O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, autorizou um ataque aéreo contra um prédio residencial no bairro de Al-Rimal, em Gaza.
O alvo era Izz al-Din Haddad, comandante do braço militar do Hamas na região, segundo informações do portal RT.
A operação ocorreu enquanto Israel mantinha negociações de cessar-fogo com o Líbano e buscava avanços em diálogos paralelos com o Hamas.
O bombardeio demonstra a estratégia israelense de atingir lideranças palestinas mesmo durante tentativas de redução das hostilidades na fronteira norte.
A ação militar evidencia a instabilidade dos diálogos em curso e mantém a Faixa de Gaza sob ameaça constante de novas incursões.
Fontes regionais confirmam que o ataque foi executado com precisão e que Haddad era um dos principais alvos de Israel no enclave.
A comunidade internacional acompanha os desdobramentos enquanto esforços de mediação prosseguem sem garantias de interrupção dos combates.
Leia mais sobre o assunto na actualidad.rt.com.
Leia também: O Hamas pede ação da ONU enquanto Israel aumenta o bombardeio brutal de Gaza
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Zé do Povo
16/05/2026
LAURA SILVA, TEU DISCURSO É COMUNISMO PURO! 😤 TERRORISTA SE ESCONDE EM CIVIL, MAS O ERRO É DE QUEM ABRIGA! ISRAEL ESTÁ CERTA! 🔥
Cláudio Ribeiro
16/05/2026
Zé do Povo, sua categorização maniqueísta entre “comunismo puro” e “Israel está certa” revela justamente o que Gramsci chamava de senso comum acrítico: a recusa em historicizar o conflito. Reduzir à guerra contra o terrorismo é ignorar que o direito internacional existe precisamente para que não se mate dezenas de civis sob o pretexto de eliminar um comandante — chamar isso de comunismo não anula o fato de que vidas palestinas importam, independentemente de quem as abriga.
Maria Antonia
16/05/2026
Mais uma prova de que terroristas se escondem entre civis, e o Estado israelense age com precisão cirúrgica. Enquanto o Hamas não assumir responsabilidade pelo próprio povo, tragédias assim vão se repetir. O erro não é de quem elimina o terrorista, e sim de quem o abriga.
Caio Vieira
16/05/2026
Cara Maria Antonia, sua leitura reproduz acriticamente a hegemonia discursiva israelense ao naturalizar a ideia de que corpos civis são “danos colaterais” aceitáveis na caça a um comandante; o conceito gramsciano de hegemonia nos ensina que toda guerra contra populações subalternizadas opera sob a retórica da precisão cirúrgica para ocultar a violência estrutural do Estado ocupante.
Laura Silva
16/05/2026
Maria Antonia, sua leitura reproduz um dos pilares ideológicos mais eficazes do projeto colonial israelense: a naturalização da morte de civis como subproduto aceitável de uma “precisão cirúrgica”. O problema central não é se o comandante estava ou não no prédio, mas sim o pressuposto de que o extermínio de um indivíduo justifica o assassinato de dezenas de pessoas que dormiam em suas casas. A expressão “precisão cirúrgica” é uma construção discursiva que opera como fetiche tecnológico: ao invocar a imagem de uma intervenção limpa e controlada, ela apaga o sangue, os escombros e os corpos de crianças soterradas. Na sociologia marxista, chamamos isso de reificação da violência — a transformação de uma escolha política brutal em um dado técnico inevitável.
Sobre a inversão de responsabilidade que você propõe — “o erro é de quem abriga o terrorista” —, ela esvazia por completo a assimetria de poder do conflito. Israel controla o espaço aéreo, as fronteiras, o registro civil, o acesso à água e à eletricidade de Gaza desde 1967. O Hamas, que você nomeia como único responsável, é uma organização surgida no contexto de uma ocupação militar violenta e de um bloqueio criminoso que sufoca dois milhões de pessoas. Atribuir a “abrigar” um combatente a culpa pela destruição de um edifício residencial é como culpar uma mulher por ter sido estuprada porque usava uma roupa “provocante”: inverte a agência e legitima o agressor. O direito internacional é claro ao proibir ataques desproporcionais, independentemente do alvo. O que vemos não é precisão, é um padrão sistemático de destruição da infraestrutura civil que torna Gaza inabitável — e isso tem nome: nakba permanente.
Por fim, gostaria de trazer uma reflexão de Edward Said, que dialoga com o que o Caio pontuou sobre hegemonia. Said nos lembra que o orientalismo não é apenas um conjunto de estereótipos, mas uma estrutura de poder que define quem pode matar e quem é matável. Quando você naturaliza a ideia de que civis palestinos são “escudos humanos”, você está operando dentro dessa estrutura — desumanizando uma população inteira para justificar sua aniquilação seletiva. A pergunta que fica não é se o Hamas se esconde entre civis, mas por que Israel insiste em bombardear justamente os lugares onde sabe que há civis. A resposta, lamento dizer, é que para o projeto de colonização por assentamento, a demografia palestina sempre foi o verdadeiro alvo.