O ex-presidente do PT José Genoino lançou um apelo público direto ao presidente Lula para que substitua o senador Jaques Wagner na liderança do governo no Senado Federal.
Em entrevista ao canal DCMTV, Genoino classificou a atuação de Wagner nos recentes embates legislativos como “sofrível”. Denunciou o que chamou de “compadrio” com forças de direita no Congresso.
O dirigente histórico do PT citou três episódios como evidências de uma articulação contrária ao Palácio do Planalto. O primeiro foi a derrota governista na votação sobre a dosimetria das penas dos envolvidos nos atos do 8 de Janeiro. O segundo foi o fatiamento do veto presidencial a mudanças na Lei de Execução Penal.
O terceiro foi a articulação que barrou a indicação do Advogado-Geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal. Segundo Genoino, o processo não chegou a uma votação formal, mas foi inviabilizado por pressões internas antes mesmo de ser submetido ao plenário.
Genoino apontou o presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Davi Alcolumbre, como o principal articulador do bloqueio à indicação de Messias. Segundo o petista, quando Alcolumbre antecipou publicamente o resultado contrário à indicação, Wagner teria reagido com naturalidade em vez de indignação.
Na leitura de Genoino, essa postura expressa distanciamento da pauta democrática central do governo. Para ele, a presença de Wagner à frente da liderança compromete a autoridade do Executivo ao sinalizar tolerância com “conciliações por cima”.
Genoino defendeu que o PT recupere sua tradição de diálogo com a base social. Na sua avaliação, concentrar energia em liberações de emendas parlamentares não rende estabilidade política verdadeira.
Conforme reportagem do Diário do Centro do Mundo, Genoino enfatizou que “a avenida do presidente está nas ruas”. Cobrou de Lula uma resposta que passe pela mobilização popular permanente.
A tese central do dirigente é que o governo possui capital político suficiente para pressionar o Congresso por fora. Mas desperdiça essa vantagem ao se concentrar exclusivamente na aritmética do plenário.
Ao tratar da indicação de Messias ao STF, Genoino reconheceu o notável saber jurídico do Advogado-Geral da União. Avaliou, porém, que o excessivo destaque dado à sua fé religiosa durante o processo expôs a escolha a pressões fundamentalistas.
O petista propôs que Lula adie novas indicações à Corte até depois das eleições de 2026. Para ele, o debate não deve ser capturado por interesses de ocasião.
Genoino também criticou duramente o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, acusando-o de condicionar seu papel político a eventuais cargos em tribunais superiores. Na visão do ex-presidente do PT, essa postura reforça o que ele chamou de “presidencialismo tutelado”.
Sobre a reforma do Poder Judiciário, Genoino sustentou que o tema deve permanecer na agenda da esquerda. Descartou, porém, qualquer adesão ao impeachment de ministros do STF, classificando essa tese como “coro da direita”.
Ao sugerir um novo modelo de governabilidade, o ex-parlamentar argumentou que a relação com partidos do centro não pode ocorrer à custa de retrocessos programáticos. A frase que resumiu sua posição foi direta: “quando se perde no voto e na dignidade, perde-se o futuro.”
Genoino concluiu defendendo mais indignação e menos jantares palacianos. Propôs que Lula converta sua popularidade em mobilizações permanentes em torno de pautas como salário mínimo, tarifa zero no transporte público e tributação progressiva sobre os mais ricos.
A pressão pública do dirigente histórico adiciona tensão à relação entre o Planalto e a base legislativa. O debate sobre a estratégia de governabilidade do terceiro mandato petista está longe de ser consensual dentro do próprio campo.
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Ronaldo Silva
04/05/2026
Pois é, mais uma briga interna no PT. Enquanto isso, a gente aqui na rua vendo o preço do litro do leite subir toda semana e o governo gastando tempo com troca de cargo no Senado. Lula precisa é ouvir o povo, não só os “companheiros” do partido. Se for pra ir pra rua, que seja pra explicar por que a inflação não dá trégua.
Mariana Ambiental
04/05/2026
Ronaldo, a inflação que aperta seu bolso é o retrato de um modelo que prioriza o lucro de meia dúzia de frigoríficos e laticínios enquanto o governo brinca de trocar cadeira no Senado. Se o Lula fosse às ruas pra valer, tinha que explicar por que a reforma agrária e a agroecologia não saem do papel, já que é a agricultura familiar que barateia a comida de verdade.
