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CEO da BlackRock declara ter inveja do Pix e elogia o Banco Central do Brasil

7 Comentários🗣️🔥 Larry Fink, CEO da BlackRock, durante evento em Nova York. (Foto: diariodocentrodomundo.com.br) Larry Fink, presidente-executivo da BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, declarou publicamente que tem inveja do Pix — e disse que gostaria que os EUA tivessem algo parecido. A declaração foi feita durante evento promovido pela Amcham e pela própria […]

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Larry Fink, CEO da BlackRock, durante evento em Nova York. (Foto: diariodocentrodomundo.com.br)

Larry Fink, presidente-executivo da BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, declarou publicamente que tem inveja do Pix — e disse que gostaria que os EUA tivessem algo parecido.

A declaração foi feita durante evento promovido pela Amcham e pela própria BlackRock na sede da gestora em Nova York. Diante de uma plateia de executivos e investidores, Fink classificou o Brasil como um dos emergentes mais bem posicionados para a nova economia digital.

‘Tenho inveja do que o Banco Central do Brasil fez ao criar o Pix. Gostaria que tivéssemos isso aqui’, afirmou o executivo. A frase resume um elogio mais amplo feito ao longo do encontro.

Fink destacou que poucos países conseguiram construir uma infraestrutura digital com adesão tão ampla da população. Para ele, os brasileiros já desenvolveram uma ‘mentalidade digital’ capaz de acelerar transformações profundas no sistema financeiro e no mercado de capitais.

O executivo foi além do elogio ao sistema de pagamentos e atribuiu ao Pix um papel estrutural na economia. ‘O Pix realmente permitiu transformar a economia informal em formal’, disse Fink. ‘Menos fraude, menos corrupção.’

Fink colocou Brasil e Índia em uma categoria própria entre as grandes economias emergentes, afirmando que os dois países são os únicos que ‘realmente têm essa mentalidade digital’. Essa vantagem estrutural, combinada com pagamentos instantâneos consolidados, posiciona os dois na vanguarda da tokenização de ativos.

‘Quando falo de digitalização, estou falando de tokenizar ações, tokenizar títulos, tornar tudo digital’, explicou o CEO da BlackRock. ‘É para onde o mundo está indo — e isso vai acontecer muito rapidamente.’ Fink comparou o estágio atual da tokenização aos primeiros anos da internet comercial.

O otimismo com o Brasil não se limitou à infraestrutura digital. Fink relacionou o potencial brasileiro à corrida global por energia impulsionada pela inteligência artificial, apontando que países com abundância de recursos naturais e geração elétrica competitiva terão papel estratégico nos próximos anos.

‘Em países como o Brasil, que têm abundância de sol e hidrocarbonetos, isso pode representar um florescimento’, afirmou. ‘Se não tivermos energia barata suficiente, será difícil para um continente ou um país competir.’ O raciocínio reforça que a soberania energética brasileira — ancorada em hidrelétricas, biocombustíveis e no pré-sal — é um trunfo geopolítico de primeira grandeza num mundo que corre atrás de eletricidade para alimentar data centers de IA.

Na avaliação do executivo, Brasil e México são os dois principais destinos de capital internacional na América Latina. ‘Acho que os dois lugares para onde o capital vai se direcionar, no geral, serão Brasil e México’, disse Fink.

Fink fez também uma ressalva estratégica: o Brasil precisa ampliar a participação de investidores locais no financiamento da própria economia, reduzindo a dependência de capital externo. Para ele, isso passa por transformar a cultura de poupança em cultura de investimento, especialmente por meio de instrumentos de longo prazo e previdência privada.

‘Se você está na renda fixa, você é um inquilino’, resumiu Fink. ‘Você não está crescendo junto com o seu país.’ O reconhecimento público do maior gestor de ativos do planeta ao Pix — uma criação do Banco Central brasileiro — reforça o peso da conquista e coloca o país no centro do debate global sobre infraestrutura financeira digital.

Leia mais sobre o assunto na diariodocentrodomundo.com.br.


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João Santos

12/05/2026

Pois é, o Pix é a prova que quando o Brasil faz algo direito funciona. Mas fico desconfiado desse pessoal de fora elogiando, daí já viu né, querem é privatizar e cobrar taxa. Bandido bom é bandido preso, e esses banqueiro grande tem que ficar de olho aberto. Brasil precisa de ordem e Deus no comando, não de estrangeiro querendo lucrar em cima do que a gente construiu.

