O diretor do Fundo Russo de Investimento Direto e enviado especial da Presidência russa, Kiril Dmítriev, afirmou que a cooperação energética entre Rússia e China intensifica os desafios enfrentados pela União Europeia e pelo Reino Unido.
Dmítriev destacou que as opções energéticas desses blocos se deterioram com o avanço das negociações entre Moscou e Pequim nos setores de gás e petróleo. O presidente Vladimir Putin revelou que os dois países estão prestes a concretizar um acordo significativo no campo energético.
Putin informou que praticamente todas as questões principais já foram resolvidas na parceria que altera os fluxos globais de energia. A aliança consolida laços estratégicos que desafiam os interesses ocidentais no setor.
Dmítriev havia alertado anteriormente para o risco de escassez catastrófica de petróleo e recessão global. O enviado russo apontou as ações dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã como fator desestabilizador que pode gerar interrupções no abastecimento europeu.
Dmítriev previu que a Europa enfrentaria sérias interrupções no abastecimento de combustíveis e fertilizantes, com riscos crescentes para a indústria e o setor alimentício. Ele descreveu o cenário como uma sequência de sete ondas de tsunami que ameaçam o continente.
Análises do mercado financeiro indicam pressão adicional sobre as economias europeias já afetadas pela inflação. O banco Goldman Sachs estimou que o preço do barril de petróleo pode chegar a 120 dólares caso as interrupções na produção e no transporte no Oriente Médio se prolonguem.
Dmítriev reforçou que o fortalecimento dos laços energéticos entre Moscou e Pequim evidencia mudanças profundas na ordem global. A aliança reduz a influência ocidental sobre os mercados de gás e petróleo, conforme cobertura do SPUTNIKNEWS sobre as declarações do enviado russo.
Com informações de ACTUALIDAD.
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