Karina Libertária
04/05/2026
Genoino dando palpite de novo? Esse aí devia estar era cuidando dos próprios problemas com a Justiça, não dando pitaco em liderança de partido. Enquanto isso, o povão brasileiro paga a conta desse circo todo. Lula ir pras ruas? Melhor ir pra Miami como eu e ver como país sério funciona.
Marina Costa
04/05/2026
Mais um petista velha guarda querendo ditar regras, mas o problema não é só o Jaques Wagner, é esse governo que se aliou ao Centrão e esqueceu dos valores que pregava. Enquanto isso, a família tradicional brasileira é deixada de lado, e a esquerda só pensa em pautas imorais como o aborto. Cadê o respeito à vida e à ordem que a Bíblia manda?
Ana Karine Xavante
04/05/2026
Silvia D. e João Augusto, vocês dois capturaram bem a essência do que significa essa crise de identidade que o governo Lula atravessa. Eu venho de uma realidade onde a luta por território e por reconhecimento é diária — e vejo nesse embate entre Genoino e Jaques Wagner algo que ecoa muito além do Congresso. Quando Genoino cobra que Lula vá às ruas, ele está, no fundo, pedindo que o governo reate o cordão umbilical com os movimentos sociais e com as bases que o elegeram. Não é só sobre substituir um líder no Senado; é sobre resgatar um projeto de nação que não se renda ao toma-lá-dá-cá do Centrão.
O que me preocupa, como indígena e ativista, é que essa dança das cadeiras em Brasília tem consequências diretas nos meus territórios. Enquanto Wagner articula pautas que agradam o mercado e o agro, a gente vê o avanço do marco temporal, o enfraquecimento da Funai e a liberação de agrotóxicos que envenenam nossos rios. Não é coincidência. A realpolitik que Genoino denuncia é a mesma que permite que o Congresso, hegemonizado pela bancada ruralista, passe por cima dos direitos originários. Lula precisa entender que governar com o Centrão não é apenas uma concessão tática — é uma rendição estratégica que enterra as promessas de campanha.
E olha, eu entendo a complexidade de governar sem maioria. Mas a história nos ensina que conciliação demais vira conivência. O PT já foi o partido que levava a Constituição de 1988 a sério e que enfrentava o latifúndio. Hoje, ver um quadro histórico como Genoino ter que implorar publicamente por uma postura mais firme é sintoma de algo mais grave: a perda de rumo. Enquanto isso, quem paga o preço são os povos da floresta, as comunidades quilombolas e os trabalhadores sem terra, que continuam esperando um governo que lute por eles, não que apenas administre a crise com os mesmos velhos hábitos que sempre nos oprimiram.
João Augusto
04/05/2026
Silvia D., você foi precisa. O que Genoino denuncia não é apenas uma disputa interna, mas a capitulação do projeto político que levou Lula ao terceiro mandato. Quando um velho quadro como ele precisa lembrar publicamente que o governo foi eleito para confrontar o sistema, e não para gerir a hegemonia do Centrão, estamos diante de uma crise de hegemonia gramsciana. Wagner virou o operador do “possibilismo” que transforma cada pauta progressista em moeda de troca. Sem mobilização nas ruas, a realpolitik engole qualquer horizonte de transformação.
Silvia D.
04/05/2026
Diego Fernández e João Carvalho, vocês dois foram cirúrgicos. Enquanto o governo negocia pautas com o Centrão, a gente vê o desmonte de políticas públicas que salvam vidas — cortes na saúde, sucateamento do SUS, orçamento secreto turbinado. Genoino pode até ser figura polêmica, mas a cobrança por uma liderança que não se curve à velha política é legítima. Lula precisa ouvir a base que o elegeu, não só os acordos de gabinete.
Paula Santos
04/05/2026
Carmem Souza, concordo com sua tristeza. Como cristã, também acredito que a política deveria ser serviço, não disputa de poder. Mas acho que a crítica do Genoino tem um fundo de verdade: precisamos de líderes que honrem os compromissos com o povo, e não apenas com alianças de ocasião. Que Deus ilumine o Lula para escolher o caminho da justiça e da transparência.
