O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou o Desenrola 2.0, nova etapa do programa que facilita a renegociação de dívidas para brasileiros de baixa renda.
A medida já beneficia cerca de um milhão de pessoas com a exclusão de registros em cadastros de inadimplentes. O foco são cidadãos com renda de até cinco salários mínimos.
Débitos de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal contratados até janeiro de 2026 podem ser renegociados. O teto para a nova dívida é de 15 mil reais por pessoa em cada instituição financeira.
O programa também renegocia dívidas do Fies, com descontos que podem chegar a 99% para estudantes inscritos no Cadastro Único com pendências vencidas há mais de 360 dias.
Veículos da grande mídia criticaram o lançamento da iniciativa. Manchetes do Estadão, de O Globo e da Folha de S.Paulo associam o Desenrola 2.0 a cálculos eleitorais, questionando as intenções por trás do programa.
O governo rebate as acusações e defende a legitimidade da política pública. A iniciativa é apresentada como resposta direta ao endividamento histórico das famílias trabalhadoras.
O Desenrola 2.0 traz ainda regras para conter o avanço das bets. Beneficiários ficam impedidos de usar o CPF em casas de apostas por 12 meses.
Envios de dinheiro via Pix ou cartão de crédito para essas plataformas também foram restringidos. A medida busca combater um dos principais fatores de endividamento da população.
O governo federal planeja uma campanha de comunicação para divulgar os detalhes do programa. Segundo o Diário do Centro do Mundo, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República coordenará a estratégia.
Cerca de 117 milhões de brasileiros estavam endividados no final de 2024. O Desenrola 2.0 busca aliviar o peso sobre as famílias e impulsionar a economia do país.
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