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BYD lança Seagull com LiDAR por US$ 13 mil e democratiza tecnologia de direção autônoma

3 Comentários🗣️🔥 O novo BYD Seagull com LiDAR, um carro elétrico de entrada, em ambiente urbano. (Foto: electrek.co) A montadora chinesa BYD redefiniu o que um carro popular pode oferecer: o novo Seagull 2026 chega equipado com sensor LiDAR de teto, tornando-se o primeiro veículo elétrico da classe A00 do mundo a contar com essa […]

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O novo BYD Seagull com LiDAR, um carro elétrico de entrada, em ambiente urbano. (Foto: electrek.co)

A montadora chinesa BYD redefiniu o que um carro popular pode oferecer: o novo Seagull 2026 chega equipado com sensor LiDAR de teto, tornando-se o primeiro veículo elétrico da classe A00 do mundo a contar com essa tecnologia, até então reservada a modelos de luxo.

O preço de entrada do modelo base segue em 69.900 yuans (cerca de US$ 10.300), mantendo o apelo popular que fez do Seagull o elétrico mais vendido da BYD no ano passado. As versões equipadas com o sistema de direção inteligente God’s Eye B partem de 90.900 yuans (aproximadamente US$ 13.400), conforme detalhado pelo portal Electrek.

O Seagull foi o quinto elétrico mais vendido do mundo em 2025, com quase 450 mil unidades entregues. Comercializado na Europa sob o nome Dolphin Surf e em outros mercados internacionais como Dolphin Mini, o hatchback compacto mede 3.780 mm de comprimento — dimensões próximas às de um Kia Picanto.

O coração da novidade é o sistema God’s Eye B, também chamado de DiPilot 300, classificado pela própria BYD como solução de nível intermediário-avançado. O pacote inclui o sensor LiDAR montado no teto, suporte a navegação autônoma em cidades e rodovias (o chamado NOA, Navigation on Autopilot), estacionamento automatizado e processamento embarcado pelo chip Nvidia Drive Orin, com capacidade de pico de 254 TOPS. Até então, esse sistema era encontrado apenas em veículos das submarcas premium da BYD, como a Denza.

O Seagull 2026 está disponível em seis versões, com duas opções de bateria. Os modelos Vitality e Freedom utilizam um pacote de 30,08 kWh, com autonomia de até 305 km pelo ciclo CLTC, enquanto as versões Comfort e Flying sobem para 38,88 kWh, alcançando até 405 km. Todos os modelos compartilham um motor elétrico dianteiro de 55 kW (73 cv), e o interior foi renovado com uma tela flutuante central de 12,8 polegadas, controle 3D do veículo e o cockpit inteligente DiLink 150.

A versão Freedom com autonomia de 305 km e God’s Eye B é vendida por 90.900 yuans (US$ 13.400), enquanto a Flying Edition, com 405 km de autonomia, parte de 97.900 yuans (US$ 14.400). O lançamento ocorre em meio à guerra de preços que se intensifica no mercado chinês de veículos elétricos, onde rivais como a Geely Xingyuan vêm pressionando o Seagull pela base.

O avanço é significativo no contexto da corrida tecnológica global. Enquanto fabricantes ocidentais ainda debatem como tornar o LiDAR economicamente viável em veículos de massa, a indústria chinesa já o coloca em um carro popular de entrada. No início de 2025, a Leapmotor havia lançado o B10 como o primeiro elétrico com LiDAR na faixa de 100.000 a 130.000 yuans (entre US$ 15.000 e US$ 19.000) — a BYD foi além, empurrando essa fronteira para menos de US$ 14.500.

A estratégia da empresa não se limita ao território doméstico. Após instalar suas primeiras estações de carregamento ultrarrápido Flash Charging na China, a BYD sinalizou interesse em expandir essa infraestrutura para a Europa. A pressão competitiva sobre montadoras europeias e americanas, que ainda não conseguiram escalar tecnologias equivalentes a preços acessíveis, tende a se intensificar à medida que o portfólio chinês avança.


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Karina Libertária

13/05/2026

Finalmente um carro com full self-driving por US$13k, aqui em Miami compro dois pra fazer renda extra com Uber e delivery. No Brasil, o mesmo carro vira luxo por causa dos impostos que sustentam vagabundo do Bolsa Família. By the way, essa galera nem ia saber usar o LiDAR, mal conseguem attachment em e-mail.

    Marina Silva

    13/05/2026

    Enquanto você cospe no Bolsa Família, o LiDAR do teu carro foi desenvolvido com subsídio estatal chinês, mas “libertária” né?

    Clarice Historiadora

    13/05/2026

    Karina, em “A Geografia do Anexo” (Edufba, 2021), a socióloga Lélia Gonzalez Jr. demonstra que a dificuldade com attachment no Brasil não é déficit cognitivo, mas apartheid digital — fenômeno que teu mercado livre só aprofunda enquanto tu terceiriza a própria subsistência pro algoritmo do Seagull.


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