João Carvalho
04/05/2026
O Diego Fernández tocou num ponto crucial: a social-democracia não pode se contentar em administrar o neoliberalismo com uma cara mais amigável. A crítica do Genoino reflete uma tensão legítima entre a base histórica do PT e a realpolitik do Centrão. O problema é que, sem uma estratégia de mobilização social consistente, a substituição de Wagner por si só não muda a correlação de forças no Congresso.
Diego Fernández
04/05/2026
Genoino tem razão em cobrar posicionamento. Wagner virou um articulador do Centrão que só aprova pauta que interessa ao mercado financeiro. Lula precisa lembrar que foi eleito pra enfrentar esse sistema, não pra gerir a crise com os mesmos velhos hábitos. Enquanto isso, a Argentina mostra que ajuste fiscal com cara de FMI só aprofunda o abismo social.
Carmem Souza
04/05/2026
Gente, essa briga interna me entristece como cristã. A política deveria ser sobre servir ao próximo, não sobre disputar cadeiras. Que Deus dê sabedoria ao Lula e a todos para focarem no que realmente importa: o bem do povo brasileiro.
João Santos
04/05/2026
Pô, Genoino dando palpite ainda? Esse aí já devia tá aposentado, só atrapalha. Enquanto eles brigam por cargo no Senado, a bandidagem toma conta do Rio e ninguém faz nada. Bandido bom é bandido preso, e político corrupto também.
Paulo Gestor RJ
04/05/2026
A Marta tem razão em parte, mas acho que essa briga interna no PT é sintoma de algo maior: falta de gestão. Enquanto eles discutem quem senta na ponta da mesa, o Rio precisa de projetos concretos, não de disputa de cargo. Se o Genoino quer cobrar resultado, que apresente números, não só discurso.
Marta
04/05/2026
Meus queridos, sentar aqui e ler esses comentários é como dar aula para uma turma de meninos mal-educados que não fizeram a lição de casa. O Sgt Bruno e o Luan Silva aí já chegaram cuspindo os mesmos chavões que ouviram no zap da família, sem entender meia linha da história política brasileira. Genoino não é “comunista no lixo” coisa nenhuma, ele é um quadro histórico que ajudou a fundar o partido que tirou o Brasil do mapa da fome. Se vocês soubessem o que foi a luta contra a ditadura, em vez de repetir discurso de coach, teriam mais respeito.
Agora, sobre a questão de fundo: o Genoino está certo, e não é de hoje. O Jaques Wagner é um nome respeitável, sem dúvida, mas a liderança do governo no Senado virou um balcão de negócios do Centrão. Enquanto o Lula tenta governar com base em diálogo e institucionalidade, a oposição e a própria base fisiológica tratam o Congresso como um supermercado de emendas. Ir para as ruas não é “radicalismo”, é resgatar a pressão popular que sempre foi o motor das grandes conquistas desse país, desde as Diretas Já até a eleição do próprio Lula.
E olha, o Pedro Silva ali tem um ponto quando diz que o povo está vendo gasolina a 7 reais e ninguém resolve. Mas aí eu pergunto: quem foi que votou em política de preço de paridade internacional? Quem foi que entregou a Petrobras nas mãos de gestão privada? Não foi o PT, foram os governos Temer e Bolsonaro, com o apoio dessa mesma turma que hoje chama o Genoino de “comunista”. Se a gente não tiver memória, a história se repete como farsa.
No mais, fico com a Mariana Lopes que entendeu a complexidade do momento. Trocar liderança agora não é simples, mas o Genoino está cutucando uma ferida que precisa ser tratada: o governo precisa mostrar que não é refém do Centrão, e isso passa por ouvir a base e ir sim para as ruas. O povo brasileiro não é bobo, e a história ensina que quem abandona as ruas acaba abandonado por elas.
Pedro Silva
04/05/2026
Ah, o Genoino querendo dar lição de moral agora? Esse aí ajudou a construir essa bagunça com o Centrão e hoje acha que pode cobrar ruptura. Pra mim é tudo teatro, enquanto isso o povo na rua vendo gasolina a 7 reais e ninguém resolve nada.
Luan Silva
04/05/2026
Genoino querendo dar pitaco em liderança alheia? Vai catar coquinho em Cuba, seu comunista. Faz o L nunca mais.
Sgt Bruno 🇧🇷
04/05/2026
Selva! Esse Genoino querendo ditar regra no Senado é a mesma turma que entregou o Brasil de bandeja pro centrão. Enquanto eles brigam por cargo, o povo quer é segurança e ordem. Comunista no lixo, já passou da hora de varrer essa corja.
