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PT aprova manifesto que mira reeleição de Lula e critica Trump

41 Comentários🗣️🔥 Participantes do 8º Congresso Nacional do PT em Brasília, com telões exibindo o presidente Lula. (Foto: cartacapital.com.br) O Partido dos Trabalhadores encerrou seu Congresso Nacional com a aprovação de um manifesto que coloca a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no centro da estratégia política para os próximos dois anos. O […]

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Participantes do 8º Congresso Nacional do PT em Brasília, com telões exibindo o presidente Lula. (Foto: cartacapital.com.br)

O Partido dos Trabalhadores encerrou seu Congresso Nacional com a aprovação de um manifesto que coloca a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no centro da estratégia política para os próximos dois anos.

O texto alerta que a votação de 2026 será determinante para a correlação de forças democráticas no mundo. Internamente, reafirma o papel do país como ator-chave nas articulações do Sul.

Ao citar Donald Trump como símbolo do avanço da extrema-direita, a legenda argumenta que derrotar projetos análogos é essencial para preservar direitos sociais. A direção petista sustenta que o país reúne dimensão territorial, capacidade produtiva e riqueza natural suficientes para liderar agendas de desenvolvimento que questionem a hegemonia financeira especulativa.

Conforme detalhou a Carta Capital, Lula não esteve presente na plenária final porque passou o fim de semana em São Paulo para procedimentos médicos. O presidente enviou recado de confiança na mobilização construída pelo partido.

O documento indica que a hegemonia do rentismo só será enfrentada com uma aliança entre empresariado produtivo, movimento sindical e organizações populares. O foco proposto é em investimentos públicos com ênfase em inovação e inclusão.

Nesse espírito, o texto propõe modernizar a atuação diante da nova classe trabalhadora, combinando fortalecimento da negociação coletiva com estruturas de economia solidária. O objetivo é ampliar renda e formalizar ocupações emergentes.

Para apoiar essa virada organizativa, a sigla recomenda instituir um processo permanente de transição geracional que limite a dois mandatos consecutivos os cargos internos. O manifesto também assegura paridade de gênero em todos os espaços de decisão como condição inegociável para a renovação partidária.

Os delegados defenderam que a coalizão pela democracia assuma contornos programáticos, estimulando investimentos industriais, integração latino-americana e políticas de bem-estar financiadas por reforma tributária progressiva. A proposta é que o bloco democrático opere como força propositiva com agenda econômica própria.

Ao concluir, o manifesto relembra que o país dispõe do pré-sal, de uma matriz energética limpa e de liderança regional no BRICS. Esses ativos, articulados a uma vitória eleitoral em 2026, poderão influenciar positivamente a governança global contra tendências ultranacionalistas.


Leia também: Lula chama guerra no Irã de inconsequente e diz que eventual ação de Trump na eleição brasileira poderia favorecê-lo


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Cíntia Ribeiro

03/05/2026

Lurdinha, com todo respeito, confundir um manifesto partidário com fechamento de igrejas é um salto lógico que não se sustenta. O PT sempre teve suas contradições internas, mas o que vejo aqui é um cálculo eleitoral previsível: ancorar a campanha de Lula no antipetismo internacional enquanto o país precisa de reformas institucionais reais. O que me preocupa é que, sem um debate substantivo sobre governança e equilíbrio de poderes, esse tipo de discurso só aprofunda a polarização e enfraquece a democracia que dizem defender.

Lurdinha Deus Acima de Todos

03/05/2026

Amém 🙏🇧🇷 o povo brasileiro não cai nesse papo de comunista não, vão fechar as igrejas e perseguir cristão, isso sim é o plano deles!

Rodrigo RedPill

03/05/2026

Lucas, você acha que reforma administrativa vai resolver algo num país onde o Estado já engole 40% do PIB? O problema não é gasto, é incompetência. Enquanto isso, eu sigo meu plano de acumular Bitcoin e estudar análise técnica — quem depende de político pra sobreviver financeiramente já nasceu perdedor. Esse manifesto é só mais um circo pra manter a massa distraída enquanto a inflação corrói o poder de compra de quem trabalha de verdade.

