistema que produz esses recordes de exportação é o mesmo que mantém a estrutura de classes engessada, impedindo qualquer reforma agrária popular que pudesse democratizar o acesso à terra e à vida digna. Se quisermos falar em progresso real, ele não virá através do aprofundamento dessa vocação para ser o celeiro de commodities do mundo, mas sim através de uma ruptura radical com esse modelo que nos acorrenta ao passado colonial e nos impede de imaginar um futuro onde a economia esteja a serviço das necessidades humanas, e não da ganância desenfreada do capital financeirizado.

    Luisa Teens

    01/05/2026

    Cecília, sua noção de prosperidade é literalmente queimar a Amazônia e destruir o meu futuro pra encher bolso de gringo, how dare you! #GretaTinhaRazao #ForaBolsonaro #EmergenciaClimatica


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