Pesquisa Datafolha revela empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno das eleições presidenciais de 2026. O levantamento, divulgado pelo Carta Capital, registra 45% das intenções de voto para cada candidato.
Lula lidera entre católicos (54%), mulheres (48%), idosos com 60 anos ou mais (52%) e eleitores com ensino fundamental completo (57%). Também mantém vantagem entre brasileiros com renda de até dois salários mínimos e moradores da região Nordeste. Sua base social inclui maioria entre eleitores que se declaram pretos.
Flávio Bolsonaro concentra apoio entre evangélicos (61%), homens (50%), jovens de 25 a 34 anos e empresários (71%). Também lidera entre eleitores com ensino superior completo, renda superior a dez salários mínimos e residentes da região Sul.
A pesquisa, realizada entre 12 e 13 de maio com 2.004 entrevistados e margem de erro de dois pontos percentuais, foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (BR-00290/2026).
O The Intercept Brasil revelou mensagens entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, sugerindo repasses milionários para produção de filmes de propaganda do ex-presidente Jair Bolsonaro. As denúncias, ainda não captadas pela pesquisa, podem alterar o cenário eleitoral.
Analistas avaliam que o impacto das acusações ainda não foi mensurado, uma vez que a maioria das entrevistas ocorreu antes da divulgação dos fatos. O cenário reflete a polarização histórica do eleitorado brasileiro, com Lula apostando em políticas de inclusão social e estabilidade econômica, enquanto a oposição mobiliza sua base por meio de pautas conservadoras.
A disputa acirrada exige estratégias para conquistar eleitores indecisos, decisivos para o resultado final.
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Silvia Ramos
17/05/2026
Samara, amada, a Palavra nos ensina a vigiar e orar, porque o coração do homem é enganoso. Esse empate técnico mostra que o povo brasileiro está sedento por uma liderança que teme a Deus e defende a família, não esse projeto esquerdista que quer destruir os valores que nossos avós nos ensinaram. Que o Senhor levante um homem de caráter para governar esta nação!
Mariana Oliveira
17/05/2026
Silvia, você toca num ponto que merece uma escuta cuidadosa, porque a fé e a defesa da família são valores genuínos para muita gente. Mas precisamos perguntar: de que família estamos falando? Quando bell hooks, em “O feminismo é para todo mundo”, denunciou que o lar muitas vezes é o lugar mais perigoso para mulheres e crianças, ela não estava atacando a família, mas expondo que o modelo tradicional de família hierárquica, baseado na submissão feminina e na disciplina violenta, é justamente o que produz tanto sofrimento silenciado. E Kimberlé Crenshaw nos ensina que as opressões se cruzam: uma mulher negra pobre não vive a “família” da mesma forma que um homem branco rico. Invocar “os valores dos nossos avós” sem nomear quais valores — se eram os que mantinham mulheres trancadas em casa, negros subalternizados e LGBTs invisíveis — corre o risco de santificar uma estrutura que sempre foi excludente.
O empate técnico nas pesquisas não é sinal de que o povo quer um “homem de caráter” abstrato. É sintoma de um país rachado entre projetos que disputam narrativas, mas raramente enfrentam as desigualdades reais que marcam o cotidiano de quem é mulher, negro, periférico. Um líder que “teme a Deus e defende a família” pode, na prática, significar um governo que corta políticas de creche, que dificulta o acesso à justiça para vítimas de violência doméstica, que trata o corpo feminino como propriedade do Estado. A história do Brasil está cheia de exemplos de governos que usaram a retórica religiosa para justificar autoritarismo e concentração de renda.
Se queremos uma liderança que realmente honre a fé e a família, precisamos de alguém que garanta que todas as famílias — as monoparentais chefiadas por mulheres, as famílias LGBTQIA+, as famílias negras que ainda carregam as marcas da escravidão — tenham direito à vida digna, à segurança alimentar, à moradia, ao trabalho com carteira assinada que o Jeferson mencionou. Um homem que ora pode ser um bom gestor, mas não basta. O verdadeiro caráter se prova na política pública que reduz o fosso entre quem tem tudo e quem não tem nada. E isso, minha irmã, não está à direita nem à esquerda no discurso fácil: está em quem nomeia as estruturas de opressão e age para desmontá-las.
Adalberto Livre
17/05/2026
EMPATE TECNICO SO EXISTE NA CABEÇA DOS COMUNISTAS, FLAVIO VENCE FACIL EM 2026!
Samara Oliveira
17/05/2026
Adalberto, a Palavra nos ensina que o coração do homem pode se enganar com facilidade. Flávio vencer fácil? Meu irmão, até o faraó achou que venceria, e o Mar Vermelho mostrou que o poder de Deus se revela nos pequenos. Reze e vigie, porque a soberba vem antes da queda.
Luiz Carlos
17/05/2026
Pesquisa pra quê? No dia a dia a gente vê o preço do combustível subindo e o risco de assalto a cada esquina. Empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro mostra que o povo tá cansado das mesmas opções de sempre. O Brasil precisa é de trabalho e segurança, não de circo político.
Carlos Henrique Silva
17/05/2026
Luiz Carlos, seu comentário capta uma frustração real, legítima e urgente. Ninguém precisa de pesquisa pra saber que o preço do combustível aperta o orçamento e que a sensação de insegurança domina o cotidiano. Essa percepção imediata, aliás, é funcional a um projeto político que se alimenta da despolitização. Quando o cidadão comum passa a enxergar a política como “circo”, está abrindo mão de compreender as causas estruturais que geram o preço alto do combustível e a violência urbana. Essas causas têm nome: o padrão de acumulação capitalista periférico, a financeirização da economia que descola a Petrobras do interesse nacional e a ausência de uma reforma tributária progressiva que taxe grandes fortunas e lucros extraordinários, em vez de penalizar o consumo popular.
O empate técnico que a pesquisa aponta não demonstra exatamente que “as opções são as mesmas”. Ele revela, em chave gramsciana, uma crise de hegemonia em que setores expressivos da sociedade não se sentem representados nem pelo reformismo lulista nem pelo autoritarismo bolsonarista-herdeiro. Mas essa equivalência abstrata entre Lula e Flávio Bolsonaro é enganosa. Flávio é o herdeiro de um projeto que, durante quatro anos, aprofundou a desregulação econômica, entregou a política de preços dos combustíveis ao mercado (com a tal paridade de importação que a PPI significa) e promoveu um desmonte do Estado que inviabiliza qualquer política pública consistente de segurança. Lula, com todos os limites de sua governança de coalizão, ao menos recolocou o tema do investimento público e da reconstrução de políticas sociais na mesa. O “cansaço” que você sente é real, mas ele precisa ser canalizado para a exigência de transformações profundas, e não para a rejeição genérica que, no limite, só serve à parcela da elite que quer manter tudo como está. Trabalho e segurança virão com desenvolvimento nacional, regulação estatal e combate à desigualdade, não com a rendição ao discurso antipolítico que faz o jogo dos mesmos de sempre.
Jeferson da Silva
17/05/2026
Luiz Carlos, você tocou num ponto importante, mas deixa eu te falar daqui do chão de fábrica: trabalho e segurança de verdade passam por salário digno, carteira assinada e sindicato forte, não por discurso de empreendedorismo que só serve pra mascarar exploração. Enquanto ficam nesse empate técnico entre os mesmos de sempre, quem perde é o trabalhador que vê o direito sendo desmontado a cada reforma.