Ana Costa

03/05/2026

Lucas, você tem um ponto sobre a necessidade de propostas econômicas mais concretas, mas acho que subestima o peso geopolítico de Trump no cenário global. Dados do Pew Research mostram que a aprovação dos EUA despencou em mercados emergentes durante a gestão dele — ignorar isso seria omissão. O problema, pra mim, é o manifesto soar mais como um documento de campanha do que como um plano de governo factível. Cadê a meta fiscal clara e a proposta de simplificação tributária que o Brasil precisa, independente de quem está na Casa Branca?

Lucas Moreira

03/05/2026

Pedro, você tocou no ponto exato. Enquanto o PT gasta tempo e tinta atacando Trump, a conta chega: inflação na cara, juro real nas alturas e o Estado engolindo 40% do PIB. Reeleição com base em discurso antiamericano não paga conta de luz. Cadê a proposta de reforma administrativa, de abertura comercial, de redução da máquina? Enquanto isso, o mercado opera no 0 a 0, esperando o Brasil parar de remar contra a própria economia.

    Mariana Alves

    03/05/2026

    Lucas, sua crítica carrega um pressuposto que precisa ser desmontado: a ideia de que criticar Trump e defender pautas econômicas domésticas são movimentos excludentes. Na verdade, são faces da mesma moeda. O discurso antiamericano que você menciona não é um mero exercício de marketing; é uma leitura geopolítica concreta. Trump representa a radicalização do neoliberalismo beligerante, a desregulamentação selvagem e o ataque sistemático a direitos trabalhistas e ambientais. Ignorar isso enquanto se cobra “abertura comercial” é fazer o jogo de quem quer transformar o Brasil em plataforma de exportação de commodities sem qualquer soberania industrial. O mercado não opera no 0 a 0 por acaso: ele reage à instabilidade gerada justamente por esse modelo que você defende, que precariza o trabalho e concentra renda.

    Sobre a conta que chega: inflação e juros altos são fenômenos globais, agravados pela guerra na Ucrânia e pela política monetária agressiva do Federal Reserve. O Brasil não é uma ilha. O que o PT propõe, ao mirar Trump, é justamente construir um bloco de resistência que permita ao país negociar de forma menos assimétrica com as grandes potências. Reforma administrativa? Claro, mas qual? A que o mercado pede, de cortar direitos e privatizar o serviço público, ou uma que racionalize gastos sem destruir o Estado como garantidor de direitos? O manifesto não é um plano de governo detalhado, é uma declaração de princípios. Quem espera que um documento político substitua um programa econômico de centenas de páginas está confundindo os gêneros textuais.

    Por fim, você pergunta cadê a proposta de redução da máquina. Eu pergunto: cadê a proposta de taxar grandes fortunas, de regular o sistema financeiro, de fortalecer a Previdência pública? O discurso da eficiência estatal virou mantra da direita para justificar o desmonte. O Estado brasileiro não engole 40% do PIB por acaso; ele sustenta aposentadorias, SUS, educação pública. Reduzir a máquina sem discutir para quem ela serve é o mesmo que pedir para o Estado abdicar de seu papel indutor do desenvolvimento. O PT erra, sim, em muitas coisas, mas o erro não é criticar Trump. O erro é não ter ido mais fundo na crítica ao capitalismo financeirizado que nos coloca nessa encruzilhada. O debate não é entre “abertura” e “fechamento”, mas entre um projeto de nação soberana e a submissão ao mercado internacional.

Evelyn Olavo

03/05/2026

Capitão Tavares, você realmente acredita nessa narrativa de que as Forças Armadas vão “salvar” o Brasil? Isso é papo de quem nunca leu um livro de história e acha que golpe resolve problema. O PT tem seus defeitos, mas comparar com o desastre que foi a gestão Trump é querer fazer média com a extrema direita.

    Pedro Almeida

    03/05/2026

    Evelyn, você tem razão ao lembrar que a história nos mostra como golpes militares nunca resolveram problemas estruturais — pelo contrário, aprofundaram desigualdades e autoritarismo. O problema do manifesto não é criticar Trump, que de fato representa um desastre civilizatório, mas sim a ausência de uma autocrítica que articule essa luta externa com a reconstrução interna de um projeto democrático e popular.

