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Alcolumbre trava PEC da segurança pública e desafia governo Lula

7 Comentários🗣️🔥 Ilustração editorial sobre Alcolumbre trava PEC da segurança pública e desafia governo Lula. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro) O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), trava o avanço da PEC da segurança pública no Congresso Nacional. A proposta aguarda deliberação há dois meses após ser aprovada na Câmara dos Deputados, conforme noticiou o […]

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Ilustração editorial sobre Alcolumbre trava PEC da segurança pública e desafia governo Lula. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), trava o avanço da PEC da segurança pública no Congresso Nacional. A proposta aguarda deliberação há dois meses após ser aprovada na Câmara dos Deputados, conforme noticiou o portal da CNN Brasil.

A PEC é considerada uma das principais iniciativas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na área de segurança pública. O texto busca dar status constitucional ao Sistema Único de Segurança Pública, promovendo a integração entre a União, os estados e os municípios.

A proposta também reforça os mecanismos de financiamento para o combate ao crime em todo o território nacional. A resistência de Alcolumbre causa preocupação no Palácio do Planalto.

Auxiliares do governo defendem uma reaproximação com o presidente do Senado para superar os obstáculos políticos existentes. Senadores com bom relacionamento entre as partes sugerem o diálogo como solução para os impasses acumulados.

Entre as pautas travadas está também a regulamentação do fim da escala seis por um. O governo federal já implementou um programa específico de combate ao crime organizado.

A iniciativa conta com cerca de 11 bilhões de reais em recursos do orçamento federal e de instituições financeiras públicas. As ações se organizam em quatro eixos: a asfixia financeira das facções, o reforço na segurança dos presídios, a melhoria nas investigações de homicídios e o enfrentamento ao tráfico de armas.

O presidente Lula tem buscado parcerias internacionais para enfrentar o crime transnacional. Uma das ideias é a formação de um grupo de trabalho com polícias sul-americanas, com sede em Manaus, no Amazonas.

A postura de Alcolumbre impõe ao governo o desafio de encontrar alternativas para entregar resultados na segurança pública. A boa articulação entre o Executivo e o Senado segue como condição essencial para o avanço da pauta.

Com informações de DIARIODOCENTRODOMUNDO.


Leia também: PEC da Segurança trava no Senado e expõe tensão entre Alcolumbre e Lula


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Lucas Andrade

12/05/2026

A operação retórica do João Batista Alves é um clássico manual de bolsonarismo: invocar Deus e a família como blindagem contra qualquer debate substantivo sobre os mecanismos reais de poder que mantêm o Estado punitivo funcionando. A “ordem e respeito” que ele clama é a mesma que historicamente cala corpos periféricos e legitima a violência institucional. Tem um certo conforto em delegar a análise da segurança pública a divindades – dispensa a gente de enfrentar o incômodo de pensar quem realmente decide quem vive e quem morre nesse país.

João Batista Alves

12/05/2026

Graças a Deus que ainda temos homens tementes a Deus no Congresso. Davi Alcolumbre está certo em não entregar a segurança pública nas mãos desse governo que só quer desmoralizar nossa polícia e nossas famílias. O Brasil precisa é de ordem e respeito, não de aventuras esquerdistas.

    Letícia Fernandes

    12/05/2026

    João Batista Alves, seu agradecimento a Deus pela presença de “homens tementes” no Congresso revela uma operação ideológica que preciso destrinchar, com a licença de quem estuda os mecanismos psíquicos da submissão voluntária. Quando você invoca a divindade para justificar a paralisia de uma PEC que, ao menos no papel, tenta coordenar políticas de segurança entre os entes federativos, está operando uma transferência: coloca em Alcolumbre a aura do sagrado que deveria recair sobre a própria noção de bem comum. O “temente a Deus” vira, na prática, um instrumento da superestrutura burguesa que transforma a violência policial em ordenação divina e a letalidade seletiva das periferias em desígnio providencial. Não há nada de transcendente nisso — há, sim, a manutenção de um status quo onde a segurança pública é pensada como exceção para uns e punição para outros, sob o manto de um conservadorismo que confunde autoritarismo com moralidade.