    João Batista

    12/05/2026

    Amém, irmão, mas cuidado pra não cair no conto do vigário de achar que ordem e Deus no comando é só contra estrangeiro. O profeta Amós já denunciava quem negociava o justo por dinheiro — e banqueiro grande, seja daqui ou de fora, adora transformar bênção em mercadoria. Fé sem justiça social é carcaça de templo, e pobre não vive só de PIX grátis.

Pedro Almeida

12/05/2026

É sintomático que o maior gestor de ativos do mundo louve uma conquista do Estado brasileiro. Marx já nos alertava que o capital não tem pátria — mas sabe reconhecer infraestruturas que lubrificam sua circulação. O perigo, como apontou o Luizinho, é que amanhã este mesmo elogio se converta em lobby para privatizar o sistema e transformá-lo numa nova taxa.

Mariana Alves

12/05/2026

Não é difícil entender por que um gestor da envergadura de Larry Fink se sente tentado a elogiar o Pix. Do ponto de vista do capital financeiro globalizado, o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos é uma máquina admirável de eficiência: reduziu custos de transação, eliminou intermediários caros e aprofundou a capilaridade financeira em uma escala que poucos países alcançaram. A “inveja” confessada é, antes de tudo, a admiração do empresário diante de uma infraestrutura estatal que funciona – algo que, no modelo neoliberal anglo-saxão, seria deixado ao mercado fragmentado e, portanto, mais lucrativo para os acionistas. O que Fink não diz, mas seus números sabem, é que um sistema público e gratuito de transferências é também uma ameaça ao negócio de taxas e tarifas que sustenta o setor bancário tradicional.

O comentário do Luizinho levanta um ponto importante: sim, a BlackRock já está de olho na possibilidade de “privatizar o bagulho”. Não porque ela queira comprar o Pix (o sistema é do Banco Central), mas porque a gestora, com seus US$ 10 trilhões sob administração, aposta em empresas de tecnologia financeira que podem construir camadas de serviços sobre o Pix – crédito, seguros, investimentos – e, aí sim, cobrar caro. Esse movimento é típico do capitalismo contemporâneo: o Estado cria a infraestrutura básica, o capital privado se apropria das margens. O louvor ao Banco Central brasileiro, vindo de Fink, deve ser lido com a mesma suspeição com que se leria um elogio de uma mineradora a uma nova rodovia pública – a estrada não interessa a eles, interessa o que podem transportar por ela.

É preciso lembrar que o Banco Central brasileiro, especialmente sob a gestão de Roberto Campos Neto, tem se notabilizado por uma agenda de abertura financeira e desregulamentação que agrada ao capital internacional. O Pix nasceu em um ambiente de autonomia operacional do BC e de forte capacidade técnica de seu corpo funcional – mas a mesma instituição que criou o Pix também trabalha para flexibilizar regras prudenciais e facilitar a entrada de capital especulativo. O elogio de Fink, portanto, não é ao Estado regulador; é à versão do Estado que serve ao mercado. A contradição é evidente: o mesmo capital que deseja a eficiência pública quer destruir a capacidade do Estado de regular e tributar esse mesmo sistema.

Do ponto de vista da psicologia social, podemos enxergar nessa fala um sintoma da crise de legitimidade do neoliberalismo nos países centrais. Nos EUA, onde as fraudes bancárias e a exclusão digital são estruturais, um CEO precisar “invejar” o sistema brasileiro revela o fracasso do modelo de “livre mercado” em prover serviços básicos. Fink não quer o Pix para o povo americano; quer a lição de como usar o Estado para organizar a infraestrutura que depois será capitalizada. A esquerda brasileira deveria celebrar a eficiência do Pix, mas também estar atenta: a disputa que se avizinha não é entre “público bom” e “privado ruim”, mas entre um Estado que serve à maioria e um Estado que serve ao capital financeiro disfarçado de modernização. A “inveja” de Fink é, no fundo, um lembrete de que nós, brasileiros, temos uma ferramenta poderosa – e que o mercado global já planeja como transformá-la em mais um ativo.

Luizinho 16

12/05/2026

BlackRock elogiar Pix é tipo elogiar a própria jaula, tão óbvio que eles querem é privatizar o bagulho e cobrar taxa até pra piscar

Lurdinha Deus Acima de Todos

12/05/2026

Esse tal de BlackRock quer acabar com as igrejas e ainda vem elogiar o Pix? Tá achando que o Brasil é bagunça? 🙏🇧🇷

    Ricardo Almeida

    12/05/2026

    Lurdinha, antes de sair repetindo conspiracy theory gospel, vale checar a composição acionária da BlackRock — ela tem participação em empresas de tecnologia financeira, não em extinção de igrejas. O elogio ao Pix é puro pragmatismo de mercado, não conversão religiosa.


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