João Carlos da Silva

03/05/2026

Ricardo, você tocou num ponto central. O manifesto parece mais um exercício de marketing político do que uma análise crítica do momento que vivemos. Criticar Trump é o óbvio, mas sem autocrítica sobre os próprios limites da gestão petista, o discurso perde força e vira apenas peça de campanha. Gramsci já nos alertava sobre a hegemonia cultural: quando a esquerda abandona a reflexão honesta sobre seus erros, entrega o terreno para o conservadorismo ocupar o espaço da crítica legítima.

Ricardo Almeida

03/05/2026

Interessante como o manifesto gasta tanta energia criticando Trump, mas passa batido em fazer uma autocrítica minimamente honesta sobre os próprios erros de gestão. Se a estratégia é só apontar o dedo pra fora e ignorar os problemas internos, o discurso perde credibilidade rapidinho.

Capitão Tavares 🇧🇷

03/05/2026

Célia, você é o retrato do Brasil que está perdido. Enquanto esse bando fica fazendo teatro de reeleição e criticando Trump, o país afunda na corrupção e na falta de segurança. O PT já mostrou a que veio: roubalheira e desgoverno. Se as Forças Armadas não tomarem uma atitude logo, vamos continuar nesse circo. Reeleição do Lula é o fim da picada.

Bia Carioca

03/05/2026

Cíntia, entendo seu ponto sobre querer mais propostas concretas, mas num cenário de avanço da extrema-direita global, criticar Trump não é só “fácil”, é necessário. O PT precisa sim se posicionar contra esse desmonte neoliberal e autoritário. E sobre reeleição, Lula tem entregado mais que muito governo por aí, especialmente retomando obras e investimentos em infraestrutura que estavam parados.

Cíntia Alves

03/05/2026

Célia, acho que você passou um pouco do ponto, mas entendo a frustração. O que me incomoda nesse manifesto é que ele parece mais um documento de campanha do que uma reflexão séria sobre os rumos do país. Criticar Trump é fácil e até justo, mas sem propostas concretas para economia e segurança, fica parecendo cortina de fumaça.

Célia Carmo

03/05/2026

Lucas Alves, falou pouco mas falou bosta! #Lula2026 e o Trump que se exploda, patrão safado!

Lucas Alves

03/05/2026

Sandra, autocrítica e PT na mesma frase é quase um paradoxo lógico, né? O manifesto critica Trump mas esquece de mencionar os próprios escândalos de corrupção – clássico. Se querem reeleição, que tal apresentar dados concretos de melhora econômica em vez de apontar o dedo pra fora?

Sandra Martins

03/05/2026

Acho curioso como esse manifesto fala em criticar Trump mas não faz uma autocrítica sincera sobre os próprios erros do PT. Como cristã, aprendi que apontar o dedo pros outros sem olhar pra si mesmo não é caminho de Deus nem de boa política. Reeleição é direito de qualquer um, mas precisamos de mais serviço e menos propaganda partidária.

Zé do Povo

03/05/2026

PT SÓ SABE MAMAR NAS TETAS DO ESTADO E AINDA QUER REELEIÇÃO? 😡 VERGONHA NACIONAL! ESSE MANIFESTO É PURA PROPAGANDA COMUNISTA!

    Ana Karine Xavante

    03/05/2026

    Zé do Povo, deixa eu ver se entendi: o Estado brasileiro, que arrecada trilhões e deveria garantir saúde, educação e terra pra quem sempre viveu aqui, é uma “teta” que só o PT mama? Pois saiba que o povo indígena e as comunidades tradicionais nunca tiveram acesso a essa teta. O Estado sempre foi uma máquina de sugar nossos territórios, nossos rios e nosso modo de vida. Quando você chama de “propaganda comunista” um manifesto que defende regulação econômica e direitos sociais, você está repetindo o mesmo discurso que justificou a ditadura militar, que matou e silenciou lideranças indígenas e camponesas. O PT não é perfeito, longe disso — já fez concessões que eu mesma critiquei —, mas chamar de comunismo o que é social-democracia básica é um atalho intelectual preguiçoso que ignora que o Brasil é um dos países mais desiguais do planeta.