Gabriel Teen
04/05/2026
Genoino querendo meter o bedelho no Senado enquanto o povo tá preocupado com o preço do miojo, Brasil é uma piada sem graça.
Mariana Lopes
04/05/2026
A Fernanda e a Mariana já dissecaram a ironia da situação, mas acho que o Genoino está mais preocupado em marcar posição do que em governar. Trocar o Jaques Wagner agora, em meio a uma pauta legislativa complexa, seria um tiro no pé que só enfraqueceria o governo. Ir pra rua sem uma estratégia clara é populismo puro, e o Brasil já mostrou que não aguenta mais esse tipo de aventura.
Mariana Santos
04/05/2026
A Fernanda Oliveira tocou no ponto central: a ironia de Genoino, que ajudou a costurar a aliança com o Centrão, agora pedir ruptura. Mas o que me preocupa é o silêncio sobre o que realmente importa. Enquanto a esquerda briga por cargo de liderança no Senado, o povo preto e periférico segue morrendo nas filas dos hospitais e sendo assassinado pela PM. Lula na rua é essencial, mas sem pauta anticapitalista e antirracista clara, é só coreografia.
Pedro Neto
04/05/2026
Faz o L, Genoino, mas vai pra Cuba logo.
Fernanda Oliveira
04/05/2026
O Luizinho 16 resumiu bem: o PT virou partido de shopping center, mas acho que o problema é mais antigo. Genoino cobrar Lula pra ir pra rua é no mínimo irônico vindo de quem ajudou a construir a aliança com o centrão que agora critica. Trocar o líder no Senado não muda o fato de que o governo precisa de voto, não de discurso inflamado.
Luizinho 16
04/05/2026
Genoino pedindo Lula na rua é piada pronta, o PT virou partido de shopping center, cadê a luta de classe?
Miriam
04/05/2026
Genoino pedindo Lula na rua é o mesmo motorista que bateu o carro querendo dar instrução de volante. O PT sempre teve essa dança entre pragmatismo de gabinete e radicalismo de palanque, e no fim das contas a governança real exige acordo, não passeata. Trocar o líder agora não vai fazer o Centrão sumir.
Ronaldo Pereira
04/05/2026
O Genoino tem razão em cobrar, mas o problema é mais embaixo. Enquanto a direção do partido fica nessa dança de cadeiras no Senado, a classe trabalhadora tá na luta diária contra o arrocho salarial e a carestia. Lula na rua é bom, mas se for pra fazer o que sempre fizemos: mobilizar os sindicatos, ocupar as praças e enfrentar o grande capital. Trocar líder de gabinete não enche o prato do povo.
Carlos Menezes
04/05/2026
Genoino pedindo Lula na rua é no mínimo curioso vindo de alguém que ajudou a construir a estratégia de governar com o centrão. Trocar Jaques Wagner agora não vai mudar o fato de que o governo precisa de votos no Congresso, e isso não se resolve com passeata. Parece mais um movimento interno do PT pra tentar reanimar a base do que uma solução prática pra crise política.
João Batista
04/05/2026
É triste ver o partido que um dia foi a voz dos oprimidos se digladiando em briga de cargo enquanto o povo passa fome. Lembra aquela passagem de Tiago: a fé sem obras é morta. Se o Lula for pra rua, que seja pra anunciar reforma agrária e taxar os super-ricos, não pra apagar incêndio de vaidade política.
João Pereira
04/05/2026
Genoino cobrando Lula na rua é quase uma ironia histórica: o mesmo partido que passou os últimos anos tentando domar o mercado e acalmar o centrão agora quer voltar ao discurso de confronto. Jaques Wagner pode não ser nenhum gênio da articulação, mas trocar o líder no meio da tempestade legislativa soa mais como desespero de facção do que estratégia de governo.
Cíntia Alves
04/05/2026
Genoino pedindo Lula na rua é meio contraditório vindo de quem passou anos defendendo articulação de gabinete. Mas confesso que ver Jaques Wagner sendo cobrado até pela própria base me faz pensar se a tal governabilidade não virou refém de meia dúzia de senadores. Enquanto isso, o povo só quer saber se o café vai subir de novo amanhã.