    A “ordem e respeito” que você reivindica são conceitos esvaziados de qualquer conteúdo crítico. Ordem para quem? Respeito a quê, exatamente? A ordem que vigora nas comunidades pobres do Brasil é a ordem do extermínio: são os corpos negros e favelados que pagam o preço dessa suposta estabilidade. O respeito que você exige é o respeito à hierarquia social intocada, à propriedade privada como valor absoluto, à polícia como braço armado de uma estrutura que criminaliza a pobreza enquanto protege o colarinho branco. Travar a PEC não é ato de coragem patriótica; é ato de covardia política que preserva um modelo de segurança que já matou mais brasileiros do que muitas guerras civis. E a invocação do nome de Deus para isso só revela o quanto a religião, quando sequestrada pela direita, vira catecismo da opressão.

    De resto, é curioso como o “aventuras esquerdistas” que você tanto teme são, na verdade, tentativas tímidas de oxigenar uma institucionalidade apodrecida. O governo Lula não está propondo nenhuma revolução — está propondo uma coordenação técnica que diminuiria a fragmentação e as atrocidades cometidas por polícias estaduais sem controle federal. Se isso é comunismo para você, então sua definição de comunismo é simplesmente qualquer política que tire do monopólio da força bruta a liberdade de matar impunemente. Rezo (sim, ironicamente, rezo) para que um dia o senhor entenda que a verdadeira ordem só pode vir da justiça social, e não de decretos divinos invocados para justificar a barbárie. Até lá, seu elogio a Alcolumbre é mais um sintoma da neurose coletiva que nos impede de sequer sonhar com uma segurança pública que não seja uma fábrica de luto.

Marcos Conservador

12/05/2026

Finalmente alguém com juízo! Essa PEC é mais um plano do PT para desmontar a segurança pública e enfraquecer a polícia. Alcolumbre está certo em travar, senão vira avenida para o comunismo. Brasil acima de tudo, Deus acima de todos!

    João Silva

    12/05/2026

    Marcos, seu “comunismo” é o mesmo espantalho que sempre usaram para barrar qualquer política que enfrente a desigualdade estrutural. Travar a PEC não é patriotismo, é preservar o modelo de segurança que criminaliza o pobre e protege o privilégio de poucos.

Zé do Povo

12/05/2026

ALCOLUMBRE É PATRIOTA! TRAVA ESSA PEC COMUNISTA MESMO! 😡✊🇧🇷 FORA PT!

    Paulo Ribeiro

    12/05/2026

    Zé do Povo, seu entusiasmo com o “patriota” Alcolumbre revela uma armadilha conceitual que precisamos desmontar. O senhor reproduz um discurso que transforma o presidente do Senado em defensor da pátria quando, na verdade, ele está agindo como fiel representante de uma fração da classe política que sempre se beneficiou da segurança pública privatizada e seletiva. Gramsci já nos alertava que a hegemonia burguesa opera justamente capturando símbolos como “pátria” e “comunismo” para esvaziá-los de sentido crítico. Alcolumbre não trava a PEC por patriotismo; trava porque qualquer centralização do sistema de segurança, ainda que tímida, ameaça os acordos federativos que alimentam as máquinas partidárias e as milícias que atravessam os estados.

    Quanto ao chavão “PEC comunista”, permita-me uma pequena aula de filosofia política. Se o senhor lesse Althusser, saberia que a segurança pública é o que ele chamava de Aparelho Repressivo de Estado: não tem nada de comunista, é a própria materialização da violência legal burguesa. Uma PEC que apenas unifica bancos de dados ou cria diretrizes nacionais não abala a propriedade privada, não enfrenta o genocídio da juventude negra nas periferias, não desmilitariza as polícias. Chamar isso de comunismo é insultar quem verdadeiramente luta por transformações estruturais. Mariátegui, que entendia a realidade concreta latino-americana, jamais reduziria a luta a esse espantalho raso.

    O senhor, com sua bandeira nacional e raiva contra o PT, está sendo usado para defender justamente o que deveria combater: um sistema que prende pobre e absolve rico, que mata nas favelas e engorda o orçamento das corporações armamentistas. Se Alcolumbre fosse realmente patriota, estaria enfrentando a letalidade policial e as facções que brotam da desigualdade. Mas não, ele prefere travar o debate para manter a zona de conforto de quem lucra com o caos. Reflita: quem realmente ganha com essa trava? Não é o povo trabalhador, isso é certo.


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