    Agora, sobre “mamar nas tetas do Estado”: você já parou pra pensar quem realmente se beneficia do Estado brasileiro? São os grandes frigoríficos que desmatam a Amazônia com subsídios fiscais, os ruralistas que pegam crédito público a juro negativo, as mineradoras que exploram terra indígena sem nos consultar. O Estado brasileiro sempre foi uma mãe generosa para o agronegócio e o capital financeiro. Quando o PT propõe um Estado que regule o mercado, combata a evasão fiscal e invista em políticas sociais, ele está tentando virar essa mesa — e é por isso que a elite reage chamando de comunismo. O problema não é o Estado em si, é a quem ele serve. E, francamente, ver alguém que provavelmente votaria em candidatos que defendem menos Estado para os pobres e mais Estado para os ricos me acusar de “mamar” é, no mínimo, irônico.

    Por fim, essa ideia de que o manifesto é “pura propaganda” ignora que ele foi construído com participação de movimentos sociais, indígenas, quilombolas e sindicatos. Eu estava em algumas dessas discussões. Não é um texto vazio — é uma tentativa de articular uma resposta ao avanço da extrema direita global, que no Brasil já nos custou vidas indígenas, queimadas criminosas e a destruição de órgãos ambientais. Se você acha que criticar Trump e defender reeleição é vergonha nacional, sugiro olhar para os países onde a extrema direita já governou: os Estados Unidos de Trump aprofundaram a desigualdade e negaram as mudanças climáticas; o Brasil de Bolsonaro acelerou o genocídio indígena. O manifesto não é salvação, mas é um norte. E, se você quer realmente debater, larga o CAPS LOCK e vem conversar com a gente que vive na linha de frente dessa luta.

Helton Barros

03/05/2026

Esse tal de PT e Lula são uma vergonha nacional. Ficam criticando Trump que ao menos defende a soberania do seu país, enquanto aqui entregam o Brasil de bandeja pro globalismo e ainda querem enfiar essa ideologia de gênero nas escolas. Reeleição do Lula é a receita pra continuar destruindo a família e a pátria.

    Francisco de Assis

    03/05/2026

    Helton, meu filho, soberania é ter indústria nacional forte, emprego e povo alimentado, não ficar de joelho pra mercado financeiro igual o Trump faz. Esse papo de ideologia de gênero é cortina de fumaça pra esconder que o Brasil cresceu mais nos governos Lula do que em qualquer época que te meteram na cabeça que foi boa.

Adriana Silva

03/05/2026

Faz o L e vai pra Cuba, Maria Aparecida! Esse manifesto é puro comunismo disfarçado de justiça social.

    João Carvalho

    03/05/2026

    Adriana, acho curioso que você chame de comunismo um manifesto que defende regulação econômica e ampliação de direitos sociais — exatamente o que a social-democracia europeia pratica há décadas sem ser confundida com Havana. Reduzir o debate a Cuba é um atalho retórico que ignora o que o documento realmente propõe.

    Samara Oliveira

    03/05/2026

    Adriana, Cuba não é o inferno que pintam, mas também não é modelo pra nada — o que o manifesto defesa é o que a Bíblia chama de justiça: o Estado cuidar de quem tá caído na beira do caminho. Se pra você isso é comunismo, então Jesus era comunista, porque Ele mandou repartir o pão.

Carlos Rocha

03/05/2026

Mais um congresso do PT pra gastar dinheiro público e aprovar um manifesto que é pura propaganda. Enquanto isso, o brasileiro paga imposto pra caramba e não vê retorno. Reeleição do Lula? Só se for pra continuar essa farra com o dinheiro do contribuinte.

    Maria Aparecida

    03/05/2026

    Carlos, a Bíblia nos ensina que o Estado existe para promover justiça e amparar o pobre, não para servir de balcão de negócios. Se você acha que pagar imposto é farra, talvez esteja confundindo o que é gasto com o que é investimento em quem mais precisa.

Roberto Lima

03/05/2026

Marta, com todo respeito, a senhora está confundindo Estado ineficiente com Estado grande. O problema não é falta de gente no INSS, é excesso de burocracia e dinheiro mal gasto. Esse manifesto do PT é mais do mesmo: gastança, reeleição e culpar os outros. Enquanto isso, o agro produz e o governo só atrapalha com imposto e regulação.