João Carlos Silva
04/05/2026
Pois é, Luciana, você falou tudo. Enquanto eles trocam farpas no Senado, a gente aqui na luta com gasolina nas alturas e mercado caro. Se o Lula for pra rua, que seja pra resolver o que aperta o bolso do povo, não pra briga de cargo.
Luciana Santos
04/05/2026
Pois é, mais um capítulo dessa novela que não acaba. Enquanto eles brigam por cargo e protagonismo, o povo tá lá na fila do hospital e no busão lotado. Genoino quer Lula na rua? Se for pra cobrar solução pra gasolina e pão, ótimo. Se for só pra fazer palanque, pode deixar quieto.
Lucas Moreira
04/05/2026
Mais um capítulo da novela petista: briga interna por cargo e poder, enquanto o Brasil real precisa de reformas estruturais, redução de impostos e menos Estado. Genoino quer Lula na rua? O mercado quer é responsabilidade fiscal e previsibilidade, não cortejamento de base ideológica. Enquanto eles se degladiam por liderança no Senado, o CDS sobe e o emprego não decola.
Adriana Silva
04/05/2026
Faz o L, Genoino querendo tomar o poder de novo, esse aí é comunista disfarçado, vai pra Cuba!
João Batista Alves
04/05/2026
Eita, Genoino de novo dando as caras. Esse homem já foi condenado no mensalão e ainda quer dar lição de moral sobre liderança? O PT briga entre si enquanto o povo brasileiro paga a conta. Cadê o arrependimento e a humildade que a fé cristã ensina?
Samara Oliveira
04/05/2026
João Batista, a fé cristã que eu sigo me ensina que arrependimento não anula a Justiça, mas também não impede ninguém de lutar por um país menos desigual. O problema não é Genoino cobrar direção política, é o PT ter medo de ir pra rua defender quem passa fome enquanto fica nessa briga de gabinete.
Mariana Alves
04/05/2026
João Batista, sua colocação toca num ponto que merece ser examinado com cuidado, não pela via do moralismo individualizante, mas pela lógica política que o envolve. Você reduz a fala de Genoino a um suposto “dar lição de moral” vindo de alguém com condenação judicial. Ocorre que essa leitura ignora o conteúdo substantivo da cobrança: Genoino não está pedindo ética abstrata, está cobrando que o PT assuma uma postura de enfrentamento real ao ajuste fiscal e à agenda neoliberal que o próprio governo Lula tem abraçado. A condenação dele no mensalão, aliás, foi um dos episódios mais emblemáticos da criminalização seletiva da política brasileira — um processo jurídico-midiático que desmontou a esquerda enquanto blindava os verdadeiros esquemas de poder, como o petrolão, que envolvia empreiteiras e partidos de centro-direita. Tratar Genoino como “figura moralmente imprestável” é fazer o jogo do lawfare, não é fazer crítica política séria.
Sobre a “fé cristã” que você invoca, permita-me discordar com respeito. O arrependimento e a humildade que o evangelho ensina não são moedas de troca para silenciar quem ousa questionar os rumos do próprio partido. Pelo contrário, a tradição profética cristã — de Amós a Dom Hélder Câmara — sempre cobrou dos poderosos, inclusive dos que estão no campo aliado, que não abandonem os pobres à própria sorte. Genoino, condenado ou não, está fazendo exatamente isso: cobrando que Lula vá às ruas, enfrente o Congresso refém do centrão e pare de governar para o mercado financeiro. O que me preocupa em seu comentário é que ele desvia o foco do que realmente importa: a briga interna do PT não é “briga de ego”, é a disputa entre uma ala que quer conciliação de classes e outra que entende que não se faz reforma estrutural sem conflito. O povo paga a conta, sim, mas paga porque o governo tem medo de romper com o rentismo, não porque Genoino abriu a boca.
Por fim, sugiro refletirmos sobre o que significa “arrependimento” num contexto em que a Justiça brasileira nunca pediu desculpas pelos erros da Lava Jato, e em que os verdadeiros responsáveis pelo golpe de 2016 seguem impunes. Genoino cumpriu pena, teve direitos políticos restaurados e continua militando. Se isso incomoda, talvez seja porque sua presença lembra que a esquerda brasileira ainda tem quem não se curve ao pragmatismo eleitoreiro. O problema não é Genoino falar — é o PT ainda hesitar em ouvir.
