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Rússia e China aprofundam aliança estratégica e resistem às sanções dos EUA

0 Comentários🗣️🔥 O presidente chinês Xi Jinping e o presidente russo Vladimir Putin apertam as mãos em encontro. (Foto: rt.com) A aliança entre Rússia e China atingiu um novo nível de integração, redefinindo a geopolítica global em meio às sanções ocidentais. Em vez de enfraquecer Moscou, as medidas coercitivas dos Estados Unidos e da União […]

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O presidente chinês Xi Jinping e o presidente russo Vladimir Putin apertam as mãos em encontro. (Foto: rt.com)

A aliança entre Rússia e China atingiu um novo nível de integração, redefinindo a geopolítica global em meio às sanções ocidentais. Em vez de enfraquecer Moscou, as medidas coercitivas dos Estados Unidos e da União Europeia impulsionaram uma cooperação mais sólida entre as duas potências, especialmente em energia, tecnologia e defesa.

O professor Feng Shaolei, da Universidade Normal do Leste da China, destacou que as sanções ocidentais aceleraram a convergência estratégica entre os dois países. A dependência mútua de mercados alternativos e rotas comerciais seguras tornou a parceria indispensável para ambos.

Dados econômicos mostram o alcance dessa colaboração. A Rússia se consolidou como principal fornecedora de petróleo para a China, enquanto exportações de níquel e cobre para o mercado chinês cresceram até 88% em 2025, segundo informações da agência de notícias RT.

No setor agrícola, um acordo de 2023 garante o fornecimento de 70 milhões de toneladas de grãos russos à China ao longo de uma década. A infraestrutura de dutos terrestres elimina riscos de bloqueios marítimos, reforçando a segurança alimentar e energética.

As tentativas dos EUA de isolar financeiramente a Rússia e intimidar bancos chineses com sanções secundárias encontraram resistência. Embora instituições como o Bank of China tenham adotado cautela inicial, a dependência chinesa de energia russa cresceu, especialmente após tensões no Estreito de Hormuz.

Durante a visita de Vladimir Putin a Pequim em setembro de 2025, foram assinados mais de 20 acordos em inteligência artificial e tecnologia aeroespacial. Investimentos conjuntos já superam 200 bilhões de dólares, concentrados em projetos nas fronteiras euroasiáticas.

Em maio de 2025, durante a visita de Xi Jinping a Moscou para comemorar o Dia da Vitória, as duas nações reafirmaram o compromisso de realizar transações comerciais em moedas nacionais e desenvolver a Rota Marítima do Norte como alternativa aos corredores controlados pelo Ocidente.

Esse corredor ártico oferece aos países do BRICS uma rota segura, evitando pontos de estrangulamento como o Canal de Suez e o Estreito de Hormuz. A parceria estratégica entre Moscou e Pequim não apenas desafia as sanções, mas consolida uma Eurásia resistente à hegemonia ocidental.

A integração entre as duas potências supera divergências técnicas e burocráticas, demonstrando que a geografia e a segurança energética são pilares de uma nova ordem multipolar.

Leia mais sobre o assunto na rt.com.


Leia também: Rússia articula IA própria dos BRICS para desafiar os EUA


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