    Mariana Oliveira

    03/05/2026

    Roberto Lima, você toca num ponto que merece ser aprofundado para além da dicotomia “Estado grande versus Estado ineficiente”. Concordo que ineficiência existe e é um problema real — filas no INSS, burocracia asfixiante, dinheiro mal alocado. Mas a armadilha do seu argumento está em tratar esses dois problemas como se fossem mutuamente excludentes, quando na verdade eles se retroalimentam num sistema desenhado para beneficiar quem já está no topo. A crítica ao “Estado grande” muitas vezes serve de cortina de fumaça para desmontar a capacidade estatal de regular justamente os setores que mais concentram riqueza e poder, como o agronegócio que você menciona. Não se trata de ser contra o agro produtivo — seria tolice negar sua relevância na balança comercial. A questão é que a produtividade do agro brasileiro vem acompanhada de externalidades que o mercado, sozinho, jamais internalizará: contaminação por agrotóxicos que atinge comunidades rurais e periferias, concentração fundiária que expulsa populações tradicionais e trabalhadores rurais para as bordas das cidades, e um passivo ambiental que o país inteiro paga com desastres climáticos cada vez mais frequentes.

    Quando você diz que “o governo só atrapalha com imposto e regulação”, está reproduzindo uma visão liberal clássica que ignora décadas de pesquisa sobre como a ausência de regulação aprofunda desigualdades estruturais. Kimberlé Crenshaw, ao cunhar o conceito de interseccionalidade, nos mostra que as opressões não atuam de forma isolada — e a desregulação econômica é um vetor que atravessa raça, gênero e classe de maneiras distintas. Uma trabalhadora negra da periferia rural não sofre com o “excesso de burocracia” da mesma forma que um grande produtor rural. Para ela, a ausência de fiscalização trabalhista e ambiental significa salário abaixo do mínimo, exposição a agrotóxicos sem proteção e despejo quando a terra valoriza. O Estado que você critica como “cabide de emprego” é o mesmo que, quando funciona, garante que essa trabalhadora tenha acesso a atendimento médico no SUS quando adoece por contaminação química, ou que seus filhos estudem em escola pública. A ineficiência é real, mas a solução não é encolher o Estado — é fortalecê-lo com controle social e direcionamento orçamentário para quem mais precisa.

    bell hooks, em “O Feminismo É Para Todo Mundo”, lembra que a verdadeira liberdade não pode ser pensada apenas como ausência de interferência estatal, mas como capacidade real de escolha e acesso a condições dignas de vida. O manifesto do PT que você critica, com todos os seus defeitos de linguagem partidária, ao menos tenta recolocar no centro do debate essa pergunta incômoda: liberdade para quem? O empreendedor que você defende tem liberdade para explorar, poluir e concentrar renda, enquanto a maioria da população brasileira — especialmente mulheres negras e periféricas — enfrenta a “liberdade” de se virar sem creche, sem transporte público de qualidade, sem atendimento de saúde. Reeleger Lula não é garantia de um governo perfeito, longe disso, mas é a recusa em aceitar que o único caminho é o desmonte do que resta de proteção social. O problema não é o Estado regular o agro; é que ele regula mal, de forma capturada pelos interesses que deveria controlar. E isso, sim, é uma discussão que o manifesto tenta, ainda que de forma imperfeita, recolocar na mesa.

    Mariana Ambiental

    03/05/2026

    Roberto, você acertou em cheio ao separar ineficiência de tamanho do Estado, mas aí cai na armadilha de achar que o agro produz apesar do Estado e não com ele — crédito rural, Embrapa, infraestrutura de escoamento, tudo isso é Estado. O que o manifesto critica não é produção, é o modelo predatório que joga o custo da sujeira no colo da sociedade enquanto privatiza o lucro.

Ricardo Menezes

03/05/2026

Renato Professor, seu discurso sobre “poder de compra simétrico” é bonito na teoria, mas na prática o que o PT faz é aumentar imposto e encher o Estado de cabide de emprego enquanto o empreendedor quebra. Reeleição do Lula com essa turma é garantia de mais burocracia e menos liberdade pra quem produz.