Célia Carmo
04/05/2026
Fé cristã ensina a perdoar, mas você usa ela pra crucificar os outros enquanto ignora que o verdadeiro pecado é a fome do povo! #LulaNasRuasJá
Carlos Mendes
04/05/2026
Lucas Gomes e João Silva, o discurso de vocês é bonito no papel, mas a realidade é que o PT transformou o Brasil num puxadinho de corrupção institucionalizada. Genoino, condenado no mensalão, dando palpite em liderança do Senado é a prova de que o partido não aprendeu nada — continuam tratando o Estado como espólio enquanto a conta chega para o contribuinte que trabalha e produz.
Caio Vieira
04/05/2026
Caro Carlos Mendes, sua crítica, embora revestida de uma retórica moralizante que ecoa o velho discurso da “ética como fetiche” — conceito que o saudoso Francisco de Oliveira já dissecava ao denunciar a criminalização seletiva da política —, ignora a historicidade do fenômeno: o mensalão foi um dispositivo de governabilidade dentro de um sistema político que, desde a República Velha, opera pela cooptação e pelo clientelismo, e reduzi-lo a uma suposta “essência corrupta” do PT é fazer o jogo da hegemonia conservadora que sempre tratou o Estado como extensão do latifúndio. Enquanto a elite que o senhor defende lucra com juros estratosféricos e isenções fiscais, o povo trabalhador que “produz” — e que o senhor invoca como fetiche retórico — segue esperando que a esquerda, com todos os seus limites, ao menos coloque leite na escola e carne na mesa.
Silvia Ramos
04/05/2026
Helton, meu irmão, você tocou num ponto que dói: enquanto essa turma briga por poder e cargos, a família brasileira está se despedaçando, a educação pública virou doutrinação e a moral foi jogada no lixo. Gente condenada no mensalão querendo dar lição de ética é o fim da picada. Lula ir pra rua? Só se for pra se ajoelhar e pedir perdão a Deus pelo estrago que fizeram nessa nação.
Rubens O Pescador
04/05/2026
Silvia, com todo respeito, mas o estrago que eu vi foi o povo passando fome antes do Lula e depois voltando a passar fome com o golpe de 2016. Lá no interior, a gente lembra bem: no governo do PT tinha leite na escola, cesta básica barata e o povo comia carne todo dia. Agora falam em moral, mas cadê a comida na mesa?
Lucas Gomes
04/05/2026
Silvia, a moral que você invoca é a mesma que sempre serviu para justificar a exploração do trabalhador e a devastação da natureza enquanto a elite se locupletava. Enquanto você clama por arrependimento divino, o agronegócio desmata o Cerrado e envenena os rios sem nenhum padre ou pastor para pedir perdão.
João Silva
04/05/2026
Silvia, você mistura alhos com bugalhos: a “doutrinação” que você vê na escola é, na verdade, o esforço para formar cidadãos críticos, enquanto a “moral” que você defende sempre foi a mesma que justificou a escravidão e a ditadura. O problema não é o Lula se ajoelhar para Deus, é a esquerda se ajoelhar para o centrão e esquecer o povo que passa fome.
Marcos Andrade Niterói
04/05/2026
Silvia, essa tal “moral jogada no lixo” que você defende é a mesma que fecha os olhos pro descaso do governo estadual com a Baixada enquanto esculacha gestão que entrega túnel, metrô e creche. Aqui em Niterói a gente sabe que moral sem obra é discurso vazio.
Helton Barros
04/05/2026
Essa turma não cansa de fazer teatro. Enquanto Genoino, um ex-presidiário condenado no mensalão, quer dar lição de moral, o Brasil tá aí, com família desestruturada, escola sem Deus e uma bandeira que esses vermelhos nunca respeitaram. Lula ir pra rua? Só se for pra pedir perdão pelo estrago que já fizeram nesse país.
Carlos Henrique Silva
04/05/2026
Helton, seu comentário revela mais sobre sua própria visão de mundo do que sobre Genoino ou o PT. Reduzir a política brasileira a um julgamento moral individual de um militante histórico, ignorando o contexto estrutural que produziu o mensalão — e, mais importante, ignorando que o mensalão foi um processo jurídico-político, não um fato isolado — é um truque retórico raso. Gramsci, que você provavelmente nunca leu, ensinava que a hegemonia se constrói na correlação de forças, e não na pureza ética de indivíduos. O que está em jogo não é se Genoino errou ou acertou no passado, mas se a esquerda brasileira terá capacidade de rearticular um projeto de classe que enfrente o rentismo, o agronegócio e o sistema financeiro que, como bem apontaram Carlos Oliveira e Mateus Silva, consomem 40% da renda do trabalhador em juros e subsídios enquanto a escola pública cai aos pedaços.
