A União Europeia aprovou sanções contra colonos israelenses envolvidos em atos de violência contra palestinos na Cisjordânia e também contra líderes do Hamas, segundo o Al Jazeera.
A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, destacou que a aprovação representa um marco na resposta ao extremismo. Kallas afirmou que era hora de superar o impasse e agir contra a violência na região.
O pacote abrange restrições a três colonos israelenses e quatro organizações de colonos na Cisjordânia. As identidades completas dos alvos ainda não foram divulgadas pelas autoridades europeias.
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, classificou as sanções como arbitrárias e políticas. Saar reiterou o que chama de direito dos judeus de se estabelecerem na Cisjordânia, ignorando as normas do direito internacional.
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, acusou a União Europeia de antissemitismo. Ben Gvir garantiu que o movimento de colonização não será intimidado pelas novas medidas.
A União Europeia também aprovou sanções contra a liderança do Hamas, citando o ataque de outubro de 2023. Aquele evento resultou na morte de cerca de 1.200 pessoas e no sequestro de 240 indivíduos.
O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, descreveu o ataque como o pior massacre antissemita desde o Holocausto. Barrot enfatizou a necessidade de desarmar o Hamas e excluí-lo de qualquer futuro político na Palestina.
A Hungria havia bloqueado a medida por meses durante o governo de Viktor Orbán. O consenso foi alcançado após negociações intensas entre os países-membros do bloco.
Países como a França celebraram a decisão e demandam ações mais firmes contra os responsáveis pela colonização. A União Europeia ainda enfrenta desafios para aprovar medidas mais amplas contra o Estado de Israel.
A restrição ao comércio de produtos oriundos de assentamentos na Cisjordânia permanece em discussão. A Itália informou que a Comissão Europeia vai apresentar uma proposta para avaliação pelos membros.
Dados da ONU indicam que a expansão de assentamentos israelenses na Cisjordânia alcançou níveis recordes em 2025. Mais de 1.000 palestinos foram mortos na região desde o início do conflito em Gaza, em episódios que envolvem tropas israelenses e colonos.
A decisão surge em meio à intensificação da violência na Cisjordânia. Observadores veem o pacote como um passo relevante, embora limitado, para conter os abusos cometidos por extremistas.
Com informações de Al Jazeera.
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