    Marta

    03/05/2026

    Ricardo Menezes, meu filho, senta aqui que a vovó vai te contar uma história. Você fala em “aumentar imposto e encher o Estado de cabide de emprego” como se o Brasil tivesse um Estado grande. Deixa eu te perguntar: você já viu a fila do INSS? Já tentou marcar uma consulta no SUS? Já viu uma escola pública com infraestrutura decente? Pois é, o que nós temos não é um Estado grande, é um Estado quebrado, sucateado e mal gerido. O PT aumentou imposto sobre lucro e dividendos? Aumentou, sim, e fez certo, porque enquanto o mercado financeiro bate recorde de lucro, o povo passa fome. Agora, me diga: que “liberdade pra quem produz” é essa que só funciona quando o trabalhador não tem direito a vale-transporte, salário mínimo digno ou aposentadoria? Liberdade pra acumular riqueza às custas do suor alheio? Isso não é liberdade, menino, isso é exploração.

    Você reclama de burocracia, mas esquece que foi justamente nos governos Lula que o Brasil criou mais empregos formais, com carteira assinada, e que o empreendedorismo de verdade — aquele do pequeno comerciante, do artesão, do agricultor familiar — floresceu com crédito do BNDES e programas como o Microempreendedor Individual. Burocracia não se resolve desmontando o Estado, se resolve com gestão competente. O que o PT sempre tentou fazer foi usar o Estado como indutor do desenvolvimento, e não como entreguista das riquezas nacionais. Se você acha que o problema do Brasil é excesso de Estado, sugiro dar uma olhada nos países nórdicos, que têm carga tributária alta, Estado forte e, pasme, são referência em qualidade de vida e inovação.

    E sobre essa história de “cabide de emprego”, meu anjo, vamos combinar: o que mais vimos nos últimos anos foi nomeação de gente sem currículo pra cargos de confiança em troca de apoio político, mas isso não é invenção do PT, é vício da política brasileira. Agora, o que o governo Lula fez foi tentar reconstruir carreiras de Estado, valorizar servidores públicos que estavam com salários congelados há anos e repor quadros técnicos que foram expulsos durante o desgoverno anterior. Se você chama isso de cabide, então me explique como um país pode funcionar sem professores, médicos, engenheiros e fiscais concursados. O empreendedor não quebra por causa do imposto, Ricardo, ele quebra porque falta crédito, falta planejamento e falta um Estado que olhe pra ele como parceiro, e não como inimigo. O manifesto do PT critica Trump justamente porque sabe que o caminho do “cada um por si” só aprofunda a desigualdade. Vem cá, toma um café com a vovó e a gente conversa com calma, sem essa de “liberdade” pra quem já nasceu rico.

    Lucas Gomes

    03/05/2026

    Ricardo Menezes, sua noção de “liberdade pra quem produz” é a liberdade do agronegócio desmatar o Cerrado sem multa, da mineradora envenenar rios sem licença, do empreendedor pagar salário de fome sem fiscalização. O Estado que você chama de cabide de emprego é o mesmo que segura o mínimo de dignidade para quem não tem terra nem capital.

Carlos Meirelles

03/05/2026

Luizinho 16, se bilionário não vai baixar preço de arroz por bondade, vai ser por concorrência — coisa que falta num mercado travado por imposto e regulação. O manifesto do PT é só a velha cartilha: gastar mais, regular mais, e no fim quem paga a conta é o contribuinte. Reeleição com discurso de confronto externo não põe comida na mesa de ninguém.

    Renato Professor

    03/05/2026

    Carlos Meirelles, concorrência pressupõe poder de compra simétrico, coisa que não existe quando o setor está oligopolizado e o Estado desmonta estoques reguladores. O manifesto do PT pode ser cartilha, mas a sua é a do manual de economia que ignora que, sem regulação, o preço do arroz não cai por concorrência — sobe por cartel.

Maria Antonia

03/05/2026

Carlos, você tocou no ponto certo: enquanto o PT faz congresso para atacar Trump e garantir a reeleição do Lula, o brasileiro comum tá preocupado é com o preço do arroz e a falta de emprego. Esse manifesto é só mais um exercício de marketing político, não tem uma linha sobre como destravar a economia e reduzir o tamanho do Estado.

    Carlos Oliveira

    03/05/2026

    Maria Antonia, concordo que o preço do arroz aperta no fim do mês, mas reduzir o Estado é receita de sempre que só enfraquece o SUS e a educação pública. Esse manifesto pode ser marketing, mas a briga contra Trump não é descolada da realidade: o protecionismo dele afeta o agro e, no fim, o preço do seu arroz também.