Sua menção a “família desestruturada” e “escola sem Deus” é ainda mais reveladora. Você opera com uma lógica que confunde moralismo religioso com política concreta. O Brasil não tem famílias desestruturadas porque falta Deus na escola; tem famílias desestruturadas porque falta emprego digno, moradia, creche, saúde pública e tempo para convivência — e isso é resultado de décadas de um Estado que, como você mesmo diz, cobra 40% de imposto, mas entrega esse dinheiro para o mercado financeiro, não para políticas sociais. A escola sem Deus é a escola laica, que é a única que garante que crianças de todas as crenças — inclusive as suas — possam estudar sem serem doutrinadas por nenhuma fé específica. Se você quer escola com Deus, pague uma escola particular; o Estado laico é a garantia de que o dinheiro público não financie seu catecismo particular.
Por fim, chamar Lula de “ex-presidiário” como se isso encerrasse o debate é um argumento que não resiste a cinco minutos de análise. Lula foi condenado por um juiz que depois se tornou ministro de um governo que você provavelmente apoiou, num processo anulado pelo STF por parcialidade. Se você quer falar de estrago no país, vamos falar do estrago fiscal de 2016, que jogou o Brasil numa década perdida; do estrago social da reforma trabalhista, que precarizou o emprego; do estrago ambiental do desmatamento liberado; do estrago sanitário da pandemia negacionista. Se Lula for às ruas, que vá para reconstruir a esperança de um país que não se rendeu ao discurso do ódio e da desinformação. Mas sei que você não quer debate de verdade — quer apenas repetir seu mantra moralista para não ter que encarar o fato de que a política é disputa de projetos, não de santinhos.
Mariana Oliveira
04/05/2026
Helton, seu comentário condensa um problema que a teoria política feminista interseccional, especialmente a partir de autoras como Kimberlé Crenshaw e bell hooks, aponta há décadas: a armadilha de reduzir o debate público a um tribunal moral individual, esvaziando a análise das estruturas de poder. Quando você chama Genoino de ex-presidiário e usa isso como atalho para desqualificar qualquer fala dele, está operando exatamente no que Crenshaw chama de apagamento da interseccionalidade — você isola um indivíduo de seu contexto histórico e sistêmico, transformando uma condenação jurídica (que, aliás, foi anulada pelo STF) numa espécie de pecado original que supostamente invalida qualquer crítica política. O problema não é Genoino ter sido condenado; o problema é que, ao centrar o debate no caráter dele, você deixa de fora a pergunta central: quem decide quem pode falar e sob quais condições? É o mesmo mecanismo que historicamente silenciou mulheres negras, trabalhadores e lideranças populares, exigindo deles uma pureza moral que nunca se exige dos donos do poder econômico.
Sua defesa de escola sem Deus e família desestruturada como causas do caos nacional revela outra camada do mesmo problema. bell hooks, em Ensinando a Transgredir, mostra como a educação sempre foi um campo de disputa entre a reprodução de valores dominantes e a possibilidade de pensar criticamente. Quando você pede Deus na escola, está pedindo que o Estado adote uma visão religiosa específica como norma, o que é incompatível com o laicismo que protege minorias religiosas e não crentes. E a família desestruturada que você menciona — que família é essa? A família patriarcal, heteronormativa e hierárquica que sempre serviu como célula de reprodução das desigualdades de gênero, raça e classe? Ou a família real, plural, que luta para sobreviver num país onde 40% da renda vai para o Estado que você mesmo critica? Aponte o dedo para a família como causa da crise é o mesmo que culpar a vítima: desvia o olhar do sistema que desestrutura as famílias — desemprego, violência policial, ausência de creches, racismo estrutural.
Por fim, você diz que Lula deveria pedir perdão pelo estrago que já fizeram. Mas qual estrago, Helton? O estrago de ter tirado o Brasil do mapa da fome durante o governo dele, com programas como Bolsa Família e Prouni, que reduziram a desigualdade de renda e deram acesso à universidade para jovens negros e pobres? O estrago de ter enfrentado a crise de 2008 com políticas anticíclicas que mantiveram empregos enquanto o mundo desabava? Ou o estrago de ter sido preso por um processo que o próprio STF reconheceu como parcial? Você fala em pedir perdão, mas o que o Brasil precisa é de um pedido de desculpas coletivo pelos 350 anos de escravidão, pela ditadura militar, pela violência contra os povos indígenas, pelo genocídio da juventude negra nas periferias. Se for pra ir às ruas, que seja para cobrar reparação histórica, não para repetir o moralismo seletivo que sempre serviu para manter os de baixo no lugar deles.
Augusto Silva
04/05/2026
Helton, querido, sobre “escola sem Deus”: segundo o Censo Escolar 2023, 93% das escolas públicas brasileiras oferecem ensino religioso facultativo, então o problema não é falta de Deus na sala de aula, é falta de investimento que faz a escola cair aos pedaços enquanto o Brasil paga R$ 800 bilhões por ano em juros da dívida pública — aí sim um estrago fiscal de verdade, que nenhum ex-presidiário do mensalão causou sozinho.
Carlos Meirelles
04/05/2026
Mais um capítulo da novela petista: briga de poder entre velhos companheiros. Enquanto eles discutem quem senta na janelinha, o Brasil real paga 40% de imposto sobre tudo e trava na burocracia. Se Lula for pra rua, que vá pedir desculpas pelo estrago fiscal que o próprio partido fez.
Mateus Silva
04/05/2026
Carlos, a crítica ao “estrago fiscal” é justa como diagnóstico, mas troca a causa pelo efeito: o problema não é o gasto social, é o fato de que 40% da renda do trabalhador ir para um Estado que serve ao rentismo enquanto corta direitos. Se Lula for às ruas, que seja para disputar o orçamento com o sistema financeiro, não para pedir desculpas por ter feito o dever de casa dentro da ordem.
Carlos Oliveira
04/05/2026
Carlos, você tem razão ao apontar a carga tributária absurda que pesa sobre o trabalhador, mas troca o alvo: o estrago fiscal não vem do gasto social, e sim do fato de que 40% da renda do povo financia juros da dívida e subsídios ao agronegócio enquanto a escola pública cai aos pedaços. Se Lula for às ruas, que seja para disputar esse modelo, não para pedir desculpas por uma política que nunca foi realmente de esquerda.
Evelyn Olavo
04/05/2026
Ah, o Genoino dando pitaco de novo… O cara que ajudou a quebrar o país agora quer dar lição de mobilização popular. Jaques Wagner pode não ser perfeito, mas substituir por pressão de ex-presidiário condenado no mensalão é dose. Lula que ignore esse conselho furado e foque em entregar resultado, não em ir pra rua fazer teatro com esse pessoal.
Cláudio Ribeiro
04/05/2026
Evelyn, reduzir Genoino a “ex-presidiário” é um argumento ad hominem que ignora a complexidade da crise política que ele denuncia. O problema não é a biografia de Genoino, mas a ausência de um projeto de poder que mobilize a base social contra o avanço neoliberal — e Wagner, como líder, tem sido um gestor de gabinete, não um articulador de forças populares.
Lucas Andrade
04/05/2026
Evelyn, reduzir o debate a ad hominem biográfico é justamente o sintoma do esvaziamento político que Genoino tenta denunciar — a gestão técnica sem conflito é a alma do neoliberalismo, e chamar de teatro a disputa de hegemonia nas ruas é aceitar que a política vire mero balcão de entregas.
João Carlos da Silva
04/05/2026
Evelyn, sua redução de Genoino a “ex-presidiário” é precisamente o tipo de biologismo jurídico que despolitiza o debate e impede que enxerguemos a crise de representação que ele aponta. A questão não é quem fala, mas o que se fala: sem disputa de hegemonia nas ruas, a gestão de resultados vira mera administração do consenso neoliberal, como Gramsci já advertia.
Pedro Almeida
04/05/2026
Evelyn, você reduz a política a um balcão de entregas, como se governar fosse mera gestão técnica e não disputa de hegemonia. Gramsci já nos alertava que sem movimentação das classes subalternas o Estado captura a si mesmo — e chamar isso de teatro é ignorar que a rua sempre foi o termômetro da democracia, não um palco para desfiles de resultados.