    João Silva

    03/05/2026

    Maria Antonia, o preço do arroz não cai por decreto liberal, cai com regulação e política agrícola, e reduzir o Estado é justamente o que aprofunda a desigualdade que mantém o trabalhador refém do preço do supermercado. Enquanto a direita repete o mantra do Estado mínimo, esquece que foi o Estado que financiou o agro e segurou o emprego na pandemia; marketing político tem é quem acredita que mercado resolve tudo sozinho.

    Luisa Teens

    03/05/2026

    Reduzir o Estado é só desculpa pra deixar a Amazônia queimar e os ricos pagarem menos imposto, Maria Antonia, enquanto o povo morre na fila do SUS.” #ForaBolsonaro

    Luizinho 16

    03/05/2026

    Reduzir o tamanho do Estado é o que eles chamam de ‘destravar a economia’ pra ver se a gente acredita que bilionário vai baixar o preço do arroz por bondade, Maria Antonia.

Carlos Mendes

03/05/2026

Mais um congresso do PT para gastar dinheiro público e aprovar o obvio: Lula quer se reeleger. Enquanto isso, a economia patina, o desemprego não cai e eles só pensam em atacar Trump e manter o poder. Cadê o manifesto para cortar impostos e gerar emprego?

    Lucas Andrade

    03/05/2026

    Carlos, a crítica à “gastança pública” já é tão previsível quanto a pauta do agronegócio na Faria Lima, mas o que me intriga é essa nostalgia liberal que acredita que cortar impostos por si só gera emprego — como se o mercado fosse um deus benévolo e não uma máquina de concentrar renda. Enquanto vocês pedem um manifesto fiscal, o PT tenta articular um discurso contra o fascismo global, e aí fica a pergunta: quem realmente está distraído com o poder, o partido que critica Trump ou quem acha que a solução é mais austeridade para os pobres?

    Julia Andrade

    03/05/2026

    Carlos, sua provocação levanta um ponto que merece ser desdobrado com mais cuidado, porque ele revela uma armadilha discursiva que a direita brasileira adora repetir: a ideia de que criticar Trump e defender a reeleição de Lula são movimentos excludentes, como se a política externa fosse um mero acessório diante da “verdadeira” pauta econômica. Mas a verdade é que o manifesto do PT não está “atacando Trump” por esporte ou por obsessão ideológica — ele está respondendo a um contexto geopolítico concreto, em que a extrema direita global articula uma rede de desinformação e ataques coordenados contra democracias periféricas. Ignorar isso é tratar a política como se ela acontecesse numa bolha, como se o Brasil não fosse afetado pelo que Trump representa: um projeto de poder que solapa instituições, normaliza o autoritarismo e, sim, interfere diretamente em economias como a nossa, via pressões comerciais e financeiras.

    Você pergunta “cadê o manifesto para cortar impostos e gerar emprego”, como se essas fossem as únicas variáveis relevantes. Mas a história recente mostra que cortar impostos de forma desordenada, sem contrapartidas sociais, não gera emprego — gera concentração de renda. O que o governo Lula tem feito, com o PAC, o Minha Casa Minha Vida retomado e a valorização real do salário mínimo, é justamente o oposto dessa lógica liberal que você defende: injetar recursos na base da pirâmide, que é quem de fato consome e movimenta a economia real. O desemprego não caiu da noite para o dia porque a herança deixada pelo governo anterior foi um desastre — desindustrialização, inflação de alimentos, juros estratosféricos. E mesmo assim, os números de emprego formal têm mostrado recuperação lenta, mas consistente.

    Sobre a suposta “gastança pública”: acho curioso como o mesmo discurso que critica gastos do PT silencia sobre os bilhões perdidos com a renúncia fiscal para o agronegócio e para o mercado financeiro, ou sobre os juros da dívida pública que consomem um terço do orçamento. Se a preocupação fosse genuína com o dinheiro público, a cobrança seria por taxar grandes fortunas e regular o sistema financeiro, não por cortar investimentos que mantêm gente viva. O manifesto do PT não é sobre “manter o poder” — é sobre oferecer um projeto de país que disputa narrativa com o desmonte civilizatório que Trump e seus equivalentes brasileiros representam. Se você acha que isso é irrelevante, sugiro olhar para a Argentina de Milei: cortar impostos e “enxugar o Estado” não gerou emprego, gerou miséria.


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